Verbo Ser Preterito Mais Que Perfeito - Pretérito Mais Que Perfeito Os Verbos Auxiliares – Aspectos
Pretérito Mais Que Perfeito Os Verbos Auxiliares – Aspectos

Conjugando o pretérito mais-que-perfeito do verbo ser

Esse tempo verbal é um dos que mais gera confusão, principalmente porque as formas simples estão quase desaparecendo do uso cotidiano e só sobrevivem na literatura, em textos jurídicos e em certas regiões do interior. A maioria das pessoas nunca conjuga isso falado naturalmente. Se você está estudando para concurso ou lendo Machado de Assis, vai encontrar sem chance de escapar.

verbo ser preterito mais que perfeito: as formas simples

As formas simples do pretérito mais-que-perfeito do verbo ser são extremamente irregulares e herdam a raiz "for-" do latin "fueram". A conjugação completa fica assim: eu fora

tu fora ele/ela fora

nós fôramos (com acento circunflexo) vós fôreis (com acento circunflexo)

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

eles/elas foram Sim, a terceira pessoa do plural é idêntica ao pretérito perfeito do indicativo. Isso causa confusão constante. O contexto é que define o tempo verbal nessa desambiguação. Ninguém usa "fôramos" ou "fôreis" na fala coloquial brasileira há décadas, então se você ouvir isso em áudio, provavelmente é uma gravação antiga ou alguém lendo um texto literário.

O problema prático que eu encontrei recentemente foi com a forma "nós fôramos". Em provas de português para concursos, especialmente da banca Cebraspe, já caíram questões onde a resposta errada era marcar essa forma como inadequada ou arcaica. Ela não é errada. É apenas pouco usada. O examinador queria testar se o candidato sabia que a forma existe, não se ele a empregaria numa mensagem de WhatsApp. A dica é: saiba que existe, mas não tente usá-la na redação do dia a dia.

e as formas compostas? Quando usar isso?

Aqui entra a parte mais útil. O pretérito mais-que-perfeito compostoe usa o auxiliar "ter" no mais-que-perfeito simples mais o particípio do verbo principal. No caso do verbo ser, seria "eu tivera sido", "tu tiveras sido", "nós têvamos sido". Essas formas são gramaticalmente corretas, mas na prática soam absurdamente pesadas. Eu vejo mais gente construindo frases com "eu tinha sido" no sentido de mais-que-perfeito, usando o mais-que-perfeito do auxiliar como marcador temporal em vez do verbo principal. A diferença é que "eu tinha sido" pode ser analisado como pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo — que é exatamente o que o português brasileiro utiliza no lugar das formas simples. Então quando você diz "eu já tinha sido naquela empresa antes do acidente", você está usando o mais-que-perfeito composto, e está correto. A gramática normativa aceita. A forma simples "eu fora" nessa mesma frase soaria como se você estivesse interpretando um auto teórico em fórum de filologia.

quando o mais-que-perfeito simples ainda aparece

Ele sobrevive em três contextos principais: literatura clássica, textos jurídicos e certas variedades do português de Portugal. No Brasil, você vai encontrar "fora" frequentemente como advérbio de lugar ("o livro ficou fora da estante"), e aí não tem nada a ver com conjugação verbal. Isso confunde muita gente na hora de analisar sintaticamente uma frase. Outra pegadinha comum: a forma "fora" também é o imperativo negativo da segunda pessoa do singular do verbo ser. Então "não foras" pode ser tanto uma negação no imperativo quanto uma forma verbal no mais-que-perfeito, dependendo do contexto. A diferença está na ausência ou presença do "não". Se tem "não" antes, é imperativo. Se não tem, é mais-que-perfeito. Parece óbvio, mas em frases longas e mal pontuadas, até gramáticos competentes se equivocam.

Se o seu objetivo é dominar isso para uma prova escrita, recomendo focar nas formas da terceira pessoa do singular e do plural, que são as que mais cobram. Saber a diferença entre "foi" (pretérito perfeito) e "fora" (mais-que-perfeito) resolve a maior parte das questões. Nas formas do singular, são idênticas à terceira pessoa, então na prática você decora sete formas únicas em vez de seis pares completos.