Permutação Com Repetição Exercícios - Exercícios de Permutação com Repetição | PDF | Permutação | Combinatória
Exercícios de Permutação com Repetição | PDF | Permutação | Combinatória

Como resolver permutação com repetição na prática

A maioria dos materiais didáticos ensina a fórmula P = n! / (n1! × n2! × ... × nk!) e passa para a próxima pergunta. Funciona nos exercícios de livro, mas quando chega o dia da prova ou do concurso, a armadilha está em identificar o que é repetido. Um aluno costuma trocar o numerador pelo denominador, ou pior, soma os repetidos em vez de multiplicar os fatoriais. A gente já viu isso acontecer várias vezes. O conceito básico é simples: você tem n elementos no total, mas alguns se repetem. O número de arranjos diferentes diminui porque trocas entre elementos idênticos não geram uma nova permutação. Por isso dividimos pelo fatorial de cada grupo de repetidos. Só isso. O resto é aplicar com cuidado.

Permutação com repetição exercícios comuns

Vamos ao exemplo mais frequente. Quantas palavras diferentes podemos formar com a palavra MISSISSIPPI? Primeiro, conta-se tudo: M = 1, I = 4, S = 4, P = 2. São 11 letras ao todo. A conta fica 11! / (4! × 4! × 2! × 1!). Fazendo as contas, dá 34.650. Não tem nada de mágico. Só divisão de fatoriais. Outro exercício clássico: quantos números de 6 algarismos podemos formar usando dois 1s, dois 2s e dois 3s? Aqui o total de elementos é 6. Os repetidos são três grupos de 2. Então 6! / (2! × 2! × 2!) = 720 / 8 = 90. Se você esquecer algum fatorial no denominador, o resultado dispara para 720 e cai na pegadinha.

Tem também aquela variação onde um algarismo deve ficar em posição fixa. Por exemplo, quantos anagramas de ARARAZU têm o R da primeira posição fixo? Você reduz o universo, trata a posição fixa como removida e faz a permutação com repetição só com os elementos restantes. Ararazu sobra A = 3, R = 2, Z = 1, U = 1. Total de 7 elementos menos o R fixo = 6 elementos restantes.Resultado: 6! / (3! × 2! × 1! × 1!) = 120. Isso é o tipo de detalhe que separa quem acerta de quem erra no dia da prova. Uma questão que eu vi dar trabalho real era sobre senhas numéricas com repetição obrigatória. O enunciado pedia senhas de 8 dígitos formadas por exatamente três 1s, dois 5s e três 7s. Alguns candidatos tentavam calcular primeiro as combinações e depois multiplicar por permutações, o que é redundante e gera erro de contagem dupla. O caminho direto é tratar como permutação com repetição: 8! / (3! × 2! × 3!) = 560. Sem voltas.

Quando usar esse método e quando ele falha

A permutação com repetição só funciona quando os itens repetidos são indistinguíveis. Se houver alguma característica que torne duas ocorrências diferentes, aí você não divide pelo fatorial e trata cada um como distinto. Um caso que eu encontrei no campo foi com etiquetas de produtos: duas etiquetas com o mesmo código visual, mas números de lote diferentes. A princípio parecia repetição, mas eram itens distinguíveis por lote. Se eu tivesse aplicado a fórmula cega, teria subestimado o espaço amostral. A solução foi tratar como permutação simples, pois cada elemento tinha identidade própria, mesmo com aparência idêntica. Outra limitação séria: esse método não lida com restrições de posicionamento. Se o exercício pedir que dois elementos não possam ficar juntos, ou que certa posição seja exclusiva de um tipo de item, você não resolve só dividindo fatoriais. Nesses casos, o método certo é complementar. Calcula-se o total sem restrição e subtrai-se os casos proibidos, ou se usa o princípio da inclusão e exclusão. Eu já vi gente tentar forçar a fórmula e chegar em resultado impossível, como número menor que zero, simplesmente porque esqueceu a restrição.

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Um problema prático comum é quando n é grande e os fatoriais estouram a capacidade da calculadora básica. Para n acima de 20, vira uma dor de cabeça. Minha solução foi usar a forma logística do cálculo, decompondo em fatores primos antes de multiplicar. Isso elimina a necessidade de calcular fatoriais gigantescos e ancora o resultado em números menores. Não é mágica, é aritmética básica aplicada com inteligência. Em projetos de análise combinatória para filas de produção, esse truque economiza horas de tentativa e erro com planilhas que retornam erro de overflow.

Erros que aparecem com frequência

Errar a contagem dos elementos repetidos é o pecado mais comum. Contar as letras de uma palavra sem listar cada uma separadamente leva a esquecimento de grupo. Sempre anote em uma tabela rápida: elemento, quantidade, fatorial correspondente. É trabalho extra, mas evita meia dúzia de erros de cálculo. Confundir permutação com repetição e combinação com repetição é outro equívoco frequente. A combinação com repetição entra quando a ordem não importa, como escolher itens de um cardápio onde repetition é permitida. A permutação com repetição exige ordem relevante. Se a pergunta pede arranjos ou disposições em fila, é permutação. Se pede escolha de grupo, é combinação.

Tem ainda o erro de aplicar a fórmula quando há itens nulos no denominador. Fatorial de zero é 1, e isso está correto, mas alguns alunos travam e acham que o termo some. Ele não some. Ele multiplica por 1, ou seja, não altera o resultado. Registrar isso evita dúvida desnecessária na hora da prova.

Resumo do método aplicado

Liste todos os elementos totais. Agrupe as repetições. Anote a quantidade de cada grupo. Some as quantidades para confirmar que batem com o total n. Calcule n!. Divida pelo produto dos fatoriais de cada grupo repetido. Se houver restrição de posição, reduza o universo antes de calcular. Se houver proibição de certos arranjos, use complementação ou inclusão e exclusão. Se os números forem grandes, decomponha em fatores primos ou use logaritmos para facilitar a conta. Esses permutação com repetição exercícios ganham facilidade quando você para de tratar a fórmula como receita e passa a enxergar o que ela representa: eliminação de contagens redundantes causadas por indistinguibilidade. O resto é disciplina na contagem e atenção aos detalhes do enunciado.