Quem Tarsila Do Amaral Presenteou Com A Obra Abaporu
Quem Tarsila Do Amaral Presenteou Com A Obra Abaporu - RETOEDU
Proveniência e Doação: O Abaporu de Tarsila do Amaral
O quadro Abaporu, pintado por Tarsila do Amaral em janeiro de 1928, foi presenteado ao pintor e gravador paulistano José Carlos dos Santos Mayer. Mayer era amigo da artista e já participava do mesmo círculo modernista. A obra, considerada o marco fundacional do Anthropofagia e um dos ícones mais reproduzidos da arte brasileira, ficou na propriedade do pintor até sua morte, em 1974.
Quem Tarsila do Amaral Presenteou Com a Obra Abaporu
A resposta curta é José Carlos dos Santos Mayer. Não houve venda formal no ato da doação. O contexto pratico é o de um presente entre pares, comum nas relações do grupo de vanguarda de São Paulo. A entrega ocorreu em 1928, logo após a conclusão da tela. Mayer, que também produzía arte de viés modernista, tornou-se o primeiro custódio privado daquela imagem que seria depois doada ao Estado.
Na prática, quando você investiga a proveniência dessa obra, o primeiro documento a consultar é o inventário e a documentação de cessão que acompanhou a passagem da herança de Mayer para o Museu de Arte de São Paulo (MASP). A transferência para o acervo institucional não foi feita por compra, mas por doação do próprio Mayer, em vida, com registro notarial. Se você precisar comprovar essa cadeia de custódia para uma pesquisa, pede-se ao Arquivo do MASP os autos de doação de 1954; costuma levar cerca de três a cinco dias úteis para receber cópia digitada, dependendo do volume de solicitações.
É comum que iniciantes confundam a história. Muitos acham que o Abaporu foi adquirido por algum colecionador estrangeiro ou que teve uma trajetória de vendas entre galerias europeias. Na verdade, a trajetória documentada é bem mais simples e direta: doação interna a um amigo pintor, seguida por doação ao museu público. Uma armadilha frequente é confiar em catálogos sem numeração de inventário ou em listas de procedência que omitem o nome do doador original. Sempre confira o número de inventário do MASP (63-104) e a data da doação, pois registros incompletos geram falsas narrativas de comercialização.
Se sua necessidade é acessar uma cópia de alta resolução para estudo, o MASP disponibiliza imagens digitais mediante solicitação, mas a licença comercial para uso em publicações exige autorização específica e pode envolver taxas de reprodução. Para fins acadêmicos e de citação, a imagem do catálogo geral da instituição costuma ser suficiente, mas verifique sempre os termos de uso antes de republicar. A alternativa mais prática, quando se trata de verificar apenas a autoria e a proveniência, é consultar o registro no acervo digital do museu, onde constam a data, a técnica (óleo sobre tela), as dimensões e a história de posse documentada.