Como fazer penteados juninos com fitas que realmente funcionam
A maioria das tutoriais na internet ignora um problema básico: as fitas de cetim escorregam de cabelo cacheado ou crespo. Se você tentar reproduzir o penteado direto do Pinterest sem ajustar a técnica, vai passar duas horas com o penteado desmanchando antes do fogo de artifício começar. Vou explicar o método que eu uso, que já vi funcionar em dezenas de ensaios e apresentações, sem complicação desnecessária.
penteados juninos com fitas
O primeiro passo é o mais importante e todo mundo pula: preparar o cabelo com textura suficiente para as fitas pegarem. Eu trabalho geralmente comClients que têm cabelo liso ou levemente ondulado, e o segredo não é passar muito produto, e sim usar uma água salgada caseira (uma colher de sopa de sal para 200ml de água morna, borrifada no cabelo seco antes de modelar) ou um texturizador em spray que deixe o fio com aderência. Sem isso, a fita de cetim ou acetinada vai deslizar para todo lado. Quanto às fitas, esqueça as fitas fininhas de embrulho presente. Eu recomendo fitas de cetim com no mínimo 2 a 3 centímetros de largura. O tamanho fino não segura a trança ou o coque e ainda aperta o cabelo, causando dor de cabeça. Já vi gente usar fita de raso de 5 centímetros e o resultado fica pesado demais, o penteado afunda em menos de 30 minutos.
O penteado junino clássico com fitas funciona melhor em duas versões básicas: a trança lateral com fitas entrançadas junto com os fios, ou o coque baixo com as pontas das fitas sobrando como enfeite. Na trança lateral, você divide o cabelo em três partes como numa trança normal, mas interpõe a fita entre as mechas. A fita entra como se fosse uma quarta mecha, passa por cima e por baixo alternadamente ao longo de toda a trança. O truque aqui é começar a trançar normalmente nos primeiros dois ou três centímetros, sem a fita, só para criar uma base firme perto da raiz. Se você inserir a fita desde o início, ela tende a escorregar para baixo porque não tem onde se ancorar. No coque baixo, a técnica é diferente. Você faz um coque solto na nuca, prendendo com um elástico disfarçado pela própria fita. Enrole a fita ao redor da base do coque, passando por cima do elástico e do cabelo, e termine amarrando um laço ou deixando as pontas soltas. O problema que eu enfrento com frequência aqui é o cabelo fino que não sustenta o volume do coque. A solução que eu uso é fazer um "bottoming" antes — ou seja, criar um rolo falso com uma seção pequena de cabelo presa com presilhas no topo do coque, dando corpo, e então envolver tudo com a fita. Sem isso, o coque afunda e o penteado fica com cara de mal feito.
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Outro ponto que ninguém menciona nas fotos: a fixação. Prender a fita no cabelo não funciona bem com grampo comum. Eu uso grampos de arame fino ou grampos U, que têm mais aderência e não riscam o brilho da fita. Em cabelos muito lisos, eu passo uma gota de verniz no comprimento da fita antes de amarrar, o que aumenta o atrito e impede que escorregue. Nada de exagerar, senão a fita fica dura. Se o cabelo for muito curto, abaixo dos ombros, a trança com fita já fica inviável. Nesse caso, a saída é usar uma extensão temporária de cabelo sintético ou natural, prendendo-a junto com o cabelo natural e trançando tudo junto. Eu já fiz isso em ensaios fotográficos rápidos e o resultado é aceitável se a cor da extensão combinar com o cabelo natural. Não use extensão muito mais clara ou mais escura, senão fica evidente e o penteado perde a graça.
Para o dia da festa, aplicar um fixador de cabelo de força média no final do penteado, borrifado a 20 centímetros de distância, garante que o trabalho dure pelo menos quatro horas sem desmanchar. O erro comum é borrifar demais ou muito perto, o que deixa o cabelo oleoso e a fita escorrega ainda mais. Um detalhe prático que pouca gente leva a sério: o tamanho da fita. Cada braçado de trança consome aproximadamente dois vezes o comprimento do seu cabelo em fita. Se o cabelo chega até os ombros, calcule cerca de 60 centímetros de fita por braçado. Para um penteado completo com trança lateral e coque, leve no máximo 1 metro e 20 centímetros para não ficar sobrando fita em excesso nas pontas.
Se você está pensando em fazer o penteado para si mesma, a trança lateral com fitas é mais viável do que o coque, porque você consegue ver o que está fazendo no espelho. Coque baixo pede alguém ajudando ou um espelho de dois vãos bem posicionado. Sem ajuda, o tempo duplica e a probabilidade de erro aumenta consideravelmente. Há ainda a questão da cor da fita. O tradicional pede cores que combinem com a temática junina: vermelho, azul, amarelo e branco. Mas a fita vermelha em cabelo preto escuro pode parecer pesado demais em algumas pessoas, enquanto a fita branca em cabelo loiro claro praticamente desaparece. O contraste é fundamental para o penteado ter presença visual, especialmente em fotos à noite com iluminação de festa.
Por fim, se o cabelo for naturalmente muito oleoso ou você mora em clima quente e úmido, a fita de cetim vai aderir ao couro cabeludo e escorregar com facilidade. Nesse cenário, o melhor caminho é trocar a fita de cetim por uma fita de organza ou uma fita de tecido mais áspera, que oferece mais fricção e mantém o penteado firme por mais tempo. É um ajuste simples que faz diferença imediata, mas que a maioria dos tutoriais nunca menciona.