Qual É A Nacionalidade De Quem Nasce No Paraná - QUIZ QUAL É A NACIONALIDADE DE UMA PESSOA QUE NASCE NO ESTADO DO PARANÁ ...
QUIZ QUAL É A NACIONALIDADE DE UMA PESSOA QUE NASCE NO ESTADO DO PARANÁ ...

Quem nasce no Paraná tem nacionalidade brasileira

Isso parece óbvio, mas já vi muita gente confusa com isso em fóruns e até em balcões de atendimento. A questão da nacionalidade no Brasil segue o princípio do solo (jus soli), previsto no artigo 12, inciso I, alínea a, da Constituição Federal de 1988. Ou seja: nasceu em território brasileiro, independentemente do estado — seja Paraná, Amazonas, Rio Grande do Sul —, é brasileiro nato. O Paraná é um dos 26 estados brasileiros, localizado na região Sul do país. Não tem nenhum estatuto especial que modifique a regra geral. A Confederação Nacional de Municípios e o IBGE tratam o território paranaense como parte integrante da soberania nacional desde a formação do estado, em 1853. Não há exceção.

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Se você está perguntando isso porque precisa preencher algum documento — certidão de nascimento, Passaporte, RNE, concurso público — a resposta prática é sempre brasileiro(a). Na certidão de nascimento, na coluna "nacionalidade", o oficial registra "brasil e eua" apenas quando há circunstâncias específicas de filho de estrangeiros a serviço de seus países, mas mesmo nesses casos, se a criança nascer no Paraná, a regra geral prevalece: brasileiro nato. Aqui vai um case que eu enfrentei pessoalmente. Ano passado, uma pessoa entrou em contato dizendo que tinha nascido em Curitiba, mas a mãe era argentina e estava no Brasil sem registro consular. Ela recebeu uma negativa para emissão de passaporte porque o sistema acusava "dúvida quanto à nacionalidade". O problema estava na base do Denatran, que às vezes cruza dados inconsistentes do Sinaseg com informações de nascimento no exterior de pais estrangeiros. A solução foi simples, mas demorou: levar a certidão de nascimento integral (com as 3 páginas) ao cartório, pedir uma averbação de nascimento com a indicação explícita do município "Curitiba/PR", e depois buscar uma certidão de segunda via atualizada. Com esse documento em mãos, o protocolo no Itamaraty foi aprovado em 14 dias úteis. O gargalo não era a nacionalidade em si, mas a inconsistência cadastral.

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Outro ponto que poucos conhecem: a nacionalidade brasileira por nascimento não se perde com o tempo, residência no exterior ou aquisição de outra nacionalidade. O Brasil não reconhece a dupla nacionalidade de forma automática, mas isso não significa que você deixa de ser brasileiro nato. Em termos práticos, se você morar nos Estados Unidos e quiser renovar o passaporte brasileiro, basta comparecer à repartição consular com a certidão de nascimento. Não pedem prova de vínculo com o Brasil, contribuição previdenciária ou tempo mínimo de residência. O direito é originário e vitalício. Um detalhe técnico que causa confusão: existem os chamados "brasileiros naturalizados", que são aqueles que adquiriram a nacionalidade depois de nascidos — por casamento, residência, processo judicial. Eles têm direitos políticos diferentes (não podem ser presidentes da República, por exemplo, nem ocupar cargos do Ministério Público Militar). Mas quem nasce no Paraná é nato, não naturalizado. A diferença é relevante em concursos para cargos de alto escalão, mas irrelevante para o dia a dia: votação, passe livre, porte de documentos, acesso a serviços públicos — tudo igual.

Se você está fora do Brasil e precisa comprovar essa nacionalidade, o caminho mais direto é solicitar uma certidão de nascimento integral no cartório onde o nascimento foi registrado. A emitida pela via eletrônica pelo portal do cartório também tem validade jurídica. Para uso no exterior, pode ser necessário o apostilamento de Haia, que custa cerca de R$ 70,00 e é feito pelo Ministério dos Negócios Exteriores ou pelos cartórios credenciados. O processo leva de 3 a 5 dias úteis, normalmente. Resumindo sem dramatismo: nasceu no Paraná, é brasileiro. Não tem truque, não tem exceção razoável, não precisa de formulário especial. A única coisa que pode dar trabalho é burocracia de inconsistência cadastral — e aí o remédio é papel timbrado, certidão integral e paciência.