Verbo Abrir No Futuro - Verbo Abrir No Futuro - NAZAEDU
Verbo Abrir No Futuro - NAZAEDU

Como usar o verbo abrir no futuro em português

O verbo abrir no futuro se conjuga seguindo o padrão dos verbos da primeira conjugação, mas com algumas irregularidades que merecem atenção. A forma simples (futuro do presente do indicativo) mantém o infinitivo como base e adiciona as desinências temporais: eu abrirei, tu abrirás, ele/ela abrirá, nós abriremos, vós abrireis, eles/elas abrirão. A forma analítica, com "ir" + infinitivo, é mais comum na fala cotidiana: eu vou abrir, tu vais abrir, ele vai abrir, nós vamos abrir, vós IDABRIRDES, eles vão abrir.

O verbo abrir no futuro e os problemas de pronúncia

Ai, a forma analítica. Ninguém fala "vós idais abrir" na prática. No português brasileiro coloquial, essa construção simplesmente morreu. Se você está estudando para uma prova formal ou lendo textos mais antigos, precisa conhecer as formas de "vós" mesmo assim, mas saiba que na vida real a maioria das pessoas vai usar "vocês vão abrir" ou até simplesmente "a gente vai abrir". Eu passei uma tarde conferindo concordância verbal num texto jurídico e descobri que o redator havia misturado registro formal com informal de um jeito que deixava o parágrafo todo estranho. A solução foi padronizar tudo no registro coloquial mesmo, porque o documento não exigia tratamento cerimonioso. O passado recente me ensinou que a forma simples do futuro ("abrirei", "abrirá") soa artificial na maioria dos contextos informais. Ela sobrevive principalmente em textos literários, discursos formais e notícias escritas. Na conversa do dia a dia, o "vou abrir" domina completamente. Isso não significa que a forma simples esteja errada — ela é gramaticalmente correta e até preferível em certos registros — mas usar ela sem necessidade pode fazer você parecer alguém lendo um livro didático.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Alternância vocálica e outras pegadinhas

O verbo abrir tem uma alternância vocálica interessante no presente do indicativo: eu aboco, tu abres, ele abre, nós abrimos, vós abriseis, eles abrem. Note que o "o" do radical se abre para "oe" na primeira e terceira pessoa do singular. No futuro, essa alternância não aparece — o radical permanece "abr-" intacto. Esse é um erro comum de quem confunde os paradigmas conjugacionais. Outro ponto que as pessoas frequentemente negligenciam: a forma de "nós" no futuro simples (abriremos) é idêntica à do presente do indicativo (abrimos), mas com a terminação "-emos". Não confunda abrimos (presente, "we open") com abriremos (futuro, "we will open"). A diferença é sutil na fala rápida, e por isso muita gente substitui o futuro simples pelo analítico justamente para evitar ambiguidade.

Se você precisa de uma tabela completa para consulta rápida, existem sites como o Ciberdúvidas (ciberduvidas.com) e o Conjugato (conjugato.com) que geram conjugações automáticas. Use como referência, mas valide sempre com uma gramática de referência, geradores às vezes erram formas arcaicas ou menos usuais.

Quando usar cada forma

Em resumo prático: para comunicação oral e escrita informal, use a forma analítica (ir + infinitivo). Para textos formais, literários ou jurídicos, a forma simples do futuro é aceitável e por vezes preferível. O erro mais comum é usar a forma simples em contextos onde ela soa excessivamente formal, criando um efeito deslocado. Não há problema nenhum em escolher conscientemente qual registro usar — o importante é ser consistente dentro do mesmo texto.