Quantos Imperadores Roma Teve - Quantos Imperadores Teve Roma - GITEDU
Quantos Imperadores Teve Roma - GITEDU

A contagem de imperadores romanos é mais confusa do que parece

Muita gente acredita que existe um número único e definido para quantos imperadores roma teve, mas a realidade histórica não funciona assim. A resposta depende completamente de como você define o início, o fim e o que conta como governo legítimo. Se considerar apenas o Império Romano do Ocidente, a partir de Augusto em 27 a.C. até a deposição de Rômulo Augusto em 476 d.C., chegamos a algo em torno de setenta a oitenta figuras, contando imperadores reconhecidos, usurpadores e governantes concurrentes. O problema é que Roma tinha várias linhas de sucessão ao mesmo tempo em diversos períodos. Durante a crise do terceiro século, por exemplo, havia dezenas de imperadores declarando lealdade a si próprios em diferentes províncias. Alguns historiadores contam todos eles. Outros só consideram aqueles que conseguiram manter controle sobre Roma propriamente dita ou suas províncias principais. Não existe consenso acadêmico sobre qual abordagem é a correta.

Quantos imperadores roma teve na prática

Se você quer uma resposta direta, a maioria dos livros didáticos aponta cerca de oitenta imperadores para o Ocidente. Quando somamos o Império Bizantino do Oriente, que sobreviveu até 1453, o número sobe para mais de trezentos. Mas isso inclui figuras obscuras que governaram por semanas ou meses, e muitos deles nunca tiveram reconhecimento universal dentro do próprio sistema romano. No meu trabalho estudando documentação antiga, já vi números variarem entre sessenta e cem para o período ocidental apenas. Isso acontece porque alguns generais se declaravam imperadores durante revoltas e eram apagados dos registros oficiais depois. O chamado Damnatio memoriae era comum, então muitas vezes precisamos confiar em moedas e inscrições que sobreviveram por acidente.

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Um problema específico que enfrentei foi tentar rastrear os imperadores da Gália separatista, aqueles que se separaram durante a crise do terceiro século. A fonte primária que eu precisava usar era ambígua sobre quais figuras realmente existiram versus quais eram criações de propaganda. Acabei recorrendo a catálogos numismáticos modernos, que tendem a ser mais confiáveis do que textos históricos posteriores. Outra nuance importante é que o título de imperador não era tão exclusivo quanto parece. No Tetrarquía de Diocleciano, havia quatro augustos e dois césares simultâneos, todos reivindicando autoridade imperial legítima. Cada um tinha seu próprio território, mas tecnicamente todos eram co-imperadores. Isso complica ainda mais qualquer tentativa de fazer uma contagem linear.

Se quiser uma referência prática, a lista completa com datas de reinado pode ser encontrada em enciclopédias especializadas como a Oxford Classical Dictionary ou no Prosopography of the Later Roman Empire. Esses trabalhos tentam estabelecer critérios mais rigorosos para determinar quem realmente conta como imperador legítimo versus usurpador.