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Como referenciar imagens nas normas da ABNT na prática

A maioria dos estudantes trava na hora de montar referências de imagens abnt porque acha que precisa inventar um padrão próprio. Não precisa. A NBR 10520:2023 e a NBR 6023:2018 dão diretrizes claras, mas a aplicação em imagens gera dúvidas recorrentes porque as normas foram escritas pensando majoritariamente em livros e artigos, não em ilustrações, gráficos e fotografias. O que acontece no dia a dia é o seguinte: você coloca uma figura na monografia, escreve a legenda e aí para. A legenda abaixo da imagem é obrigatória, mas a referência completa entra na bibliografia, e são coisas distintas. Muita gente confunde os dois e acaba repetindo a fonte como se fosse uma nota de rodapé. Não é.

Referências de imagens abnt: formato correto

Para figuras de autoria própria (gráficos, desenhos ou esquemas que você mesmo produziu), a estrutura na bibliografia segue este padrão: AUTOR, Nome. Título da obra de origem. Ano. Ilustração de... Disponível em: URL. Acesso em: dia mês abreviado ano.

Se a imagem for extraída de um site: TÍTULO DA IMAGEM ou SOBRENOME DO AUTOR. Ano. Disponível em: URL completa. Acesso em: dia mês abreviado ano.

Se for captura de tela ou fotografia sua: AUTOR. Ano. Figura explicativa ou descrição curta. Disponível em: URL ou indicar como foto própria se não houver publicação online.

Dentro do texto, a citação vai entre parênteses logo após a figura, antes do término do parágrafo que a menciona. Exemplo real que eu uso e recomendo: (ABRAVANEL, 2022, p. 45). Se não houver página, omite-se o p. Nos casos de imagens de sites sem autor identificado, usa-se o título da página entre aspas no corpo da referência. Um detalhe que quase ninguém lembra: quando a imagem já tem numeração automática do Word ou LaTeX, a referência na bibliografia deve repetir esse número como Fig. 1 ou Quadro 1, mantendo consistência. A numeração da figura começa do capítulo, não do trabalho todo. Isso evita confusão quando seu orientador pede separação por capítulos.

Na minha experiência, o problema mais chato que já encontrei aconteceu com imagens de bancos gratuitos como o Unsplash e o Pixabay. A licença permite uso livre, mas o campo autor da referência fica polêmico porque esses sites listam o nome do fotógrafo junto à imagem. Eu resolvi usando o formato de imagem de site com URL direta da página da foto e incluindo o acesso. A justificativa é simples: a NBR 6023 exige a referência ao suporte digital, não necessariamente ao criador, quando a obra está em domínio aberto e o contexto acadêmico não exige atribuição explícita do fotógrafo. Em publicações jornalísticas ou comerciais isso muda, mas para TCCs e artigos científicos a abordagem com URL e acesso atende. Outro ponto que gera confusão constante são os screenshots. Se você captura uma tela de um site, aplicativo ou interface para usar como dado na análise, a referência entra como figura própria (foto/screen sua). O campo autor é você, o ano é o do ano da captura, e o acesso se torna irrelevante porque a imagem já está local. Eu costumo colocar uma nota na legenda informando o URL de origem e a data de captura, mas isso é complementar, não substituto da referência completa na bibliografia.

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Erros frequentes que eu vejo todo dia: Colocar a URL da imagem diretamente na legenda. A legenda deve ser apenas a identificação e o título descritivo. A URL vai na referência bibliográfica, não na legenda.

Esquecer o campo acesso em imagens digitais. Sem acesso, a referência fica incompleta para fontes online. A norma pede o dia completo do acesso, não apenas o ano. Usar footnotes para citar a fonte da imagem. Footnotes servem para notas de rodapé explicativas, não para referências bibliográficas. A fonte vai na lista de referências ao final do trabalho.

Confundir figura com quadro. Quadro é usado para tabelas organizadas com linhas e colunas. Figura abrange gráficos, desenhos, fotos, esquemas e ilustrações em geral. Usar quadro para um gráfico de barras é um erro comum que orientadores corrigem na revisão. A formatação textual da referência segue regras simples mas específicas. Sobrenome em caixa alta, primeiro nome em título (exceto o último nome), título da obra em negrito se for livro, itálico se for site. Para imagens de sites sem autor, o título da imagem ou da página entra no início da referência. O ano vem entre parênteses logo após o autor, se houver. Se não houver ano, usa-se [s.d.].

Quando a imagem é extraída de um livro, a referência deve seguir o formato de livro, mas com a indicação il. ou fig. antes da descrição da figura. Exemplo: SOBRENOME, Autor. Título do livro. Ano. il. fig. da p. xx. Isso informa ao leitor que a fonte principal é a obra, mas a imagem em si pode ser uma reprodução ou adaptação. Se você trabalha com imagens de bancos de dados acadêmicos ou repositórios institucionais, o ideal é incluir o DOI quando existir. A ABNT aceita DOI como identificador permanente, e isso facilita a recuperação da fonte. A falta do DOI não invalida a referência, mas torna a busca mais lenta e aumenta a chance de erro na citação posterior.

Uma limitação prática das normas atuais: elas não detalham suficientemente o tratamento de imagens geradas por IA ou obras com direitos autorais restritos. Quando uma imagem é obtida via Midjourney, DALL-E ou similar, não há um campo específico na NBR 6023 para indicar a ferramenta de geração. A solução que eu adoto é tratar como obra digital com autor humano (o usuário que gerou) e incluir na referência uma nota de rodapé explicativa ou uma observação na legenda sobre o uso de IA. Isso não é exigido pela norma, mas é uma prática que evita ambiguidade e é accepted em comissões de ética de programas de pós-graduação. Para quem quer economizar tempo na montagem das referências, ferramentas como o Mendeley e o Zotero oferecem templates prontos para imagens, mas a precisão depende da configuração manual. Nenhum gerenciador resolve automaticamente a distinção entre figura própria e figura de terceiros. Você precisa revisar cada entrada, especialmente campos como URL, acesso e numeração da figura. Automatizar cegamente gera erros que a banca detecta na primeira leitura.

O tempo gasto para montar referências de imagens corretamente varia. Em média, uma lista de 20 figuras leva entre 40 e 60 minutos se você trabalhar com controle manual, e cerca de 15 a 20 minutos usando Zotero com templates bem configurados. A economia real não está na velocidade de inserção, mas na redução de retrabalho quando a banca pede correções. Uma referência mal formatada costuma voltar na versão final, e corrigir 20 entradas manualmente pode levar mais de duas horas. Se você precisa de um guia rápido para consulta durante a escrita, procure pela norma NBR 10520:2023 no site da ABNT (abnt.org). Ela é a fonte oficial e atualizada. A NBR 6023:2018 complementa com regras de elaboração da lista de referências. Ambas estão disponíveis para download pago, mas resumos e guias de aplicação podem ser encontrados em repositórios universitários sem custo.

Resumindo o fluxo de trabalho que funciona: primeiro colete todas as fontes das imagens antes de escrever. Depois, insira as legendas numeradas e os créditos entre parênteses no corpo do texto. Em seguida, monte a lista de referências no final, revisando cada campo individualmente. Finalmente, verifique a numeração cruzada entre figuras e referências para garantir que tudo coincida. Esse processo elimina a maioria dos erros comuns e economiza tempo na fase de revisão final.