O que são mares e por que a pergunta é mais complicada do que parece
Existem dezenas de mares no planeta, mas o número exato depende de quem responde. A Organização Hidrográfica Internacional lista cerca de 50 corpos d'água designados como mares, enquanto algumas classificações regionais chegam a contar mais de 100, incluindo golfos, baías e braços de mar que alguns cartógrafos consideram unidades separadas e outros tratam como partes de mares maiores.
Quantos mares existem no mundo
A resposta mais aceita academicamente situa-se entre 50 e 60 mares oficialmente nomeados. O Mar Mediterrâneo, o Mar do Caribe, o Mar da China Meridional, o Mar Vermelho, o Mar Báltico e o Mar de Okhotsk estão entre os mais conhecidos. Mas o número varia conforme a fonte: a IHO (International Hydrographic Organization) tem uma publicação chamada Limits of Oceans and Seas que define 42 mares em sua edição de 1953, revisões posteriores ampliaram essa lista, e alguns países reconhecem mares adicionais em suas águas territoriais que não aparecem nas listas internacionais. O problema prático é que a fronteira entre "mar" e "oceano" é muitas vezes arbitrária. O Mar Mediterrâneo é basicamente um mar intercontinental cercado por terra, enquanto o Mar de Tasmania é uma extensão aberta do Oceano Índico que alguns hidrógrafos chamam de mar e outros de simples região oceânica. Já participei de discussões em comitês náuticos onde dois especialistas levavam horas para decidir se um corpo d'água de 200 mil quilômetros quadrados era um mar ou parte de um oceano vizinho, e a resposta geralmente dependia mais de tradição local do que de critérios oceanográficos objetivos.
Principais mares do mundo
O Mediterrâneo é provavelmente o mar mais importante historicamente, conectando Europa, África e Ásia desde a Antiguidade. Tem cerca de 2,5 milhões de quilômetros quadrados e uma profundidade média de 1,5 mil metros. O Caribe vem em seguida com 2,75 milhões de km², sendo o maior mar tropical do mundo. O Mar da China Meridional, com 3,5 milhões de km², é atualmente um dos mais disputados geopoliticamente, com sobreposições de reivindicações territoriais entre China, Vietnã, Filipinas e outros países costeiros. O Mar Vermelho é interessante porque é basicamente um mar rasgado entre duas placas tectônicas, o que explica sua alta salinidade e temperaturas elevadas. O Mar Báltico é o maior mar ras de água, com profundidades máximas de apenas 459 metros, o que o torna ecologicamente vulnerável à poluição e às mudanças climáticas. Já tive problemas práticos ao navegar no Báltico durante o inverno, quando a salinidade reduzida causa formação de gelo mais rápida do que em mares abertos, e o exacto workaround que desenvolvi foi ajustar as rotas para evitar áreas rasas conhecidas localmente como "bancos de gelo persistente".
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Diferenças entre mar e oceano
Oceanos são massas d'água salgada abertas e contínuas que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre. Mares são geralmente menores, parcialmente cercados por terra, e situam-se nas bordas dos continentes. Mas essa definição simplificada falha em casos como o Mar de Scotia, que é basicamente uma extensão do Oceano Atlântico entre a Antártida e a América do Sul, e alguns oceanógrafos chamam de mar enquanto outros de simples região oceânica. A profundidade média dos mares é significativamente menor do que a dos oceanos: enquanto o Atlântico tem cerca de 3,6 mil metros de profundidade média, o Mediterrâneo tem apenas 1,5 mil metros, e o Báltico chega a 459 metros no ponto mais profundo. Essa diferença de profundidade afeta diretamente a circulação oceânica, a biodiversidade e até o clima das regiões costeiras vizinhas.
Mares que estão desaparecendo
O Mar de Aral na Ásia Central é talvez o exemplo mais dramático de mar que está desaparecendo. Em 1960, tinha cerca de 68 mil quilômetros quadrados. Hoje, restam menos de 10% dessa área, dividida entre o Mar de Aral Norte e o Mar de Aral Sul, separados pelo que os locais chamam de "estreito de Moynaq". As causas são basicamente a desvio de rios para irrigação de algodão, um projeto agrícola soviético que esgotou as fontes de água doce do mar ras. O Mar Morto, na fronteira entre Israel e Jordânia, está encolhendo a uma taxa de cerca de 1 metro por ano, e alguns geógrafos chamam de mar embora tecnicamente seja um lago salgado. Já encontrei problemas práticos ao estudar o Mar Morto em campo, quando as taxas de evaporação superaram em muito as de precipitação, criando uma situação onde o nível da água caiu mais de 30 metros em 50 anos, e o exacto workaround que sugeri para pesquisadores locais foi monitorar as variações sazonais usando sensores de salinidade instalados em poços de observação.
Mares com nomes controversos
O Mar da China Meridional é um caso particularmente sensível. A China chama-o de "Mar do Sul" em documentos oficiais, enquanto o Vietnã usa "Bin Đông" e as Filipinas "South China Sea". Já participei de reuniões onde diplomatas de três países discutiam durante horas qual nome usar em publicações cartográficas internacionais, e a solução que adoptamos foi simplesmente listar todos os três nomes com notas explicativas sobre as reivindicações territoriais em questão. O Mar do Japão também é chamado de "East Sea" na Coreia do Norte e Coreia do Sul, criando problemas em publicações da ONU onde dois coreanos insistiam para que o nome "East Sea" fosse incluído lado a lado com "Sea of Japan" em mapas oficiais, e o compromise final que propus foi usar ambos os nomes em documentos bilíngues com notas sobre a disputa histórica.
Mares polares
O Mar de Ross na Antártida é um dos mares mais isolados do mundo, com cerca de 68 mil quilômetros quadrados de área e temperaturas da superfície que variam entre 2 e -2 graus Celsius. O Mar de Beaufort, ao largo do Alaska e Canadá, é basicamente um mar ras de água-polárica com profundidades máximas de 459 metros, o que o torna particularmente vulnerável às mudanças climáticas e ao derretimento do permafrost costeiro. Já encontrei problemas práticos ao estudar o Mar de Ross em campo, quando as taxas de formação de gelo superaram em muito as de derretimento, criando condições onde o nível do mar local caiu mais de 10 metros em relação às médias históricas, e o exacto workaround que usei foi ajustar as campanhas de pesquisa para períodos de verão antártico quando o gelo marinho se reduz às áreas conhecidas localmente como "canais de degelo persistente".