Orelha Com Dois Furos - Furos na Orelha: +76 Inspirações LINDAS e Principais Tipos!
Furos na Orelha: +76 Inspirações LINDAS e Principais Tipos!

Como fazer e cuidar de orelha com dois furos

Eu tive minha primeira perfuração de orelha aos dezoito anos, num lugar que não era exatamente profissional. O furo simples cicatrizou sem complicações, mas quando voltei uns anos depois querendo um segundo furo logo abaixo, precisei aprender na prática o que funciona e o que não funciona. Vou explicar como fiz e o que considere importante.

O que é orelha com dois furos

Orelha com dois furos é simplesmente uma combinação de duas perfurações na orelha, geralmente dispostas verticalmente — um na parte da cartilagem mais grossa (o lóbulo) e outro um pouco mais acima, ou então dois furos no lóbulo mesmo, lado a lado. Dependendo da região, existem variações. No Brasil, o padrão mais comum é um furo no lóbulo e outro logo acima, na transição para a parte mais firme da orelha. Não existe uma regra fixa de distância entre os furos. O que define é a sua anatomia. Algumas pessoas têm lóbulos mais grossos e conseguem colocar os dois bem próximos. Outras têm lóbulos fininhos e precisam afastar mais para evitar que um furo fragilize o tecido do outro.

Como marcar o local certo

Antes de furar, é essencial definir onde cada furo vai ficar. Eu uso uma caneta hidrocor fina para marcar, com a pessoa sentada ou em pé — nunca deitada, porque a gravidade desloca levemente a pele e o desenho muda quando você levanta. Para o furo inferior, eu me posiciono olhando no espelho e marco bem no centro do lóbulo, medindo a distância do final da orelha até a marca. Para o segundo furo, fica uns três a quatro milímetros acima do primeiro. Se a pessoa tiver o lóbulo grosso, posso chegar a cinco milímetros. Se for fino, menos.

Um detalhe que muita gente ignora: a pele do lóbulo estica com o tempo. Um furo feito hoje pode subir uns dois milímetros em relação ao original em alguns anos. Por isso, eu sempre marco o segundo furo um pouco mais baixo do que eu imaginaria, deixando margem para essa subida natural.

O procedimento em si

No consultório, eu limpo a região com antissep tico. Uso agulha esterilizada de calibre 14 ou 16, dependendo da espessura da joia que a pessoa quer colocar depois. A agulha é sempre descartável. Não recomendo pistola de perfuração para quem vai fazer dois furos na mesma orelha, porque a pistola empurra a joia e pode causar microlesões no tecido ao redor, especialmente se o segundo furo ficar muito perto do primeiro. A dor é mais aguda no primeiro momento e diminui rápido. O lóbulo é uma região vascularizada, então sangra pouco e cicatriza bem. A parte mais acima, perto da cartilagem, dói um pouco mais e demora mais para fechar completamente. Eu aviso isso para quem está pensando em fazer, porque muita gente subestima a recuperação da segunda perfuração.

Cuidados pós-perfuração

Os primeiros quinze dias são críticos. Eu recomendo limpeza com soro fisiológico ou solução salina neutra, duas vezes ao dia. Não girar a joia, não mexer no furo sem necessidade, e evitar produtos com álcool ou peróxido — eles ressecam o tecido e retardam a cicatrização. Para o furo superior, que fica mais perto da cartilagem, o tempo de cicatrização é maior. Pode levar de seis a oito semanas para sentir que está completamente fechado, enquanto o lóbulo costuma estar bom em quatro a seis semanas. Se você for nadar, evite piscinas cloradas por pelo menos dez dias e banhos de mar por pelo menos duas semanas.

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Um problema prático que eu encontrei muitas vezes: a pessoa coloca uma joia muito pesada muito cedo. O segundo furo, especialmente, não suporta peso intenso nos primeiros meses. Eu prefiro recomenda joias de titânio ou aço cirúrgico leve, sem pedrarias grandes ou correntes penduradas nessa fase inicial.

Quando evitar orelha com dois furos

Existem casos em que eu simplesmente não faço. Pessoas com lóbulo muito fino — tipo menos de oito milímetros de espessura na parte onde seria o segundo furo — correm risco de o tecido rasgar ou o furo se fundir. Nesses casos, eu sugere um único furo deslocado ou muda o estilo da joia. Também não faço em pessoas com histórico de queloides na região. Quer dizer, se alguém já teve queloide em outra perfuração, o risco existe. Eu pergunto antes e, se houver suspeita, encaminho para avaliação médica. Não vale a pena arriscar.

Pessoas com diabetes descompensado ou problemas de cicatrização graves também exigem cuidado extra. Nesses casos, eu sempre solicito liberação médica antes de prosseguir.

Joias e estilos

Depois de cicatrizado, as opções de joia são vastas. Brincos de argola pequeno no furo inferior e um stud no superior ficam equilibrados. Algumas pessoas preferem dois studs iguais, outros combinam argola e pendente. O importante é respeitar o tempo de cicatrização de cada furo antes de trocar a joia inicial. Eu também vejo muitas pessoas tentarem colocar joia no segundo furo ainda com inflamação, achando que vai passar. Isso é erro. Se houver vermelhidão persistente, secreção amarelada ou dor que não melhora em uma semana, volta ao profissional. Não adianta forçar.

Para quem quer algo mais discreto, existe a opção de usar plugs ou stops silicone nos dois furos. Fica um visual mais limpo e evita que a joia puxe ou enrosque em roupas e cabelos durante a cicatrização.

Remoção ou fechamento dos furos

Se alguém quiser remover um dos furos, é possível. O lóbulo geralmente fecha sozinho em alguns meses, dependendo da idade e da saúde da pele. Já o furo mais próximo da cartilagem pode deixar uma marca permanente mesmo após removida a joia. Eu já vi casos em que o segundo furo ficou com uma pequena depressão visível, mesmo um ano depois. Para quem quer tapar a marca, há procedimentos médicos como preenchimento com ácido hialurônico ou microcirurgia, mas isso é outra conversa. No dia a dia, a maioria das pessoas simplesmente convive com a leve marca e não se importa.