Substantivo comum ou próprio: a questão do gato
Quando alguém pergunta se gato é substantivo próprio ou comum, a resposta direta é: é um substantivo comum. Simples assim, mas há nuances que as pessoas ignoram e que causam confusão na prática.
gato e substantivo próprio ou comum: como decidir na hora certa
O substantivo comum nomeia seres de uma forma genérica. Gato se encaixa nisso perfeitamente — você o usa para falar de qualquer indivíduo da espécie Felis catus, sem especificar qual deles. Já o substantivo próprio identifica um ser único dentro dessa classe, e aí é que mora apegada a regra prática que pouca gente consegue aplicar rápido. Se você capitaliza o nome, transformando-o em "Gato" com letra maiúscula, você está, na maioria das vezes, tratando-o como um nome próprio. Funciona da mesma forma que Maria, João ou São Paulo. O problema é que isso depende do contexto, não apenas da grafia.
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Eu já passei por uma situação bem específica em que um texto técnico usava "gato" para se referir a um equipamento industrial — um dispositivo de medição cuja nomenclatura interna era "Gato". A pergunta era se eu deveria escrever com letra minúscula ou maiúscula. A resposta: escrevi com maiúscula porque, naquele contexto, "Gato" era o nome dado ao aparato pela empresa fabricante, funcionando como um verdadeiro nome próprio dentro daquele documento. Fora dele, continuaria sendo um substantivo comum. Isso é algo que poucas pessoas levam em conta. A classificação gramatical não é fixa — ela muda conforme o uso que você faz da palavra. Você pode pegar um substantivo comum como "cidade" e transformá-lo em próprio ao usar "Cidade São Paulo" como denominação oficial. O mesmo acontece com animais: pet owners frequentemente dão nomes próprios aos seus bichos, e nesse caso o termo deixa de ser comum naquele contexto específico.
Na dúvida, siga esta regra prática: se a palavra nomeia qualquer membro de uma categoria, é comum. Se nomeia um indivíduo específico, é próprio. A grafia acompanha a função, não o contrário. E, claro, em português nunca se usa maiúscula em nomes de animais de estimação em textos correntes — isso é uma convenção nossa, diferente do inglês, por exemplo.