O que é Sujeito Simples na Análise Sintática
Você já deve ter se deparado com aquela questão de concurso ou prova do ENEM que pede para identificar o sujeito de uma oração. E na maioria das vezes, a resposta certa não é tão óbvia quanto parece. O sujeito simples é, basicamente, aquele núcleo de sujeito que aparece como uma única palavra ou uma expressão indeterminada. Mas calma, a coisa não é tão linear assim.
Como identificar o sujeito simples na prática
Para encontrar o sujeito simples de uma oração, você precisa fazer uma pergunta ao verbo. Vamos pegar um exemplo concreto: "O gato comeu o peixe". A pergunta seria "quem comeu o peixe?". A resposta é "o gato", que é o sujeito. Como ele tem apenas um núcleo ("gato"), ele é classificado como sujeito simples. Outro exemplo: "Maria foi ao mercado". Pergunta: "quem foi ao mercado?". Resposta: "Maria". Sujeito simples, núcleo único, tudo certo.
Mas aqui vai o pulo do gato que muita gente não percebe: o sujeito simples nem sempre vem antes do verbo. Na língua portuguesa, a ordem das palavras é flexível. Então pode aparecer "Foi ao mercado Maria", onde "Maria" ainda é o sujeito simples, só que veio depois do verbo. Isso confunde bastante quem tá começando.
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O que sujeito simples não é
É importante deixar claro que sujeito simples é diferente de sujeito composto. No sujeito composto, temos dois ou mais núcleos ligados por conjunção. Por exemplo: "João e Maria foram ao mercado". Aqui, o sujeito é composto, porque tem dois núcleos: "João" e "Maria". Já no sujeito simples, existe apenas um núcleo. Também não confunda com objeto. O objeto é quem recebe a ação do verbo, não quem pratica. Em "O gato comeu o peixe", "o peixe" é o objeto direto, não o sujeito.
Caso real que me pegou desprevenido
Eu estava corrigindo uma prova de português quando me deparei com a frase: "Precisa-se de funcionários". A banca considerava o sujeito como indeterminado, mas eu inicialmente achei que fosse oração sem sujeito. A questão é que, quando o verbo está na terceira pessoa do singular seguido de "se" e exige preposição (neste caso, "de"), o sujeito fica indeterminado. Esse é um desses casos que parece simples mas Armadilha. Eu levei um tempinho pra mear com essa nuance, mas depois de entender a lógica, fica mais tranquilo.
Dica prática que funciona
Quando você estiver analisando uma oração e não souber se o sujeito é simples ou composto, tente subtrair elementos. Se sobrar apenas um núcleo, é simples. Se sobrarem dois ou mais ligados por conjunção, é composto. Funciona na maioria das vezes. Outra coisa: preste atenção nos pronomes oblíquos átonos "o, a, os, as". Eles podem funcionar como sujeito em certaines construções, o que acaba gerando dúvida. Mas isso já é outro papo.