Plano De Aula Sobre Substantivo - Plano De Aula Sobre Substantivo - NAZAEDU
Plano De Aula Sobre Substantivo - NAZAEDU

Um plano de aula sobre substantivo que realmente funciona

Fazer um plano de aula sobre substantivo costuma ser uma daquelas coisas que todo professor de português já fez cento e tanto de vezes, mas ainda assim sempre volta ao ponto de partida achando que a aula não prendeu a atenção dos alunos. A verdade é que substantivo é o tema mais óbvio da gramática e, por isso mesmo, o mais perigoso. Ninguém se perde na definição. As pessoas se perdem na classificação, no momento em que você tenta separar comum de próprio, concreto de abstrato, e aí a coisa desandam rápido. O problema que eu vejo todo ano é o mesmo: o aluno identifica o substantivo como "nome de coisa", e quando aparece palavra abstrata tipo "liberdade" ou "beleza", ele simplesmente trava. Já tive um garoto na terceira série que levanta a mão e pergunta se "morte" era adjetivo porque "não tem corpo". Achei graça na hora, mas depois pensei: não é falta de inteligência, é que a aula precedente tinha sido feita de forma puramente declarativa, sem qualquer tipo de ancoragem prática.

Qual é a estrutura básica do plano de aula sobre substantivo

O esqueleto não é segredo de ninguém. Você tem a justificativa, os objetivos, a metodologia, os recursos, a sequência didática e a avaliação. O que diferencia um plano mediano de um que funciona de verdade está nos detalhes executivos, não na estrutura.

Justificativa

Você justifica o tema apontando que o substantivo é a base da sintaxe do período simples e que sem domínio dessa categoria os alunos terão dificuldades futuras com sujeito, objeto direto e complemento nominal. Isso é fato, não marketing. Se o estudante não souber diferenciar substantivo de adjetivo, ele não vai conseguir identificar o núcleo do sujeito.

Objetivos de aprendizagem

Defina objetivos que possam ser observados, não apenas enunciados bonitos. Em vez de "compreender o conceito de substantivo", escreva algo como "classificar corretamente ao menos 80% dos substantivos apresentados em listas de dez itens". Metas mensuráveis são mais úteis para você e para a coordenação pedagógica.

Metodologia

Aqui é onde a maioria erra. A metodologia recomendada mistura explanação dialogada com atividades de fixação e, se possível, uma produção textual dirigida. Não adianta só listar classificações no quadro. A fixação precisa acontecer com exercícios reais de leitura e produção.

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Como aplicar na prática

A primeira etapa da aula deve ser de ativação de conhecimento prévio. Peça para os alunos escreverem três frases qualquer em dez minutos. Coisa simples. Depois, peça para sublinharem todos os nomes que aparecerem nessas frases. Isso parece bobo, mas é essencial para você ver o nível real da turma. Na sequência, introduza a nomenclatura. Substantivo comum, substantivo próprio, substantivo concreto, substantivo abstrato. Use exemplos do cotidiano da turma, não exemplos genéricos de livro didático. Se a turma é de uma cidade interiorana, use exemplos relacionados a ela. Se é de um bairro urbano, use referências que façam sentido.

Depois da explicação, aplique atividades de classificação. A minha preferência é usar textos curtos retirados de notícias ou crônicas, não trechos manhosos de gramática. O aluno precisa ver o substantivo em uso, não isolado em listas artificiais.

Dica técnica que poucos consideram

Substantivos podem ser trabalhados com uma atividade de comparação direta. Coloque duas palavras no quadro: "mesa" e "justiça". Pergunte qual tem forma física e qual não tem. Aí introduz a diferença entre concreto e abstrato de forma palpável. Funciona muito melhor do que definir os termos antes de mostrar os exemplos.

Avaliação

A avaliação deve cobrir classificação e uso em contexto. Uma prova escrita simples com exercícios de classificação e um pequeno parágrafo para o aluno produzir resolvendo bem. Não adianta cobrar a decoreba da definição se o aluno não consegue identificar o substantivo numa frase real. Existe um ponto que eu costumo marcar nos meus planos e que muitos professores ignoram: a questão dos substantivações. Palavras que não são substantivos canônicos mas que funcionam como tal em certos contextos, como "o comprar", "o meu não". Isso gera confusão. Eu resolvi introduzindo esse tema na terceira ou quarta aula, quando os alunos já dominavam o básico. Só depois de estabilizar a classificação fundamental é que vale a pena abrir essa porta.

Se você precisar de um modelo pronto para adaptar, recomendo montar o próprio com base nessa estrutura. Planos prontos na internet costumam ser genéricos demais e não levam em conta a realidade da sua turma. Um plano de aula sobre substantivo que realmente serve precisa ter flexibilidade para ajuste rápido conforme o desempenho dos alunos durante as atividades iniciais.