O básico que quase ninguém explica direito
Escrever o número 20 em inglês é simplesmente "twenty", com um T no início e sem o H. A grafia correta não leva acento, não é "twentie" e não se pronuncia como em português. O som do "th" final é aquele sibilante entre a língua e os dentes, bem diferente do "ti" que muitos brasileiros tentam enfiar por costume. Já vi gente errar isso há anos em formulários, planilhas e e-mails profissionais. O erro mais comum é escrever "twentie" ou até "twentey". Ninguém sabe exatamente de onde essa variação veio, mas o fato é que só existe uma forma correta e ela é curta: t-w-e-n-t-y.
Como escreve 20 em inglês: a resposta direta
A forma correta é twenty. Sozinha, na escrita, é isso. Sem abreviação, sem variação regional importante, sem exceções. Quando você fala, o desafio muda um pouco porque o "th" final exige posicionamento da língua que a maioria dos falantes de português nunca domina de verdade, mas a escrita em si é inequívoca. O problema real aparece quando o número entra em composição. Vejo isso todo dia em documentos financeiros. Quando 20 faz parte de um número maior, como 21, 22, 120 ou 200, a regra muda ligeiramente. O "twenty" continua lá, mas ganha um hífen quando antecede unidades simples. Então é "twenty-one", "twenty-two", "twenty-three" e assim por diante. Já em 120, vira "one hundred twenty" nos EUA ou "one hundred and twenty" no Reino Unido. O "and" ali é uma fronteira dialética que separa editores americanos dos britânicos há décadas.
Eu já passei o maior sufoco com isso em contratos internacionais. Recebi um contrato com "twenty one million" escrito sem hífen, num contexto norte-americano. A gramática americana rigorosa pede o hífen em compound numbers de 21 a 99, mas muita gente esquece, principalmente quando o número é seguido de "million" ou "billion". A solução que eu adotei foi simplesmente rever o documento contra o padrão AP Stylebook, que manda usar hífen nesses casos sem exceção. Perdi duas horas reformatando num arquivo que já estava praticamente fechado.
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Armadilhas que ninguém alerta
O primeiro erro grave é confundir "twenty" com "twelve". Ambos começam com "tw" e ambos são números pequenos na cabeça de quem está aprendendo. O twelve é 12, o twenty é 20. Visualmente parecidos, foneticamente distantes. Eu já vi candidato esquecer isso numa prova de proficiência e escrever "twelve" no lugar de "twenty" numa questão de preenchimento. Custou a aprovação. Outro ponto que as apostilas não mostram com clareza: números em torno de 20 têm pluralização diferente do que muitos esperam. Você não diz "twenties" quando se refere ao número isolado 20, mas usa sim para falar da década. "Os anos 80" vira "the eighties". Quando alguém tem 20 anos, dizem "in their twenties". O plural "twenties" existe, mas o uso é bem específico. Colocar no lugar errado soa imediatamente como erro de estrangeiro.
A pronúncia também merece atenção prática. O "tw" inicial é um som combinado — o /t/ encontra o /w/ num único ato articatório. Muitos brasileiros separam demais e acabam falando algo perto de "tiuenty". O exercício que funcionou pra mim foi repetir "t-w-enty" bem devagar, começando com o lábio já arredondado pro /w/ antes mesmo do /t/ sair. Em cerca de duas semanas de repetição diária, o som natural apareceu. Se você precisa de referências concretas, o Dicionário Oxford e o Merriam-Webster listam "twenty" como entrada principal com áudio de pronúncia em ambas as variantes. O Cambridge Dictionary também tem a opção de escolha entre sotaque americano e britânico, o que ajuda porque a vogal do "e" pode ter leve variação entre as regiões.
Quando a coisa fica complicada
Existem contextos onde escrever "twenty" gera ambiguidade real. Em escrita técnica ou jurídica, números entre 10 e 99 devem sempre ser escritos por extenso, segundo as normas da maioria dos guias de estilo. Mas em tabelas, gráficos e planilhas, usar algarismos ("20") é o padrão aceito e evita poluição visual. A regra prática que eu uso é simples: texto corrido pede palavra, dados numéricos pede algarismo. Uma limitação importante que poucos mencionam: em inglês americano, após 100, o "and" some. Então 120 é "one hundred twenty", não "one hundred and twenty". Já no inglês britânico, o "and" permanece como marca padrão. Se você está escrevendo para um público indeterminado, optar pela versão sem "and" é mais seguro, porque leitores americanos consideram a presença do "and" erro, enquanto britânicos normalmente não se importam com a ausência em contextos informais.
Também vale notar que em cheques e documentos financeiros formais, escrever "twenty" sozinho pode ser insuficiente. A prática comum nos EUA é preencher o campo de valor por extenso como "Twenty dollars and 00/100". Pular essa formalidade num cheque internacional já causou retrabalho pra mim em transações com bancos americanos que exigem a forma completa por motivos de conformidade. O essencial é saber que a escrita não muda, mas o contexto determina como você a apresenta. "Twenty" está sempre certo graficamente. O resto depende de onde e para quem você está escrevendo.