Nome Do Cavalo De Napoleao - Nome Do Cavalo De Napoleão - RETOEDU
Nome Do Cavalo De Napoleão - RETOEDU

O verdadeiro nome do cavalo de napoleao

O animal mais associado a Napoleão Bonaparte é Marengo, um cavalo árabe-bred que ele montou durante a campanha do Egito e que o acompanhou até a batalha de Waterloo em 1815. Existe uma confusão constante sobre esse tema porque os historiadores costumam listar cerca de vinte cavalos diferentes que Napoleão utilizou ao longo da vida, mas quando as pessoas pesquisam o nome do cavalo de napoleao, o que elas encontram praticamente sempre é Marengo. Marengo nasceu em 1799 no Egito. Tinha cerca de 1,48 metro de altura, o que era considerado pequeno mesmo para padrões da época. A cor era castanho-avermelhado com uma listra branca na face. Napoleão o recebeu como presente do vice-rei do Egito, Muhammad Ali, por volta de 1803. O animal foi trazido para a França e passou a fazer parte do efetivo da cavalaria imperial.

Peculiaridades do nome e da linhagem

O nome Marengo veio da batalha homônima, travada na Itália em 1800, onde as tropas francesas venceram os austríacos. Napoleão batizou seu cavalo em homenagem à vitória. Isso era prática comum no exército francês da época: animais de guerra recebiam nomes que remetiam a campanhas ou locais de campanha, não nomes decorados de criadores. Há uma confusão recorrente com outro cavalo famoso chamado Bucefalus, que Napoleão também possuiu. Não se trata do mesmo animal de Alexandre, o Grande, claro. Era apenas uma homenagem. Bucefalus era um cavalo mais velho e nobre, usado em ocasiões cerimoniais, enquanto Marengo era o cavalo de campanha, o que explica por que ele estava presente em Waterloo.

Um detalhe que poucas pessoas levam em conta: Marengo era um cavalo de sangue quente, sensível a temperaturas extremas. Nos registros médicos da casa imperial, há anotações de que o animal sofria com cólicas recurrentes durante os invernos rigorosos nos campos da Rússia em 1812. Napoleão chegou a considerar deixá-lo para trás durante a retirada, mas seus ajudantes de campo argumentaram que o cavalo seria Capturado pelos russos, então ele seguiu com o animal durante toda a retaguarda. Esse é um ponto que mostra como a logística de um exército imperial dependia de decisões aparentemente pequenas.

O que aconteceu com Marengo depois de Waterloo

Depois da derrota em Waterloo, Marengo foi capturado por soldados britânicos do 1º Regimento de Guardas de Cavalaria. O coronel Charles Lemoine o levou para a Inglaterra. Curiosamente, Napoleão já tinha perdido muitos outros cavalos durante a campanha. Marengo era um dos poucos que sobreviventes da cavalaria imperial que retornaram com o exército derrotado. O cavalo viveu na Inglaterra até 1831, quando morreu com cerca de 38 anos. Essa longevidade era excepcional para um cavalo de guerra da época, onde a média de vida útil era muito menor devido aos ferimentos de combate e ao desgaste nas campanhas militares. O corpo foi embalsamado e exibido em vários lugares do Reino Unido antes de ser instalado no Museo Marengo, em Newark, Nottinghamshire, onde permanece até hoje.

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Os ossos de Marengo foram vendidos separadamente no final do século XIX. Um deles, uma fêmur, foi adquirido pelo Museu de História Natural de Paris, mas existem cópias espalhadas por colecionadores privados. Se você encontrar um "osso de Marengo" à venda online, a probabilidade de ser autêntico é extremamente baixa. A maioria das peças no mercado de antiquários são fraudes ou restos de cavalos comuns vendidos como relíquias napoleônicas.

Outros cavalos de Napoleão que valem a pena conhecer

Além de Marengo, Napoleão montou vários cavalos emblemáticos. O maisnotório antes de Marengo era Joséphine, um cavalo que ele usou durante o Cerco de Toulon em 1793. Outro nome importante é Sagitario, um cavalo que Napoleão ganhou do xá da Pérsia. E então há Désirée, que na verdade era uma égua, não um cavalo, mas frequentemente mencionada nas crônicas da corte imperial. Uma coisa que os livros didáticos não mostram é a variedade de raças envolvidas. Napoleão preferia cavalos leves e rápidos para manobras de cavalaria, mas também utilizava pôneis holandeses para deslocamentos mais curtos dentro dos acampamentos. A escolha do animal dependia do terreno e da duração da campanha. Nos campos abertos da Espanha, ele preferia cavalos andaluzes. Nas florestas da Alemanha, cavalos pesados para terrenos acidentados.

Quando se investiga o nome do cavalo de napoleao, é importante distinguir entre os cavalos de batalha e os cavalos de gala. Os primeiros eram ferramentas de guerra, muitas vezes substituídos a cada campanha. Os segundos eram símbolos de status, mantidos por anos e tratados com maior cuidado. Marengo pertencia claramente à primeira categoria, embora tenha sobrevivido a muitas campanhas justamente porque Napoleão o protegia com extrema cuidado nos momentos críticos. Existe uma lenda urbana de que Marengo teria sido enterrado com honras militares britânicas após sua morte. Na realidade, ele foi simplesmente sepultado nos jardins da propriedade onde vivia, em Thoresby Hall. Não houve cerimônia militar. O corpo foi desmembrado posteriormente para exposição, o que reflete mais o gosto vitoriano por reliquias exóticas do que qualquer respeito militar formal.

O legado de Marengo como símbolo napoleônico foi amplificado pela propaganda britânica pós-guerra. Os ingleses viram no cavalo um troféu vivo que simbolizava a derrota do inimigo. Isso explicaria por que tantos museus no Reino Unido afirmam ter conexão direta com o animal, mesmo quando não há documentação comprovada. A demanda por artefatos napoleônicos no mercado de colecionadores ainda é alta hoje, então a autenticação dessas peças continua sendo um problema recorrente.