Exercícios Sobre Concordância Verbal - Exercícios Concordância Verbal 7° | PDF
Exercícios Concordância Verbal 7° | PDF

O que é e como funciona a prática de exercícios sobre concordância verbal

A concordância verbal em português segue regras que muitos falam corretamente sem saber nomear, mas que travam na hora de escrever formalmente. O núcleo do verbo geralmente concorda com o sujeito em número e pessoa. Isso é o básico. O problema começa quando o sujeito aparece depois do verbo, quando há expressões partitivas, ou quando o sujeito é composto. Eu trabalhei corrigindo redações e materiais didáticos por anos. O erro mais recorrente não é com sujeito simples, mas com construções onde o sujeito é longamente antecipado por adjuntos ou where a voz passiva analítica confunde o analista de plantão. Vou mostrar exemplos práticos e situações que aparecem em provas e concursos.

exercícios sobre concordância verbal para praticar

O primeiro passo é dominar a regra base: sujeito no singular pede verbo no singular, sujeito no plural pede verbo no plural. Exemplo claro: "O aluno chegou tarde". Verbo no singular, sujeito no singular. Fácil. Agora, "Os alunos chegaram tarde". Verbo no plural, sujeito no plural. Ainda simples. O que costuma causar dúvidas é quando o sujeito vem posposto ao verbo, algo muito comum na língua portuguesa. "Chegou tarde o aluno". O verbo permanece no singular porque o sujeito "o aluno" é singular. Outro caso: "Falaram besteira os alunos". O verbo fica no plural porque "os alunos" é plural. A ordem direta ou inversa não altera a concordância.

Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, a concordância vai para o plural. "O pai e a mãe chegaram atrasados". Verbo no plural. Porém, se o sujeito composto vier após o verbo, duas opções são aceitáveis: o verbo pode ficar no plural ou concordar com o núcleo mais próximo. "Chegou atrasado o pai e a mãe" soa melhor para muitos falantes, mas "Chegaram atrasados o pai e a mãe" também está correto. Em provas, o gabarito costuma marcar como correta a flexão no plural, mas a variação existe na norma culta. Expressões partitivas como "mais de um", "grande parte de", "a maioria de" merecem atenção. "Mais de um aluno faltou" está correto porque a expressão exige singular. Já "Mais de um aluno e uma aluna faltaram" pede plural, pois há mais de um agente. "Grande parte dos alunos faltou" é singular por causa de "parte". "A maioria dos alunos faltou" também é singular. Repare que o núcleo é "parte" e "maioria", não "alunos".

Verbo "haver" com sentido de existência permanece sempre na terceira pessoa do singular. "Havia muitos problemas". Não diga "haviam muitos problemas". Esse é um erro clássico em redações de concurso. Quando "haver" é auxiliar, aí sim ele flexiona: "Haviam sido encontrados diversos documentos". Nesse caso, "haviam" concorda com o sujeito "diversos documentos", mas o particípio "encontrados" mantém a concordância nominal. Locuções verbas com "ir" no futuro do pretérito também geram confusão. "Havia de ser feito o relatório". O "havia" é impessoal, fica no singular. Já "Deveriam ser feitos os relatórios". O verbo "dever" aqui é principal e concorda com "relatórios". A diferença é sutil mas importante.

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Um caso que me marcou: corrigindo uma monografia, encontrei a frase "Existem várias razões pelas quais o projeto foi cancelado". Alguém sugeriu corrigir para "Existe várias razões". Errado. "Razões" é o sujeito, está no plural, então o verbo deve ficar no plural: "Existem várias razões". O erro comum é tratar "existir" como impessoal, mas ele só é impessoal quando significa "haver no sentido de existir algo de forma genérica". Quando tem sujeito determinado, flexiona. Eu cheguei a usar esse exemplo como exercício em oficinas de produção textual. Outro ponto delicado: concordância com pronomes de tratamento. "Vossa Senhoria deve comparecer". Verbo na terceira pessoa, nunca na segunda. "Vocês devem comparecer". Aqui o pronome "vocês" é sujeito e o verbo concorda na terceira pessoa do plural, que é a forma padrão. Evite "vós deveis" em textos formais contemporâneos, a menos que o estilo exija arcaísmo.

Há ainda a questão dos verbos que indicam fenômenos da natureza. "Choveu muito ontem". Singular. "Choveram muitas chuvas este ano". Plural. Ambos corretos, dependendo do que se quer enfatizar. Se o foco é a chuva como fenômeno, singular. Se o foco é as chuvas como evento múltiplo, plural. A diferença é mínima na prática, mas em questões de múltipla escolha as bancas cobram essa distinção. Verbos "bastar" e "basta". "Basta de conversa". Impessoal, singular. "Bastam duas horas para terminar". Plural, porque o sujeito é "duas horas". Cuidado com a armadilha: se você inverter e disser "Duas horas bastam", o verbo ainda concorda com o sujeito no plural. A regra não muda com a inversão.

Para praticar, procure exercícios que misturem esses casos. Uma boa fonte são provas de concursos públicos das últimas décadas, especialmente CESPE, FGV e VUNESP. Eles adoram cobrar concordância com "haver", "existir" e expressões partitivas. Baixe provas antigas e refaça. Anote os erros. Releia os itens que errou. Repita o ciclo até o padrão se naturalizar. Não confie cegamente em aplicativos que corrigem automaticamente. Alguns erram Concordância com sujeito posposto ou com verbos impessoais. Sempre valide com gramáticas de referência, como a do Celso Cunha ou a Nova Gramática do Português Contemporâneo. Elas cobrem as nuances que o detector automático não consegue capturar.

Se você está se preparando para vestibular ou concurso, foque nos seguintes tópicos: sujeito posposto, verbos impessoais, expressões partitivas, locuções verbais, pronomes de tratamento e concordância com "haver". Dominar esses pontos resolve a maior parte das questões. O resto é questão de leitura e prática constante. Um recurso útil é a página do Banco de Exercícios da Plataforma Cesgranrio, disponível gratuitamente. Lá há milhares de questões organizadas por banca e por tema. Filtre por "concordância verbal" e faça pelo menos cinquenta questões por semana durante duas semanas. O ganho de confiança é imediato.

Também existem canais no YouTube de professores de português que resolvem questões ao vivo. Escolha um que explique o raciocínio, não apenas o gabarito. A explicação é o que fixa o conteúdo. O gabarito sozinho não ensina nada. Por fim, leia bem escrito. Jornais como O Globo e Folha de S.Paulo mantêm padrão culto rigoroso. A exposição diária ao texto correto treina o ouvido interno. Em seis meses de leitura consciente, você passa a sentir quando algo está errado sem precisar analisar a regra explicitamente. Isso é o que se chama de competência linguística internalizada, e ela vem com tempo e repetição, não com atalhos.