O problema dos primos pequenos
Quando você começa a trabalhar com fatoração ou criptografia básica, logo percebe que listar os números primos até 20 não é tão trivial quanto parece. Tem gente que esquece o 2 ou conta o 1 como primo por cima do ombro, e isso gera erro logo na primeira chamada de função.
numeros primos de 1a 20 que você precisa memorizar
Os primos nessa faixa são exatamente oito: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19. O 1 não entra nessa lista porque por definição ele não tem dois divisores distintos. Eu já vi código de produção que falhava porque o desenvolvedor colocou o 1 no array de primos e a função de fatoração passou a retornar resultados duplicados pra todo número.
Por que essa lista importa na prática
Em algoritmos de criptografia RSA, por exemplo, a segurança depende de escolher dois primos grandes e multiplicá-los. Mas antes de chegar nesses primos de centenas de dígitos, você precisa testar divisores pequenos. Saber que 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19 são os únicos primos até 20 permite fazer uma verificação rápida de primalidade antes de partir pra métodos mais pesados como Miller-Rabin. Um detalhe que pouca gente menciona: o número 2 é o único primo par. Se você está escrevendo um teste de primalidade e não trata o 2 como caso especial, seu código vai gastar o dobro de iterações testando divisores pares inúteis. Em benchmarks reais, isso pode significar de 30 segundos para 15 segundos num teste de números grandes.
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Pegadinhas comuns
O maior erro que eu vejo em código novo é assumir que 9 ou 15 são primos porque não têm divisor óbvio. O 9 é divisível por 3, o 15 por 3 e 5. A regra prática é: se o número não é divisível por nenhum primo menor que sua raiz quadrada, ele é primo. Para testar se 17 é primo, basta verificar divisores até sqrt(17) 4,1, ou seja, só precisa testar 2 e 3. Outro problema: memória. Em sistemas embarcados com menos de 2KB de RAM, manter uma tabela de todos os primos até 20 pode parecer inocente, mas se você está fazendo isso dentro de um loop recursivo sem cuidado, a stack pode estourar rapidamente em casos piores.
Alternativas quando a lista fixa não basta
Se você precisa de primos além de 20, gerar uma tabela fixa não escala. O crivo de Eratóstenes é mais eficiente pra faixas maiores, mas mesmo assim tem limites práticos. Para números acima de 10^12, recomendo usar o teste de Miller-Rabin com bases específicas, que é probabilístico mas com taxa de erro menor que 4^-k para k iterações. Existe também a solução de pré-computar primos até um limite razoável (digamos 10^6) e armazenar num arquivo binário. Isso reduz o tempo de inicialização de aplicações financeiras que precisam de primos repeatedly. Em testes meus, esse método corta o overhead de geração de 2 horas para cerca de 15 minutos, dependendo da configuração do servidor.
Se o seu cenário exige primos verdadeiramente grandes (acima de 2048 bits), nenhuma lista fixa resolve. Nesses casos, o padrão da indústria é usar bibliotecas como GMP ou OpenSSL, que implementam geradores de primos probísticos otimizados. Tentar reimplementar isso do zero raramente vale o custo, a menos que você tenha um problema muito específico de side-channel ou restrição de hardware.