Que Nome Recebe Um Time Que Foi Campeão 13 Vezes - Quantas vezes o Corinthians foi campeão brasileiro? Quando foi a última ...
Quantas vezes o Corinthians foi campeão brasileiro? Quando foi a última ...

Como chamar um time que venceu um torneio treze vezes

O termo correto em português para um time que conquistou um campeonato treze vezes é tridecacampeão. A nomenclatura segue o padrão de prefixos gregos adicionados à palavra "campeão". Dez vezes é decacampeão, onze é hendecacampeão, doze é dodecacampeão, e treze fecha como tridecacampeão.

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Recebe o nome de tridecacampeão. Não existe variação regional significativa — o termo é o mesmo no Brasil, em Portugal e em todos os países lusófonos. O que varia é a frequência com que aparece na prática, porque treze títulos de uma mesma competição é algo extremamente raro no futebol moderno. No dia a dia, muita gente ainda confunde com "decacampeão" por preguiça de pronunciar, ou acaba usando "tetra" para quatro, "penta" para cinco, e depois simplesmente não sabe o que inventar a partir daí. Na televisão, você vai ouvir mais "campeão de onze, doze, treze torneios" do que o termo técnico de verdade. Eu vi comentaristas gaguejando ao vivo tentando encaixar o prefixo correto em uma transmissão da Copa do Brasil e desistindo na hora. A solução deles era simplesmente listar os anos. Funciona, mas é feio.

Para entender como isso funciona na prática, o caminho é montar a sequência. Decacampeão = 10. Dodecacampeão = 12. Tridecacampeão = 13. Nonagenário seria para noventa, mas isso já é outra história completamente diferente. O importante é saber que a nomenclatura não tem regra especial para números acima de dez — ela apenas continua concatenando os prefixos gregos. Um detalhe que pouca gente leva em conta: o prefixo "tri" em tridecacampeão não tem relação com "três". Ele vem de "tri" como parte da composição "trideca", que significa treze no grego (tri + deca). É fácil errar e pensar que é "três campeonatos", mas não é. Quem lê rápido e vê o "tri" no início já imagina tricampeão por impulso. O jeito certo de identificar é sempre olhar o todo, não o pedaço.

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Eu já tive que corrigir isso em uma matéria interna da redação porque o estagiário escreveu "tricampeão" referindo-se a um time com treze títulos. O editor chefe achou graça na época, mas o erro de digitação já tinha saído no ar. Desde então, todo texto que envolve nomenclatura de campeões passa por uma revisão específica desses prefixos. Leva uns quinze minutos extras, mas evita o constrangimento de corrigir nas redes sociais depois. Um contra-senso interessante é que a imprensa esportiva brasileira tende a abandonar os prefixos formais a partir de cinco títulos. Em vez de dizer "penta-campeão", muitos jornais simplesmente escrevem "campeão pela quinta vez". A partir daí, a coisa desmorona. Dezesseis títulos vira "campeão invicto" ou "rei do torneio", dependendo do ângulo editorial. O termo exato deixa de existir porque ninguém se dá ao trabalho de consultá-lo.

Outro ponto que as pessoas esquecem: a nomenclatura é válida para qualquer modalidade, não só futebol. Vôlei, basquete, handebol — tudo segue a mesma regra. Já vi clubes de futsal serem chamados de "hexacampeões" em títulos estaduais, e a terminologia técnica é exatamente a mesma. A diferença é que no futebol brasileiro os campeonatos são fragmentados em várias competições, então quando alguém fala "treze vezes", é preciso especificar de qual torneio se trata. Um time pode ser tridecacampeão paulista e, ao mesmo tempo, tetracampeão brasileiro. São títulos diferentes, terminologias independentes. Se você precisa usar o termo em algum contexto formal, como um artigo acadêmico ou documentação oficial de um clube, o recomendado é escrever "tridecacampeão" junto, sem hífen. A norma culta da língua portuguesa não exige divisão. Só que em textos jornalísticos informais, você vai encontrar tanto "tri-deca-campeão" quanto "trideca-campeão" com hífen, e ambos estão aceitáveis no senso comum, ainda que tecnicamente o mais adequado seja sem travessões.

O único cenário em que esse tipo de nomenclatura falha completamente é quando o número de títulos ultrapassa a capacidade do ouvinte de processar o prefixo. Quatorze títulos vira tetradecacampeão, quinze é pentadecacampeão. A partir daí, a maioria das pessoas para de prestar atenção e simplesmente repete o número por extenso. É humano. Ninguém memorizou a lista inteira de prefixos gregos acima de dez. Se o seu objetivo é comunicar de forma clara para um público geral, a melhor estratégia muitas vezes é evitar o termo técnico e dizer "campeão em treze ocasiões" ou "com treze títulos conquistados". Soa menos pretensioso e transmite a mesma informação sem exigir que o leitor decifre um prefixo grego obscuramente aplicado ao futebol.