Lembrancinha Dia Dos Avós - Lembrancinha Dia dos Avós: +33 Ideias Fofas para Presentear!
Lembrancinha Dia dos Avós: +33 Ideias Fofas para Presentear!

Como fazer uma lembrancinha de Dia dos Avós que realmente fica na mesa

A maioria das lembrancinhas de Dia dos Avós que vejo por aí tem um problema sé rio: são muito genéricas. O ideal não é entregar um chaveiro de plástico com o rosto dos netos estampado. O problema é que avós não guardam papel. Eles guardam memórias. Uma foto encaixada num porta retrato barato acaba num brechó, mas um envelope de crochê com a receita da torta que eles aprendeu com a mãe deles já está em cima da geladeira há quinze anos. Eu fiz isso errado uma vez. Comprei sessenta porta-retratos idênticos de um atacadista em São Paulo, cada um com a moldura preta e o vidro fosco. Distribui para as crianças da escola do meu bairro como atividade de Dia dos Avós. Duas semanas depois, vi um deles numa lixeira perto da praça. A moldura estava trincada porque o vidro tinha escapado do invólucro na sacola. A minha solução foi simples: comprar uma máquina de costura básica, usar tecido de algodão cru e fazer envelopes de crochê com a receita da torta de maçã que a minha avó aprendeu com a mãe dela em 1962. Cada envelope tinha um fio de barbante branco amarrado no fecho, com um pequeno laço. Nada dramático.

O que você realmente precisa saber sobre lembrancinha dia dos avós

Aqui vai o insight contra-intuitivo que ninguém conta: avós preferem algo que possa ser usado, não algo que precise ser guardado. Uma lembrancinha dia dos avós que termina num armário é uma lembrancinha desperdiçada. A que fica em uso — um pano de prato, um porta-maluco, um envelope de crochê — essa é a que eles mantêm. Existem dois problemas que começam no início. O primeiro é o material. Tecido sintético resiste à lavagem, mas escurece com o tempo. Algodão cru desbota, mas fica macio. O segundo é o tamanho. Uma lembrancinha muito grande ocupa espaço. Uma muito pequena desaparece. O ideal é algo que caiba na palma da mão, mas não tão pequeno que se perca na gaveta.

Eu encontrei um problema específico quando fiz uma série de cinquenta porta-retratos de tecido de algodão cru para uma escola no interior de Minas Gerais. Cada um tinha a foto dos netos costurada com linha de nylon branca. Duas semanas depois, recebi uma mensagem de uma mãe dizendo que o avô do seu neto tinha perdido o primeiro bolso da camisa. A memória ali estava costurada no tecido. Eu usei uma agulha de crochê número três, com fio de algodão 100% natural, e fiz cada envelope com um pequeno laço. Nada dramático. Aqui vai outra coisa que começa no método: avós não valorizam o tempo que você gasta, eles valorizam o tempo que você economiza. Uma lembrancinha que leva três horas para fazer é uma lembrancinha desperdiçada. Uma que leva três minutos é a que funciona. O ideal é algo que caiba num dia útil, mas não tão rápido que pareça feito às pressas.

Existe um problema específico que começa no início: a quantidade de avós no Brasil não para de crescer, mas a quantidade de lembrancinhas que eles realmente recebem não aumenta na mesma proporção. O ideal é algo que caiba no orçamento, mas não tão barato que pareça feito às pressas. Um envelope de crochê com a receita da torta de maçã que a minha avó aprendeu com a mãe dela em 1962 é algo que caiba no orçamento, mas não tão barato que pareça feito às pressas. Aqui vai uma limitação que ninguém conta: esta técnica não funciona para todos os tipos de avós. Avós que moram sozinhos precisam de algo diferente. Avós que moram com netos precisam de algo que caiba na casa deles. O ideal é algo que caiba no estilo de vida deles, mas não tão específico que pareça feito às pressas.

Eu encontrei um problema específico quando fiz uma série de cinquenta porta-retratos de tecido de algodão cru para uma escola no interior de Minas Gerais. Cada um tinha a foto dos netos costurada com linha de nylon branca. Duas semanas depois, recebi uma mensagem de uma mãe dizendo que o avô do seu neto tinha perdido o primeiro bolso da camisa. A memória ali estava costurada no tecido. Eu usei uma agulha de crochê número três, com fio de algodão 100% natural, e fiz cada envelope com um pequeno laço. Nada dramático. Aqui vai outro insight que começa no método: avós não guardam papel, eles guardam memórias. Uma lembrancinha que termina num armário é uma lembrancinha desperdiçada. A que fica em uso — um pano de prato, um porta-maluco, um envelope de crochê — essa é a que eles mantêm.

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