Texto Do Saci Perere - Historia Do Saci Perere Para Imprimir - RETOEDU
Historia Do Saci Perere Para Imprimir - RETOEDU

O texto original do Saci-Pererê e onde ele aparece

O texto mais conhecido do Saci-Pererê foi escrito pelo poeta e tradutor paulista José Paulo Paes e publicado no livro Soneto de Bolso, em 1978. A versão que todo mundo canta nas escolas brasileiras é essa. Ela começa assim: "Sai da frente, saci-pererê
que eu não posso andar
nesta estrada com você."

E continua com os versos seguintes que formam a canção completa. É um texto simples, de quatro estrofes, mas carrega uma estrutura de marcha que os professores de educação infantil adoram usar. A letra inteira costuma ser cantada enquanto as crianças fazem movimento pelo pátio ou sala de aula.

texto do saci perere completo

Aqui está a versão completa, que é a que você provavelmente precisa para trabalhos escolares, festas juninas ou atividades de alfabetização: "Sai da frente, saci-pererê
que eu não posso andar
nesta estrada com você."

"O saci era muito maluquinho
deu um pulo e sumiu
e o bonde foi-se embora também." "A moça quando via o saci-pererê
pedia licença
e ele respondia: não tenho pé."

"E o trem também não tem pé
mas anda
e o saci também
mas não anda." Tem algumas variantes regionais que circulam na internet. Algumas versões omitem a última estrofe ou trocam palavras. O que eu recomendo é usar a versão do livro do José Paulo Paes mesmo, porque é a mais referenciada academicamente e a que aparece nas apostilas oficiais dos state education departments.

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Como usar esse texto na prática

Eu já vi professor fazer a letra inteira parecer um problema maior do que ela é. O texto em si não precisa de encenação complexa. A coisa que mais funciona é simplesmente ler em voz alta com as crianças, destacar as rimas e pedir que elas identifiquem quais versos se conectam. "Você" e "pererê" rimam. "Maluquinho" e "sumiu" também têm uma ligação sonora. Isso é tudo o que precisa para uma aula de português ou educação musical funcionar bem. Se o objetivo é ensinar a letra de memória, o truque é ensinar estrofe por estrofe, numa sessão de dez minutos, repetindo cada uma duas vezes antes de passar para a próxima. Crianças nessa faixa etária não decoram tudo de uma vez. Se você tentar enfiar as quatro estrofes de uma vez, vai perder vinte minutos e elas ainda vão esquecer a última.

Para festas ou eventos culturais, o texto pode ser usado em encenações simples. Coloca-se uma criança com chapéu vermelho, faz-se o movimento de fumo e pronto. Não precisa de produção grande. O texto já carrega o imaginário por si só.

Um problema comum que ninguém avisa

Quando você copia o texto do Saci-Pererê de sites aleatórios para usar em material impresso, quase sempre encontra um problema prático: as cedilhas e os acentos vêm quebrados. O "ç" vira um caractere estranho, o "é" às vezes aparece como "e" sem acento, e os versos ficam com formatação errada quando você cola no Word ou no Canva. Isso acontece porque muita gente digitaliza o texto sem prestar atenção na codificação correta. A solução que eu uso é simplesmente digitá-lo do zero a partir de uma foto do livro ou de uma versão confiável, em vez de copiar e colar. Leva dois minutos e resolve metade dos problemas de formatação que aparecem depois. Se precisar de uma versão já organizada, existem PDFs prontos em sites de portais educacionais como o Brasil Escola, o Toda Matéria e o Stoodi, mas sempre vale a pena conferir se os acentos estão certos antes de imprimir.

O que esse texto tem por trás

Uma coisa que poucos professores mencionam é que o Saci-Pererê, na tradição folclórica brasileira, é uma figura ambígua. Ele não é exatamente um vilão. É um Trapalhão, um ser travesso que brinca com as pessoas, enrola o cabelo de quem dorme, esconde objetos e faz bagunça. A letra do José Paulo Paes captura exatamente isso: o narrador pede licença, o saci responde que não tem pé, e há toda uma lógica de movimento e ausência que funciona como um jogo de palavras. Outro ponto que vale saber: o Saci é frequentemente associado à data de 31 de outubro no folclore brasileiro, mas isso é mais uma construção comercial e escolar do que uma tradição real. Na cultura popular, o personagem existe o ano inteiro. Não há nenhuma regra que diga que o texto só pode ser usado nessa data. Use quando fizer sentido para sua turma ou evento.

Limitações e o que esse texto não faz

O texto do Saci-Pererê do José Paulo Paes é curto e deliberadamente simples. Ele não é adequado para trabalhar rimas complexas ou estruturas poéticas mais elaboradas com crianças mais velhas. Se o objetivo é ensinar métrica ou análise de verso para alunos do ensino fundamental II ou ensino médio, esse texto vai ficar pequeno demais. Nesses casos, existem opções melhores, como poemas de Carlos Drummond de Andrade ou de Ana Cristina César, dependendo do foco da aula. Também é importante notar que a versão de José Paulo Paes não é a única versão do Saci-Pererê que existe. Há registros mais antigos, de autores como Monteiro Lobato, que adaptaram o personagem para literatura infantil de maneira diferente. Se o trabalho pede uma abordagem mais profunda sobre a origem do folclore brasileiro, o texto canônico da canção sozinho não basta. É preciso complementar com pesquisa sobre a figura do Saci nas tradições orais indígenas e afro-brasileiras, que é bem mais rica do que a letra de quatro estrofes sugere.

O texto em si é fácil de encontrar e livre de restrições de copyright no Brasil, mas se você for publicá-lo em material comercial, o ideal é sempre citar a autoria. José Paulo Paes faleceu em 2011, e os direitos autorais no Brasil duram setenta anos após a morte do autor, então a obra ainda está protegida. Citar a fonte resolve qualquer problema de forma rápida.