Questões Era Vargas - 10 Questões Sobre A Era Vargas No Enem Com Gabarito – QSEQNN
10 Questões Sobre A Era Vargas No Enem Com Gabarito – QSEQNN

O que você precisa saber antes de estudar o Era Vargas

A maioria dos alunos enfrenta problemas parecidos quando vai responder questões sobre o período de 1930 a 1945. Eles decoram datas e nomes, mas falham na hora de interpretar estímulos com gráficos, charges ou trechos de leis. O Era Vargas é cobrado de forma recorrente no ENEM e em vestibulares como Fuvest e Unesp, e os editais mais recentes têm mostrado uma tendência clara: cada vez mais questões exigem análise de fontes primárias e compreensão de processos históricos, não apenas memorização de conteúdo. Eu já revisei centenas de questões dessa área. O erro mais comum que eu vejo acontecendo é o aluno achar que basta saber que Getúlio governou duas vezes. A prova não pergunta isso. Ela coloca uma charge da revista Careta de 1937, um trecho do artigo 180 da Constituição de 1934 sobre o voto feminino, ou um mapa com a distribuição industrial do estado de São Paulo em 1940. O candidato que não treina leitura de fonte perde pontos fácilmente. O que funciona na prática é revisar o período com foco em causas, consequências e representação visual.

questões era vargas: os tipos mais cobrados

As questões se dividem em alguns perfis que aparecem com frequência. O primeiro tipo envolve análise de legislação. A Constituição de 1934 e o Decreto-Lei 9.295 de 1938 costumam aparecer. O decreto criou a DIP e regulamentou a censura prévia. Quem não lê o texto original acaba chutando a alternativa que fala em "liberdade de imprensa", que é claramente errada quando você confronta com a letra da lei. O segundo tipo envolve economia e industrialização. A criação da Companhia Siderúrgica Nacional em 1941, o Acordo de Washington com os Estados Unidos durante a Segunda Guerra, e a lei que instituiu o salário mínimo em 1940 são pontos quentes. Os examinadores gostam de cobrar a relação entre o esforço de guerra e o impulso industrial brasileiro. Uma pegadinha comum é fazer o aluno confundir o período de 1930-1934, que foi de consolidação política, com 1937-1945, que teve forte componente bélico-econômico. Separe esses dois momentos mentalmente antes de responder.

O terceiro tipo envolve representação política e propaganda. O integralismo, a Aliança Nacional Libertadora, o Levante Comunista de 1935 e o Estado Novo com seu nacionalismo estatal. Charges, cartuns e slogans da época são estímulos frequentes. A key aqui é entender o contexto de cada imagem, não apenas o que ela mostra. Uma charge de 1932 pode parecer engraçada hoje, mas representava tensões reais entre paulistas e o governo federal sobre a constitucionalização do país.

Como estudar questões era vargas de verdade

O método que eu recomendo é simples e baseia-se em três passos. Primeiro, revise os marcos cronológicos principais: Revolução de 1930, governo provisório, Constituição de 1934, Intentona Comunista, Estado Novo, Guerra de 1942-1945 e queda de Getúlio em 1945. Segundo, leia textos primários curtos. Dois ou três parágrafos por dia já bastam para acostumar o olhar com a linguagem da época. Terceiro, faça questões antigas e analise os erros. Não adianta apenas conferir o gabarito. Você precisa entender o porquê de cada alternativa errada. Eu costumo indicar o site do Enem com questões de 2009 a 2024 filtradas por História do Brasil contemporâneo. A busca por "Era Vargas" retorna cerca de 40 questões distribuídas nos anos. O tempo médio de estudo para dominar o tema com segurança é de 12 a 15 horas, dependendo do nível de familiaridade prévia do aluno. Para quem já tem base, 8 horas são suficientes com revisão focada em fontes.

Um problema que eu encontrei na prática foi com uma questão da Fuvest de 2019 que pedia a análise de um decreto de 1938 sobre sindicatos. A alternativa correta falava em "controle estatal das categorias profissionais". Muitos alunos erraram porque associaram "sindicato" automaticamente a "luta independente". Na verdade, o decreto de 1938 subordinava os sindicatos ao Ministério do Trabalho. Eu corrigi isso na hora lendo o decreto na íntegra no site do Senado Federal. Esse recurso é gratuito e disponível desde 2000. É uma solução rápida para qualquer dúvida sobre legislação da época.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Erros comuns que você deve evitar

O erro número um é confundir o Estado Novo com a ditadura militar de 1964. São regimes diferentes, com contextos, fundamentos ideológicos e estruturas distintas. O Estado Novo teve apoio de setores industriais, militares moderados e uma constituição outorgada que mantinha certo formalismo jurídico. A ditadura de 64 foi um regime de exceção com institutionalização mais dura e repressão sistemática. Misturar esses dois períodos nas respostas é fatal. O erro número dois é tratar Vargas como um personagem uniforme. Ele começou como líder revolucionário de 1930, tornou-se presidente constitucional em 1934, depois ditador em 1937, e finalmente foi deposto em 1945. Cada fase teve lógicas políticas diferentes. Respostas que generalizam "Vargas era ditador" perdem pontos por falta de nuance. A prova cobra compreensão de transformação histórica, não rótulos fixos.

O erro número três é ignorar a dimensão regional. O apoio de Vargas no Nordeste tinha bases diferentes do apoio no Sul. O movimento Constitucionalista de 1932 foi essencialmente paulista. O Integralismo tinha força em centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Questões que tratam de apoio político sem considerar regionalismo tendem a levar a respostas simplistas.

Recursos úteis para praticar

Existem poucos materiais didáticos atualizados especificamente sobre questões do Era Vargas. O mais completo que eu encontrei foi uma apostila da editora Moderna para cursinhos pré-vestibulares, que contém cerca de 60 questões comentadas. O livro "Getúlio Vargas: o poder e a construção de si mesmo", de Murilo de Andrade Hertz, também ajuda muito na compreensão dos nuances do período, embora seja mais dens. Para quem quer acesso rápido a questões, o portal do INEP oferece download gratuito em PDF com gabarito e comentário de cada questão do ENEM. Uma alternativa interessante é o uso de bancos de questões de universidades estaduais. A Unicamp, a UFRJ e a UFMG publicam provas antigas online. A prova de História da UFRJ de 2018, por exemplo, tinha uma questão sobre o Plano de Metas que relacionava diretamente com a herança industrial do Era Vargas. Fazer essas provas antigas é um dos métodos mais eficazes que eu já vi funcionar.

Para quem está começando do zero, a recomendação é: leia um resumo cronológico de 30 minutos, depois faça 10 questões e analise cada erro. Repita esse ciclo duas vezes por semana durante três semanas. Em 6 semanas, o domínio do tema costuma estar consolidado. Não tente acelerar. Questões de interpretação exigem treino, não atalho.

Quando esse conteúdo não funciona

É importante ser honesto sobre as limitações. O estudo focado apenas em questões não substitui a leitura de fundo sobre o período. Se o aluno nunca leu nada sobre o contexto social da década de 1930, as questões vão parecer arbitrárias. A compreensão de conceitos como "nacionalismo desenvolvimentista" ou "corporativismo" exige leitura complementar. Também não adianta muito tentar memorizar alternativas de questões antigas, porque os examinadores criam variações novas a cada ano. O que funciona é entender os mecanismos históricos subjacentes, não decoreba de gabaritos. Se o objetivo for apenas passar em uma prova específica, o caminho mais direto é estudar as últimas cinco edições do ENEM e as provas dos últimos três anos da universidade de destino. Para quem quer uma compreensão sólida do período, o caminho é mais longo e envolve leitura de obras como "A Travessia do Século", de Boris Fausto, ou "História do Brasil", de Leonardo Araujo. Ambos são acessíveis e fornecem a base necessária para responder com segurança a qualquer variação de questões era vargas.