Para Garantir Boa Manutencao Os Pneus Devem Ser Calibrados - Para Garantir Boa Manutenção Os Pneus Devem Ser Calibrados - RETOEDU
Para Garantir Boa Manutenção Os Pneus Devem Ser Calibrados - RETOEDU

A verdade sobre calibragem de pneus

A maioria das pessoas olha para o pneu e acha que está tudo certo se ele não parecer morno ou murcho. O problema é que a pressão errada não avisa quase nada antes de causar prejuízo. Vou explicar como fazer isso direito, porque já vi gente errar feio nesse processo.

para garantir boa manutencao os pneus devem ser calibrados

A primeira coisa que você precisa fazer é encontrar a recomendação do fabricante. Não é aquela pressão máxima estampada na lateral do pneu, essa é uma referência totalmente diferente. A pressão correta fica na etiqueta da coluna do motorista, dentro da tampa do tanque ou no manual do veículo. Num carro médio atual, geralmente varia entre 30 e 35 psi nos pneus dianteiros e um pouco menos nos traseiros, dependendo da carga. O erro mais comum é calibrar quando o pneu está quente. Se você dirigiu mais de quinze quilômetros, a pressão sobe naturalmente por causa do atrito e da expansão térmica. Calibrar nessa condição vai resultar em pressão baixa assim que o pneu esfriar. Sempre verifique com os pneus frios, ou seja, após pelo menos três horas parado ou no máximo um quilômetro de trânsito leve. Eu já perdi tempo reparando problema de desgaste irregular que na verdade era calibragem feita em pneu quente, o padrão de uso era completamente diferente do esperado.

Você vai precisar de um manômetro confiável. Os que vêm nas bombas de posto são medianamente úteis, mas a margem de erro pode chegar a 3 ou 4 psi, o que já faz diferença. Um manômetro de vareta baratinho resolve, desde que seja de marca reconhecida. Verifique a pressão de todos os quatro pneus e do estepe também, porque esquecem do estepe sempre. Ajuste a pressão adicionando ou liberando ar conforme necessário. Se estiver usando uma bomba elétrica portátil, calibre um pouco abaixo do valor alvo primeiro, depois ajuste para cima em pequenos acréscimos. É mais fácil retirar ar do que adicionar ar correto quando se passa do valor.

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Tem um detalhe que poucos consideram: a altitude e a temperatura ambiente afetam a pressão. Se você está em uma cidade a mil metros de altitude e vai viajar para o litoral, a pressão vai subir uns dois ou três psi só por causa da mudança de altitude. O inverso também vale, descer para o litoral com o pneu calibrado no interior vai fazer a leitura cair. Temperatura externa também influencia, vinte graus a menos no pneu pode dar uma queda de cerca de 1 psi, então não se assuste se a leitura variar levemente entre o verão e o inverno. Outro ponto negligenciado é a vedação da válvula. A tampinha de plástico não serve apenas para estética, ela protege a válvula contra sujeira e perda lenta de ar. Se a borracha interna da válvula estiver ressecada ou danificada, o pneu vai perdendo pressão de forma constante mesmo sem furo visível. Nos meus anos mexendo com isso, encontrei casos onde a válvula estava com microtrincas e o pneu perdia cerca de 2 psi por semana, algo que ninguém notava até o Pneudecorrer de alguns meses.

Sistemas TPMS são úteis, mas não substituem a verificação manual. O sensor de pressão instala dentro da válvula ou no aro e avisa quando a leitura cai abaixo de um limiar. A desvantagem é que ele não mostra o valor exato, apenas um alerta genérico, e os sensores têm bateria que dura entre cinco e sete anos. Quando a bateria acaba, o sistema todo para de funcionar e a luz do painel continua acesa, então a manutenção preventiva manual continua sendo obrigatória. Para a frequência, o ideal é verificar pelo menos uma vez por mês. Se o carro trafega muito em estradas esburacadas ou regiões com alta variação térmica, dobre a frequência. Pneus de SUV e veículos utilitários que puxam reboques merecem atenção redobrada, porque a carga extra aumenta rapidamente o desgaste assimétrico quando a pressão não está ajustada para o peso real.

Se você está em uma situação onde não tem manômetro disponível, dá para fazer uma verificação emergencial: pressione o pneu com a mão no terço inferior, perto do aro. Um pneu bem calibrado oferece resistência moderada, enquanto um murcho afunda facilmente. É um método grosseiro, mas evita que você rodasse com o pneu colapsado até o destino mais próximo. Não é substituto para a medição correta, apenas uma paliativo de emergência. O custo de uma manutenção preventiva de calibragem éa zero além do tempo gasto. O custo de ignorar isso aparece em consumo de combustível aumentado entre cinco e dez por cento, desgasteprematureo dos pneus que pode reduzir a vida útil em vinte a trinta por cento, e risco de estoura em altas velocidades, especialmente em dias quentes. Nada disso é teoria, é o que acontece na prática todos os dias.

Se o seu veículo tem suspensão a ar ou sistema de ajuste dinâmico de pressão, o procedimento muda. Nesses casos, a calibragem manual convencional não se aplica da mesma forma, e o correto é seguir estritamente o manual do fabricante, porque a pressão de operação varia conforme a velocidade e a carga em tempo real. Tentar ajustar manualmente nesses sistemas costuma more complicações do que resolver problemas.