Onde Fica As Pirâmides Do Egito - As Pirâmides do Egito - RêVivendo Viagens
As Pirâmides do Egito - RêVivendo Viagens

Entendendo a localização das pirâmides egípcias

A resposta mais óbvia é que ficam no Egito, mas isso não ajuda muito. As pirâmides principais do complexo de Guiza ficam a cerca de dez quilômetros da margem oeste do Nilo, perto da cidade moderna de Gizeh, que hoje faz parte da área metropolitana do Cairo. Se você abrir um mapa e procurar por 29°58'40"N 31°08'14"E, vai encontrar exatamente onde estão as três grandes pirâmides: Quéops, Quéfren e Miquerinos, junto com a Esfinge.

Onde fica as pirâmides do egito: respostas práticas

Muita gente confunde. As pirâmides que todo mundo conhece não ficam no Cairo propriamente dito, mas no que hoje é um subúrbio ocidental da capital. A diferença é importante porque, se você tentar ir de táxi do centro do Cairo sem pensar na geografia, perde pelo menos quarenta minutos em tráfego. O melhor ponto de saída é pela saída Rod El Farag ou pela marginal do Nilo rumo a Gizeh. Tem uma pegadinha que os guias turísticos raramente mencionam. A pirâmide de Quéops não é a mais alta visualmente quando você está na praça em frente. A de Quéfren parece maior porque foi construída em um terreno ligeiramente mais elevado e ainda retém parte do revestimento original de calcário branco na sua ponta superior. A de Miquerinos é visivelmente menor, cerca de cem metros mais baixa, e logo se percebe que foi feita para ser a pirâmide de um faraó de quarta geração.

Eu já passei trabalho tentando explicar isso para visitantes que chegavam achando que iriam ver as três pirâmides alinhadas perfeitamente numa fileira única. Não é assim. A disposição é diagonal, com Quéops deslocada para o sul em relação ao eixo central das outras duas, e essa inclinação intencional tem a ver com orientação astronômica e com a expansão do complexo funerário ao longo de décadas, não com erro de projeto. O complexo inteiro ocupa aproximadamente cento e vinte hectares de deserto em frente ao planalto de Gizeh. Existe uma área cercada chamada Plateau Site, onde o ingresso custa entre quarenta e cinquenta libras egípcias, dependendo da temporada. Você consegue acessar três entradas principais: uma para Quéops, outra para Quéfren e uma terceira para Miquerinos. Cada uma cobra separadamente dentro do mesmo ticket base.

Detalhes que ninguém conta sobre a região

As pirâmides de Dahshur ficam a cerca de quarenta quilômetros ao sul de Guiza, no que era a antiga cidade de Méuwe, capital do Império Médio. Lá estão a Pirâmide Curvada e a Pirâmide Vermelha, ambas construídas pelo faraó Sneferu, pai de Quéops. Muita gente ignora Dahshur, mas elas são tecnicamente mais interessantes do que as de Guiza porque mostram a evolução do projeto. A Curvada tem uma inclinação que muda abruptamente no meio da construção, de cinquenta e três graus para quarenta e três, indicando que o engenheiro da época percebeu um problema estrutural e precisou corrigir o plano em andamento. Também existe o complexo de Saqqara, a uns cinquenta quilômetros ao sul do Cairo, onde se encontra a Pirâmide Degraudada de Djoser, considerada a primeira pirâmide de pedra da história. Se o interesse for cronológico, Saqqara e Dahshur são muito mais relevantes do que Guiza. As de Guiza impressionam pela escala, mas representam o auge de uma tradição que já existia havia séculos.

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Um problema prático que eu encontrei pessoalmente: a iluminação. Fotos tiradas no horário das dez da manhã ou do meio-dia mostram as pirâmides achatadas, com sombras praticamente inexistentes e cores desbotadas pelo sol direto. O resultado é uma imagem sem profundidade. A melhor janela é entre as dezesseis e as dezoito horas, especialmente no inverno, quando o sol já está mais baixo no horizonte e a luz lateral realça o relevo dos degraus de pedra e as ranhuras entre os blocos. No verão, o calor excessivo e a névoa atmosférica reduzem a visibilidade para distâncias menores que cinco quilômetros. Outro detalhe técnico importante é a questão do nível do mar. O Nilo já ocupou uma faixa muito mais larga perto de Guiza há cerca de quatro mil anos. A cidade portuária que servia à construção das pirâmides ficava muito mais próxima da margem do que a atual zona urbana. Hoje o rio recuou quase dois quilômetros do planalto, e o que era um porto de carregamento de blocos de calcário do Tura virou terreno árido. Isso explica por que algumas escavações recentes encontraram vestígios de docas antigas em cotas que hoje estão a centenas de metros do leito seco do rio.

Como chegar lá e o que considerar antes de ir

O caminho mais comum é pelo aeroporto internacional do Cairo (CAI), que fica a sudeste da cidade. De lá até Guiza são aproximadamente trinta quilômetros. O transporte mais barato é o ônibus público da linha número 900, que parte da estação Rod El Farag e chega à praça principal de Gizeh em cerca de cinquenta minutos, mas o ônibus é lotado e pouco confortável com bagagem. OUber ou taxis convencionais custam entre quinze e vinte dólares americanos, sem counting gorjeta. Se você pretende visitar as pirâmides no mesmo dia em que chega ao Cairo, evite sair antes das quinze horas. O calor do meio-dia nas areias de Guiza pode elevar a temperatura corporal rapidamente, e não há sombra significativa nos caminhos de acesso aos monuments. Já vi pessoas desistirem de entrar na câmara interna de Quéops por causa de desidratação leve, mesmo em dias considerados amenos.

Dentro do complexo, o acesso à câmara interna de Quéops exige subirl trinta e oito metros de corredores estreitos com apenas noventa centímetros de largura em alguns trechos. A capacidade de ventilação é limitada, e o número de visitantes por vez é controlado por turnos de dez minutos. Se você tem claustrofobia ou problemas respiratórios, vale a pena considerar pular essa parte e focar nas outras atrações do local. Uma última observação prática: os camelôs e guias informais fora dos portões oficiais costumam cobrar valores inflados que podem chegar a duzentos por cento acima do preço tabelado. O ingresso oficial custa entre quarenta e cinquenta libras egípcias, com desconto para estudantes e crianças. Pagar mais do que isso é sinal de que você aceitou um acordo informal que não tem garantia de nada.

Para quem quer uma visão geral sem entrar no campo arqueológico, há mirantes no hotel Terra Savoy e em alguns rooftop bars da região de Dokki, no lado oposto do Nilo. A vista é longe, mas permite entender a disposição real dos três monumentos e como eles se relacionam com a cidade ao redor, algo que não se consegue percebendo apenas caminhando entre as pedras.