Oracoes Subordinadas Adjetivas Exercicios - Exercicios orações subordinadas adjetivas - Orações subordinadas ...
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Por onde começar com orações subordinadas adjetivas

O assunto costuma cair em provas e concursos de forma repetitiva, mas a maioria dos materiais que eu vejo por aí explica de um jeito que gera mais confusão do que clareza. A maior parte dos exercícios online pede para identificar se a oração é restritiva ou explicativa, mas raramente explicam o que acontece na prática quando você precisa aplicar a regra, não só reconhecer ela. Aí é que mora o problema.

O que você realmente precisa saber antes de fazer os exercícios

A oração subordinada adjetiva funciona como um adjetivo, mas em forma de oração. Ela se liga a um substantivo ou pronome e o qualifica. O ponto que quase ninguém deixa claro desde o início é a função do que e do cujo, porque eles não são intercambiáveis e confundem quem estuda pela metade. O "que" retoma o antecedente e pode ser substituído por "o qual, a qual, os quais, as quais". O "cujo" já exige um possuído depois e nunca vem precedido de artigo. Quando eu estava corrigindo redações de alunos de preparatório, percebi que o erro mais frequente não era identificar a oração, mas sim aplicar a crase e a vírgula erradas. Um aluno escreveu uma vez: "O livro, cujo autor eu gostei, está na mesa". O problema ali não era a oração em si, mas a regência do verbo gostar. Gostar é transitivo indireto, então deveria ser "cujo eu gosto", mas mesmo assim soa estranho porque "cujo" exige posse direta. O correto nesse caso seria reestruturar para "O livro, de cujo autor eu gosto, está na mesa", ou simplesmente trocar a construção. Esse tipo de detalhe não aparece nos manuais básicos.

Diferença entre restritiva e explicativa

Essa é a divisão que define tudo. Na oração subordinada adjetiva restritiva, a informação é essencial para identificar o antecedente. Sem ela, a frase perde o sentido ou fica ambígua. Não leva vírgula. Na oração subordinada adjetiva explicativa, a informação é apenas um acréscimo, algo que poderia ser tirado sem destruir a estrutura. Vai entre vírgulas. Pegue estes dois exemplos e compare. "Os alunos que estudaram passaram na prova" — aqui a oração restringe quais alunos, só os que estudaram. Se eu tirar "que estudaram", a frase vira "Os alunos passaram na prova", que generaliza tudo. Agora: "Os alunos, que estudaram muito, passaram na prova" — aqui eu já sei que são todos os alunos, e a oração apenas informa que eles estudaram. É uma informação extra.

O truque prático que eu uso e recomendo é o teste da retirada. Tire a oração adjetiva do período. Se a frase continuar gramaticalmente correta e o sentido principal se mantiver, é explicativa, com vírgula. Se a frase ficar incompleta ou ambígua, é restritiva, sem vírgula. Esse teste funciona em cerca de 90% dos casos. Nos outros 10%, o contexto é que decide.

orações subordinadas adjetivas exercícios

Agora vamos para a parte prática. Abaixo estão exercícios que cobrem os pontos que realmente caem, não ositivos que todo mundo já viu. Cada exercício tem gabarito no final, mas o importante é o raciocínio, não só a resposta. Exercício 1: Classifique as orações subordinadas adjetivas em restritivas ou explicativas e justifique com base no teste da retirada.

a) Os edifícios que foram construídos na década de 70 exigem reforma. b) A cidade, que ficou famosa pelo carnaval, recebe turistas o ano todo.

c) O aluno cujos trabalhos foram destacados receberá um prêmio. d) Maria, que é médica, atende no hospital Central.

e) As pessoas que moram perto do rio foram evacuadas. Exercício 2: Reescreva as frases abaixo substituindo o pronome relativo "que" por "o qual" na forma adequada, concordando em gênero e número com o antecedente.

a) O relatório que apresentei estava incompleto. b) A decisão que tomamos foi acertada.

c) Os argumentos que ele apresentou não convenceram ninguém. d) A situação que enfrentamos foi delicada.

Exercício 3: Identifique o erro em cada uma das frases abaixo e corrija-o, explicando o motivo. a) O artista cujo pintou esse quadro é premiado internacionalmente.

b) A empresa, que faliu ano passado, está sendo recuperada judicialmente. c) Os livros que pertence à biblioteca são antigos.

d) Ela é a pessoa cujo processo estamos acompanhando com atenção. e) O professor que ensina matemática, que também leciona física, é muito respeitado.

Exercício 4: Complete as frases com o pronome relativo adequado (que, o qual, cujo, onde, quanto), considerando a regência e a concordância. a) A casa ___ moramos foi vendida ano passado.

b) O assunto ___ precisamos falar é sensível. c) A candidata ___ desempenho impressionou todos os avaliadores foi escolhida.

p(d) O lugar ___ conheço não é mais o mesmo. e) A razão ___ ele se atrasou foi o trânsito.

Exercício 5: Transforme as frases seguintes em períodos compostos por subordinação adjetiva, mantendo o sentido original. a) O carro é novo. Ele foi comprado mês passado.

b) A menina é minha vizinha. Ela toca violino. p(c) Os documentos são confidenciais. Eles foram assinados pelo diretor.

p(d) A empresa é grande. Ela exporta para trinta países. p(e) O filme é excelente. Nós o vimos ontem.

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Gabarito comentado

Exercício 1: a) Restritiva. Retirando "que foram construídos na década de 70", sobra "Os edifícios exigem reforma", que generaliza todos os edifícios, mudando o sentido.

b) Explicativa. Retirando "que ficou famosa pelo carnaval", sobra "A cidade recebe turistas o ano todo", que mantém o sentido intacto. A oração apenas acrescenta informação. c) Restritiva. "Cujo" aqui distingue quais alunos recebem o prêmio. Sem a oração, não se sabe quais alunos são mencionados.

d) Explicativa. "Que é médica" é informação adicional sobre Maria, que já está identificada pelo nome. e) Restritiva. A oração especifica quais pessoas foram evacuadas, não todas as pessoas em geral.

Exercício 2: a) O relatório o qual apresentei estava incompleto. (ou: ao qual / em que, dependendo da regência pretendida)

b) A decisão a qual tomamos foi acertada. c) Os argumentos os quais ele apresentou não convenceram ninguém.

d) A situação a qual enfrentamos foi delicada. Nota: "o qual" exige preposição quando o verbo ou o antecedente a exige. Em muitos desses casos, "que" é mais natural. A substitution é mais cobrada em provas formais do que usada na linguagem cotidiana.

Exercício 3: a) Erro: "cujo" não pode ser seguido de verbo diretamente. Correção: "O artista que pintou esse quadro..." ou "O artista cujo quadro foi pintado..."

b) Erro: "que faliu" — o verbo corretos é "falir", e na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito é "falir" mesmo, mas "que faliu" soa como erro de conjugação comum. Na verdade, a forma está correta, mas o problema é a vírgula: se a oração é explicativa, o sujeito "A empresa" já está identificado. Se for restritiva, não vai vírgula. Como a frase sugere que é a única empresa em questão, a vírgula está justificada, mas a estrutura fica ambígua. O mais seguro é: "A empresa que faliu ano passado está sendo recuperada judicialmente" (restritiva, sem vírgula). c) Erro: concordância. "Que" retoma "livros" (plural), então o verbo deve ser "pertencem". Correção: "Os livros que pertencem à biblioteca são antigos."

d) "Cujo" está correto aqui: "A pessoa cujo processo estamos acompanhando" — o processo pertence à pessoa. A frase está certa. e) Aqui temos uma redundância perigosa: dois "que" encadeados. A primeira oração "que ensina matemática" é restritiva. A segunda "que também leciona física" tenta ser explicativa mas a estrutura fica confusa. O ideal é reescrever: "O professor que ensina matemática, e que também leciona física, é muito respeitado" ou, melhor ainda, usar uma única oração coordenada: "O professor que ensina matemática e física é muito respeitado."

Exercício 4: a) em que / onde

b) de que / sobre o qual c) cujo

d) conheço e) pela qual / por que

Exercício 5: a) O carro que foi comprado mês passado é novo.

b) A menina que toca violino é minha vizinha. c) Os documentos que foram assinados pelo diretor são confidenciais.

d) A empresa que exporta para trinta países é grande. e) O filme que vimos ontem é excelente.

Erros que eu vejo sempre nos exercícios

O erro mais frequente não é conceitual, é de atenção. As bancas adoram colocar orações adjetivas com "cujo" em frases onde o possuído vem antes do que seria esperado, e o candidato marca a alternativa errada porque não verificou a concordância. "Cujo" concorda em gênero e número com o possuído, não com o possuidor. Isso é contra-intuitivo para muita gente, e é aarmadilha clássica em provas. Outro ponto que as pessoas erram constantemente é a vírgula. A regra das vírgulas em orações explicativas é simples, mas na prática há frases onde a fronteira entre restritiva e explicativa é tênue. O contexto é que decide. Se você está em uma prova e não tem como ter certeza absoluta, lembre-se: se o antecedente já é único e identificado (um nome próprio, por exemplo), a oração adjetiva quase sempre será explicativa.

Existe também o problema das orações adjetivas com pronome relativo omitido. "O livro [que] li era bom". O "que" está subentendido, e muitos exercícios tentam confundir o aluno perguntando se a oração é subordinada adjetiva ou se houve elipse de outro tipo. A resposta é que é subordinada adjetiva com termo omisso. A oração continua tendo função adjetiva, só que o pronome relativo foi suprimido por ser objeto direto.

Recursos para praticar

Não existe um material definitivo e gratuito que cubra todos os níveis de dificuldade. O que eu recomendo é combinar exercícios de diferentes fontes. Sites de plataformas de ensino costumam ter bancos de questões classificadas por banca examinadora, o que ajuda porque cada banca tem um padrão próprio de cobrança. O Cebraspe cobra de um jeito, a FGV de outro, a FCC de outro ainda. Concentrar-se em uma banca específica pode economizar horas de estudo inutilizado. Se você quer materiais prontos para imprimir ou baixar, procure por "orações subordinadas adjetivas exercícios pdf" nos sites das principais bancas organizadoras de concursos. Eles disponibilizam editais e materiais de preparo que incluem questões comentadas. Não confie em arquivos piratas ou compilados não oficiais — as respostas muitas vezes estão erradas, e corrigir um erro meu leva mais tempo do que fazer o exercício certo desde o início.

O que funciona na prática é fazer exercícios cronometrados, revisar cada erro anotando o motivo específico, e repetir os tipos de questão que você errou até errar menos. Um ciclo de cinco exercícios bem revisados vale mais do que cinquenta feitos apressadamente.