Todos Os Pronomes Demonstrativos - Quais são os PRONOMES DEMONSTRATIVOS? Aprenda TUDO sobre! | Pronomes ...
Quais são os PRONOMES DEMONSTRATIVOS? Aprenda TUDO sobre! | Pronomes ...

Um guia prático para dominar os pronomes demonstrativos em português

O uso de pronomes demonstrativos é uma das coisas que mais gera dúvidas até em falantes nativos, especialmente quando se trata das formas este/esse/aquele e seus flexionados. A maioria dos materiais didáticos simplifica demais a explicação e acaba deixando brechas que aparecem na prática. Vou explicar como isso funciona de verdade, com base no que vejo acontecer em textos formais, revisões e conversações do dia a dia.

Os pronomes demonstrativos em português: mapeamento completo

Aqui está a lista de todos os pronomes demonstrativos em português. Eles se dividem em três eixos de distância: 1ª pessoa (perto do falante): este, esta, isto, estes, estas.

2ª pessoa (perto do interlocutor): esse, essa, isso, esses, essas. 3ª pessoa (longe de ambos): aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas.

Além desses, há as formas combinadas e oblíquas átonas que também cumprem função de pronome demonstrativo: o, a, os, as, quanto/quanta/quantos/quantas, cujo/cuja/cujo/cuja, etc. Esses últimos são menos discutidos nos manuais, mas aparecem com frequência em textos formais e jurídicos. O erro mais comum que eu vejo é a troca entre este e esse sem critério claro. Regra de bolso que funciona na maioria das vezes: este remete a algo próximo de quem fala, esse remete a algo próximo de quem ouve, e aquele remete a algo distante de ambos. Mas a realidade é mais complicada do que isso.

Numa reunião por videoconferência, por exemplo, eu costumo usar este para me referir a algo que estou mostrando na minha tela agora mesmo, e esse para me referir a um ponto que meu colega acabou de mencionar. Já ouvi gente argumentar que a norma culta ignora essa distinção — e realmente, em registros informais, essa diferenciação é frequentemente negligenciada. No entanto, em textos escritos formais, redações concursais e documentos legais, a distinção ainda é cobrada com rigor. Outro ponto que poucas pessoas mencionam: o uso de o/a/os/as como pronomes demonstrativos de 3ª pessoa. A frase "Li o que você disse" não tem necessariamente valor possessivo — o "o" aqui pode funcionar como pronome demonstrativo neutro, equivalendo a "isso". Isso varia bastante conforme a região também. Em Portugal, o uso dessas formas átonas com valor demonstrativo é muito mais frequente do que no Brasil coloquial.

Eu já perdi tempo revisando um contrato porque o redator havia usado aquilo para se referir a um conceito específico que estava sendo discutido havia páginas — e "aquilo" é intrinsecamente vago, não indicando qual era o referente. A solução foi substituir por uma perífrase nominal explícita: "àquilo que fora anteriormente descrito como cláusula rescisória". Em documentos jurídicos, esse tipo de substituição economiza horas de retrabalho posterior. Outra nuance que vale a pena noting: os pronomes demonstrativos também têm função.temporal. "Este ano" significa o ano em que estamos inseridos (perto do falante no tempo), enquanto "esse ano" remete a um ano mencionado anteriormente na conversa. Já "aquele ano" evoca um momento distante, quase nostálgico ou historiográfico. Essa dimensão temporal é tão importante quanto a espacial, mas raramente recebe atenção suficiente nos manuais.

Se você precisa consultar a lista completa de forma organizada, recomendo procurar por uma tabela que agrupe todas as formas por gênero, número e grau de distância — incluindo as formas neutras e as formas combinadas com preposições (neste, nesse, naquele, disto, disso, daquilo, etc.). É exatamente isso que o material "todos os pronomes demonstrativos" costuma oferecer, e pode ser baixado como referência rápida.

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Como funciona na prática

A escolha correta do pronome demonstrativo depende de três variáveis principais: a posição física ou discursiva do referente em relação ao falante e ao interlocutor, o registro linguístico em jogo, e a presença ou ausência de um antecedente explícito no contexto. Quando não há antecedente explícito, as formas neutras isto, isso e aquilo entram em cena. "Isto" para algo que o falante está prestes a dizer ou acabou de introduzir. "Isso" para algo que já foi dito ou que o interlocutor acabou de apresentar. "Aquilo" para algo distante, tanto fisicamente quanto discursivamente.

Um exemplo concreto: se alguém diz "O projeto não vai sair desse jeito. Precisamos rever isto" — o "isto" refere-se a algo que o falante está prestes a explicar. Se a frase fosse "Precisamos rever isso", o referente já estaria estabelecido no discurso. Se fosse "Precisamos rever aquilo", o referente estaria longe, talvez num assunto mencionado há muito tempo ou noutra conversa. Os pronomes demonstrativos com preposição também merecem atenção. Neste caso, nesse momento, naquele lugar — cada um carrega uma relação espacial ou temporal específica. Confundir nesta com nessa num documento pode mudar completamente o sentido de uma cláusula, como eu descobri na prática ao revisar um termo de adesão onde "nesta data" estava sendo usado para se referir à data de assinatura, mas o contexto indicava que deveria ser "nessa data", pois a data já havia sido mencionada anteriormente no contrato.

O uso de quem como pronome relativo após preposição + demonstrativo também merece destaque. "Aquele de quem falamos" é a forma padrão. "Aquilo de quem falamos" soa estranho porque "aquilo" não se combina naturalmente com referência a pessoas. Essa restrição de regência é outro ponto que poucos manuais abordam, mas que causa problemas recorrentes em produções escritas.

Pegadinhas e casos limite

Existem situações em que a regra simples não se aplica. Quando dois interlocutores discutem um texto compartilhado na tela, por exemplo, a escolha entre este e esse passa a depender de qual parte do texto está sendo indicada, não apenas da proximidade física. Se você está apontando para um parágrafo que está mais próximo de você na tela, usa-se este; se está apontando para algo que está mais perto do colega, usa-se esse. Isso é especialmente relevante em revisões colaborativas de documentos. Em português europeu, a dinâmica é ainda mais fluida. O uso de este para retomar um elemento já mencionado no discurso é muito mais aceito do que no português brasileiro padrão. Um falante europeu pode dizer "Eu comprei um livro. Este livro é interessante" com total naturalidade, enquanto um brasileiro tenderia a usar esse ou simplesmente repetir o substantivo.

Outro caso limite: o uso de demonstrativos em orações subordinadas substantivas. "O que eu quero é isto" vs. "O que eu quero é isso". Ambas estão corretas, mas a escolha entre elas muda sutilmente o foco — isto tende a antecipar algo que o falante está prestes a especificar, enquanto isso retoma algo já conhecido pelo interlocutor. A forma semelhante também pode funcionar como pronome demonstrativo em certos contextos literários e formais, embora sua classificação gramatical seja mais flexível. "Semelhante ao que ocorreu" é uma construção válida, mas menos precisa do que usar um demonstrativo direto.

Se você estiver estudando para concurso, prestar atenção especial a essas nuances vale mais do que decorar a tabela. A banca cobra menos a lista em si e mais a aplicação contextual — saber quando e por quê usar cada forma é mais importante do que simplesmente enumerá-las.

Referência rápida para consulta

Para quem quer ter todos os pronomes demonstrativos organizados de forma acessível, existe material didático consolidado sobre o tema. A referência completa "todos os pronomes demonstrativos" está disponível para download em formato PDF, contendo tabelas atualizadas conforme a norma culta vigente, exemplos contextualizados e exercícios com gabarito. Basta procurar pelo título e fazer o download para consultar sempre que necessário. O mais importante é praticar com textos reais. Gramáticas são úteis, mas é na leitura atenta de artigos, editorializações e documentos formais que a sensação correta do uso dos demonstrativos se desenvolve. Depois de ler algumas dezenas de textos bem escritos, a escolha deixa de ser uma dúvida consciente e passa a ser uma intuição — que, curiosamente, é exatamente o que a norma culta espera de um falante nativo competente.