Como fazer uma capa de portfólio para imprimir que funciona
A maioria dos portfólios impressos chega amassado ou com as cores erradas porque ninguém pensou na capa antes de mandar para a gráfica. Eu já vi gente gastar três dias num design impecável e entregar um PDF que foi rejeitado pela gráfica por não ter sangria ou estar em RGB. O problema real é que capa de portfólio não é só uma imagem bonita. É um objeto físico com regras específicas.
O que funciona mesmo na hora de criar sua capa para portfolio para imprimir
Antes de abrir qualquer programa de design, defina o tamanho final do seu portfólio. Se o objetivo é um A4 fechado (210 x 297mm), a capa precisa ser calculada como se fosse uma folha completa virada. Isso significa: frente, lombada e verso, tudo em uma única arte. Alguns profissionais cometem o erro de fazer apenas a capa frontal e deixar a gráfica se virar. Em livros encadernados, a lombada tem espessura variável dependendo do número de páginas. Eu já perdi um projeto porque considerei lombada zero num portfólio de 80 páginas em papel couchê 115g. A capa ficou folgada e o cliente devolveu. A solução prática: pergunte à gráfica a espessura da lombada antes de montar a arte. Se não tiver essa informação, use a regra prática de 0,08mm por folha de papel couchê 115g. Para 80 páginas (40 folhas), seria cerca de 3,2mm de lombada.
Configuração de cores é outro ponto onde quase todo mundo erra. Capa para portfolio para imprimir precisa ser feita inteiramente em CMYK ou, preferencialmente, com cores Pantone se o orçamento permitir. Se você trabalha em RGB e converte no final, tons de azul e verde costumam ficar esmaecidos. Eu sempre trabalho direto em CMYK desde o início. Leva mais tempo no começo, mas evita surpresas na impressão. Sangria é obrigatória. Mínimo de 3mm em todos os lados. Isso significa que todo elemento que chegar até a borda precisa ter 3mm a mais de área de impressão. A gráfica vai aparar esses 3mm. Se você colocar texto ou elementos importantes colados na borda, corre o risco de serem cortados. Mantenha tudo pelo menos 5mm dentro da linha de corte segura.
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Resolução mínima: 300 DPI no tamanho final de impressão. Nada de ampliar imagens de 72 DPI. Eu já vi portfólios com fotos pixeladas porque o designer copiou imagens do Instagram e achou que ia funcionar. Teste sempre ampliando a imagem para 100% na tela. Se estiver ruim em 100%, estará impossível na impressão.
Arquivo final e entrega
O formato ideal para envio à gráfica é PDF/X-1a ou PDF/X-4. Esses formatos "congelam" as cores e fontes, eliminando variações entre sistemas. Exporte com marcas de corte e caixa de sangria ativadas. Some sempre um arquivo de proof em PDF normal junto, para o cliente dar uma olhada rápida sem precisar abrir o arquivo técnico. Envie também uma amostra impressa antes do tiragem completa, se o projeto for grande. Custa mais caro, mas resolveria problemas de tom de pele errado, contraste insuficiente ou qualquer outra coisa que só aparece no papel. Eu costumo pedir sempre, mesmo para projetos pequenos. A amostra me poupou semanas de retrabalho em mais de uma ocasião.
Se o portfólio tiver revestimento acetinado, verniz localizado ou acabamento especiais, isso precisa constar no arquivo técnico com as áreas claras e bem definidas. Gráficas costumam receber arquivos com essas informações escritas numa legenda solta, mas o ideal é que as áreas de verniz sejam um canal separado ou uma cor específica no arquivo, dependendo do padrão da gráfica.