Atividades Com Verbos Terminados Em Ar Er Ir 4o Ano - Atividades Com Verbos Terminados Em Ar Er Ir 4o Ano - NAZAEDU
Atividades Com Verbos Terminados Em Ar Er Ir 4o Ano - NAZAEDU

Como trabalhar os verbos regulares com crianças do 4º ano

Verbos terminados em -ar, -er e -ir são um dos primeiros conteúdos de conjugação que aparecem no currículo do 4º ano. A maioria dos materiais didáticos segue o mesmo padrão: apresentam a tabela de conjugação no presente do indicativo, fazem exercícios de completar lacunas e, às vezes, pedem para identificar o tempo verbal em frases simples. Na prática, isso funciona até certo ponto, mas a coisa complica quando os alunos começam a confundir as desinências ou quando encontram verbos irregulares pelo caminho.

Atividades com verbos terminados em ar er ir 4o ano

O segredo não está em repetir tabelas até a decoreba. O que funciona de verdade é fazer o aluno perceber o padrão antes de pedir a memorização. Eu costumo começar mostrando exemplos concretos. Coloco no quadro três verbos, um de cada grupo: cantar, correr, partir. Peço que conjuguem no presente, mas de forma guiada. Vamos juntos passo a passo. A primeira coisa que preciso deixar clara é a diferença entre a raiz do verbo e a desinência. O infinitivo se divide em duas partes: a terminação (-ar, -er, -ir) e a raiz. Quando conjugamos, mantemos a raiz e trocamos a terminação. Isso é o que torna a regularidade possível de ensinar. Se o aluno entende que a raiz permanece, ele para de decorrer cada forma isoladamente e começa a enxergar o mecanismo.

O problema mais comum que eu vejo na prática acontece com os verbos terminados em -ger e -gir, como proteger e magoar. Eles pertencem ao grupo do -er, mas na primeira pessoa do presente o aluno espera encontrar uma desinência regular e acaba escrevendo "eu protejo" com apenas um G, quando o correto é "eu protegjo". Já passei horas corrigindo isso em provas. A solução que encontrei foi criar uma exception list pequena, escrita com letras grandes no caderno: verbos em -ger e -gir ganham j na primeira pessoa. Não é bonito, mas funciona. A mesma coisa vale para verbos em -gir como magoar, corrigir, digerir. Outro detalhe que os livros didáticos costumam pular é a questão da Pronúncia das desinências. Quando escrevemos "nós cantamos", o som final é diferente de "você canta". A grafia engana quem está aprendendo porque a terminação -mos parece idêntica em todos os casos, mas a pronúncia varia entre o som fechado e o som aberto dependendo da região. Isso gera confusão na hora da ditada. Minha recomendação é incluir exercícios de ditada com foco nesse ponto específico, senão o aluno vai escrever "nós cantámos" com acento por achismo.

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Método prático para aplicar em sala

A sequência que eu uso leva cerca de quatro aulas. Na primeira, apresento os três grupos com exemplos do cotidiano. Escolho verbos que as crianças realmente usam: comer, brincar, dormir. Evito verbos cultos ou raros nessa fase inicial. Quanto mais frequente o verbo, mais fácil a fixação. Na segunda aula, trabalho a identificação. Entrego frases e peço que sublinhem os verbos e classifiquem o grupo. Aqui entra o primeiro filtro: o aluno precisa olhar para o infinitivo, não para a forma conjugada. Alunos iniciantes costumam olhar "ele comeu" e tentar adivinhar o grupo pela terminação -eu, o que leva a erros. O truque é sempre voltar ao infinitivo. Pergunto: qual é a forma original? Ai sim classifico.

A terceira aula é dedicada à produção. Peço que escrevam pequenas parlendas ou textos usando verbos de cada grupo. Não precisa ser longo. Três linhas de cada tipo já bastam. O importante é que o aluno produza, não apenas complete lacunas. Respostas preenchidas mostram reconhecimento; textos produzidos mostram domínio. Na quarta aula, faço uma revisão com jogos. Baralho de cartas onde cada carta tem um verbo e o aluno precisa montar a conjugação correta no presente. Funciona bem porque o elemento lúdico reduz a resistência. Crianças que não gostam de listar verbos em caderno participam ativamente do jogo de cartas.

Erros frequentes e como contorná-los

Um erro persistente é a mistura de tempos verbais dentro de uma mesma oração. O aluno escreve "ontem eu canto muita música" e não percebe a incoerência. Isso acontece porque o foco tem sido apenas na conjugação isolada, sem conexão com o contexto temporal. A correção imediata é pedir que identifiquem a palavra que indica tempo na frase. Quando o aluno vê "ontem", ele deve parar e questionar: isso combina com o presente? A resposta costuma ser automática a partir daí. Outro erro clássico é a concordância de número. "Nós gosta de brincar" aparece com frequência em produções escritas. A desinência -mos do nós deveria ser um sinal claro, mas muitos alunos tratam o nós como sinônimo de eu. A dica prática é: sempre que aparecer o nós, a desinência tem que ser -mos. Sem exceção. Repetição visual ajuda. Eu coloco essa regra em um cartaz fixo na sala durante todo o bimestre.

Recursos que funcionam

Além do material impresso, ferramentas digitais como os exercícios da plataforma do Ministério da Educação e os vídeos do canalese Educativa do YouTube oferecem atividades gratuitas que seguem a BNCC. O ideal é usar esses recursos como complemento, não como base exclusiva. A variação de formato mantém o interesse e expõe o aluno a diferentes formas de apresentação do mesmo conteúdo. Para quem busca atividades prontas, o site do Descomplica e o portal do Brasil Escola têm listas organizadas por ano escolar. Baixe as que correspondem ao 4º ano e adapte conforme a realidade da sua turma. Nem sempre o material impresso considera o vocabulário local, então ajustar os exemplos para a realidade dos alunos aumenta significativamente o engajamento.