Entendendo a terminologia e as classificações atuais
O termo "países subdesenvolvidos" caiu em desuso entre organizações internacionais e acadêmicos há décadas. Hoje, o Banco Mundial, a ONU e o FMI trabalham com categorias como países de baixa renda, países de renda média baixa e países em desenvolvimento. A classificação que você provavelmente procura é a lista de países que ainda enfrentam sérios desafios em desenvolvimento humano, infraestrutura e economia. A classificação do Banco Mundial para 2024-2025 divide os países em quatro grupos com base no PIB per capita. Os de baixa renda são aqueles com PIB per capita abaixo de US$ 1.145. Nesse grupo estão Afeganistão, Burundi, República Democrática do Congo, Etiópia, Haiti, Mali, Níger, Ruanda e Somalia, entre outros. São países onde a pobreza extrema ainda é muito presente e os serviços básicos como saúde e educação são precários.
Os de renda média baixa ficam entre US$ 1.146 e US$ 4.515. Inclui países como Angola, Camboja, Nepal, Uganda, Tanzânia, Iêmen e Madagáscar. São nações que tiveram algum crescimento mas ainda dependem muito de setores primários e têm indicadores sociais abaixo da média global.
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paises subdesenvolvidos quais são
Se você está montando uma pesquisa ou trabalho escolar, a lista completa pode ser encontrada diretamente no site do Banco Mundial (bancomundial.org) na seção de dados abertos. Lá você filtra por categoria de renda e recebe a lista atualizada automaticamente, o que é muito mais confiável do que qualquer lista estática que você encontre em blogs ou sites desatualizados. Eu já perdi tempo procurando listas prontas na internet e acabava sempre com dados de 2018 ou 2019. A solução simples é acessar a base direta. Outro ponto importante que muita gente não considera: a classificação por renda não é sinônimo de desenvolvimento. O índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU dá uma visão mais completa. Países como Angola e Moçambique têm renda média baixa mas IDH baixo. Por outro lado, alguns países com IDH alto podem ter grandes desigualdades internas. Você já deve ter visto notícias sobre países ricos em recursos naturais mas com população muito pobre — isso se chama "maldição dos recursos" e é um fenômeno bem documentado.
Um problema prático que eu encontrei ao trabalhar com esses dados: a definição de "país" varia conforme a fonte. Taiwan, Kosovo e Palestina aparecem de formas diferentes em cada base de dados. O Banco Mundial não inclui Taiwan em suas listas padrão porque segue a posição de que Taiwan faz parte da China. Se você precisa incluir Taiwan no seu estudo, terá que cruzar dados de múltiplas fontes. Minha solução foi usar o banco da CIA World Factbook junto com o do Banco Mundial e fazer um mapeamento manual das exceções. Não é complicado, só leva tempo. Outro aspecto que passa despercebido: a maioria dessas classificações usa dados nominais em dólares, não paridade do poder de compra (PPC). Um país como a Etiópia parece muito mais pobre em dólares nominais do que realmente é quando se considera o custo de vida local. Para análises mais precisas, use sempre os dados em PPC disponíveis no FMI e no Banco Mundial.
Países que aparecem consistentemente nas listas de menor desenvolvimento (os chamados PML — Países Menos Avançados pela ONU) incluem: Afeganistão, Burundi, Chade, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Etiópia, Guatemala, Haiti, Libéria, Mali, Níger, Serra Leoa, Somalia, Sudão do Sul, Uganda e Yêmen. São 31 países listados oficialmente pela ONU como PML, sendo que dois foram "egressos" recentemente: Bangladesh e Rwanda deixaram a lista em 2026 após cumprirem os critérios de melhoria nos indicadores. Se você precisa desses dados para um projeto ou análise, recomendo baixar o dataset completo do Banco Mundial em formato CSV. A API deles é gratuita e permite automatizar a extração. Leva cerca de 10 minutos para montar uma planilha limpa com todas as variáveis de interesse: PIB per capita, IDH, expectativa de vida, taxa de alfabetização e acesso a saneamento. Muito melhor do que copiar e colar de artigos.