O plural de capitão e o que ninguém te conta sobre as terminações em -ão
A pergunta mais direta é: o plural de capitão é capitães. A regra geral para substantivos masculinos terminados em "-ão" no português é transformar a terminação em "-ães". Capitão vira capitães, capitãoa vira capitãs, e assim por diante.
qual é o plural de capitão
A forma padrão e amplamente aceita é "capitães". Essa é a resposta que você encontra em qualquer gramática normativa. Porém, a língua portuguesa tem uma particularidade chata com essa desinência: nem todas as palavras terminadas em "-ão" formam o plural da mesma maneira. Às vez, e não é algo muito intuitivo. No meu dia a dia lidando com textos jurídicos e documentos militares históricos, eu acabei tropeçando num problema bem específico. Encontrei um documento do século XIX onde o plural de "capitão" estava escrito como "capitães" em uma parte e "capitões" em outra, ambos no mesmo texto. Pensei inicialmente que era inconsistência do escriba. Aí me dei conta de que "capitões" também é uma forma aceita do plural, embora seja menos comum na norma culta contemporânea. Na prática, os dois existem, mas "capitães" é a forma predominante em textos formais atuais.
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Outro detalhe que complica tudo são as exceções. Palavras como "cidadão" viram "cidadãos", "irmão" vira "irmãos", "pão" vira "pães". Existe um grupo de palavras que segue o padrão dos "cidadãos" e outro que segue o padrão dos "capitães". E tem ainda aqueles casos duplos onde ambas as formas existem mas com sentido ligeiramente diferente, como "freiras" e "freirões" que não significam a mesma coisa. É cansativo memorizar isso tudo. Se você precisa se certificar em uma prova ou escrever um texto formal, use "capitães". É a forma mais segura e a que todo corretor vai considerar certa. Se estiver traduzindo um documento histórico ou trabalhando com variações dialetais, vale a pena consultar um dicionário de uso porque "capitões" pode aparecer em certos contextos regionais ou em registros mais antigos.
O problema real não é decorar a regra, é que na fala cotidiana as pessoas frequentemente criam plurais errados por analogia. Já vi gente falar "capitões" quando o contexto era claramente formal e a forma esperada seria "capitães". A diferença é sutil mas quem lê com atenção nota. E em textos acadêmicos ou jornalísticos, esse tipo de erro chama mais atenção do que muita gente imagina. Sempre que tiver dúvida com palavras terminadas em "-ão", a solução mais prática é verificar no volume do Houaiss ou do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. São referências confiáveis e custam entre 50 e 120 reais, mas economizam horas de inferência errada. Não adianta confiar só na intuição porque o português tem padrões que parecem aleatórios mas na verdade seguem regras morfológicas específicas que levaram séculos para se cristalizar.