O que eu aprendi sobre esse assunto depois de corregir redações a anos
A gente todo mundo começa achando que pronome relativo é coisa de livro didático, mas na prática ele é uma ferramenta de economia. Se você usar direito, seu texto fica mais enxuto e claro. Se usar errado, vira um emaranhado que ninguém lê. Eu passei muitos anos corrigindo textos de estudante e Profissional, e já vi de tudo.
pronome relativo e conjuncao integrante
O pronome relativo (que, quem, onde, cujo, o qual, etc.) serve para ligar uma oração à outra sem repetir o substantivo. A gente chama de oração subordinada adjetiva. É diferente da conjuncao integrante, que introduz oração subordinada substantiva. A integraçao aqui é que, na fala cotidiana, as duas coisas se misturam e o leitor não percebe onde termina uma e começa a outra. A minha experiencia pratica é simples: em cartas formais ou contratos, eu costumo usar o pronome relativo "cujo" com cuidado. A regra diz que "cujo" não pode vir acompanhado de artigo. Mas já vi redatores escreverem "a empresa cujo o diretor" como se fosse normal. Isso soa estranho em português padrão. O correto é "a empresa cujo diretor". Simples, mas muita gente erra.
O problema é que o "cujo" exige concordancia em genero e numero com o substantivo que segue. Não é com o antecedente. Se você diz "a casa cuja janela", a palavra "cuja" concorda com "janela", nao com "casa". Isso e um erro comum que eu vejo todo dia.
Dentro da pratica
Na escrita do dia a dia, o "que" é o mais usado. Mas tem situações em que ele fica ruim. Por exemplo, quando o antecedente é um pronome indefinido como "tudo" ou "algo", prefira "o que". "Tudo o que eu disse" soa melhor que "tudo que eu disse" em alguns contextos. O "onde" é outro ponto de discusao. A gramatica normativa diz que "onde" só deve ser usado para lugar fisico. Mas na pratica, muita gente usa "onde" para situacoes abstratas. "O ponto onde paramos" é entendivel, mas tecnicamente errado. O correto seria "o ponto em que paramos". Em textos formais, eu recomendo seguir a regra. Em conversas informais, tanto faz.
Uma coisa que eu percebi e que o pronome relativo pode criar ambiguidade. Quando a oração adjetiva e restritiva, ela restringe o sentido. Quando e explicativa, ela apenas acrescenta informacao. A virgula faz toda a diferenca. "O aluno que estudou passou" (restritiva, so o aluno que estudou passou). "O aluno, que estudou, passou" (explicativa, o aluno estudou e passou, e Passou mesmo sem essa condicao adicional).
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Armadilhas comuns
O "quem" só deve ser usado para pessoa. Nunca para coisa. Eu vejo estudante escrever "o objeto quem caiu". Isso esta errado. O correto e "o objeto que caiu". A regra e simples, mas eu ja vi isso em carta formal dezenas de vezes. O "cujo" é o mais problemático. Ele não pode ser usado sozinho, sem substantivo seguinte. "A empresa cujo diretor" está certo, mas "A empresa cujo" não. Faltou o que? O substantivo. Isso é um erro que eu corrijo todo dia.
Uma coisa que pouca gente sabe: o pronome relativo pode voltar para o início da oração em alguns casos. "Fui eu quem fiz isso" é aceito, mas "Fui eu que fiz isso" também. Na pratica, eu uso "quem" quando quero dar mais ênfase à pessoa. Não é regra gramatical, é escolha estilística.
Método pratico para aprender
Eu ensino meus colegas jovens escrevendo primeiro o exemplo, depois a regra. Leve isso a serio. Pegue um texto seu e sublinhe todos os pronomes relativos. Veja se eles estão corretos. Se não estiverem, refaça a frase. Isso leva cerca de 15 minutos e melhora muito a qualidade do texto. Outra dica: leia textos formais em voz alta. Sua orelha vai perceber quando algo soa estranho. Eu fiz isso quando comecei a escrever cartas e contratos. Meu professor dizia que a pronuncia revela o erro antes do olho.
Quando isso falha
O pronome relativo não resolve tudo. Em textos muito longos, o excesso de "que" pode cansar o leitor. Nesse caso, prefira sinonimos ou reestrutur a fracao. Isso e um limite que eu reconheço e evito pretenso solução perfeita. Em portugues do Brasil, o uso do "onde" para situacoes abstratas e cada vez mais aceito. Mas em textos academicos ou juridicos, ainda e considerado erro. Decida o contexto e siga a norma adequada. Nao tente me explicar por que isso e dificil, apenas escolha e siga.
Conclusao pratica
O pronome relativo e a conjuncao integrante são ferramentas, não regras para decorar. Use com criterio, revise seus textos e não tenha medo de errar. Eu errei muito no começo e hoje. A pratica e que decide.