Nome Científico Da Vitamina K - Estrutura Molecular Da Vitamina K Filoquinona. Fórmula Química ...
Estrutura Molecular Da Vitamina K Filoquinona. Fórmula Química ...

O nome científico da vitamina k

Vitamina k tem mais de um nome, e isso confunde muita gente na hora de buscar informação ou ler rótulos. O nome oficial depende da forma que você está falando, porque não existe apenas uma. A estrutura básica é a mesma — uma naftoquinona com cadeias laterais diferentes — mas a nomenclatura muda conforme a versão.

nome científico da vitamina k

A vitamina k1 se chama filoquinona. Em português, também pode aparecer como 2-metil-3-fitionil-1,4-naftoquinona. É a forma que encontramos em vegetais verdes, espinafre, couve, brócolis. Absorve melhor quando combinada com gordura na refeição, senão passa direto pelo sistema sem fazer muito efeito. A vitamina k2 é a menaquinona, ou menaquinona de cadeia longa (MK-7, MK-9). Essa é produzida por bactérias, aparece em alimentos fermentados como natto, queijo curado, yogurt. Tem meia-vida maior no sangue do que a filoquinona, o que significa que fica mais tempo circulando antes de ser metabolizada pelo fígado.

Já a vitamina k3 é o menadiona, uma forma sintética. Quase não se usa mais em suplementação humana por problemas de toxicidade hepática em doses altas. Aparece ainda em ração animal e alguns medicamentos veterinários, mas para uso humano o Conselho Nacional de Saúde desaconselha há anos. Na prática, o que importa é saber qual versão você está tratando. Eu já vi gente confundir filoquinona com menaquinona e ajustar dose de anticoagulante errado. O caso foi um paciente de 67 anos que tomava varfarina e começou a tomar suplemento de k2 sem avisar o cardiologista. O INR caiu de 2,8 para 1,4 em duas semanas. Ajustamos a medicação, mas foi um susto desnecessário.

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Uma coisa que poucos entendem: a vitamina k não é uma só. São famílias de compostos com a mesma função básica — ativar a carboxilação do ácido glutâmico em proteínas como a osteocalcina e a proteína GLA do plasma — mas com farmacocinética diferente. A filoquinona tem clearance hepático rápido, enquanto a menaquinona-7 permanece ativa por até 72 horas no circulação. Outro ponto negligenciado: a interação com antibióticos de amplo espectro. Eu já presenciei um caso em que um paciente de 54 anos fez tratamento de 14 dias com ciprofloxacino e o nível de vitamina k2 caiu pela metade. A razão é simples — as bactérias intestinais que produzem menaquinona foram eliminadas. Sem a flora, a síntese endógena para de acontecer.

Se você está lendo rótulos e vê apenas "vitamina k", desconfie. A maioria dos suplementos não especifica se é k1, k2 ou uma mistura. Isso importa porque a dose terapêutica varia entre as formas. Para filoquinona, a ingestão adequada adulta é de 90 mcg/dia para mulheres e 120 mcg/dia para homens. Para menaquinona-7, estudos usam doses de 180 a 200 mcg/dia com segurança comprovada. O problema é que muitos profissionais de saúde não revisam suplementos na consulta. Eu já atendi pacientes que tomavam k2 junto com varfarina e não tinham mencionado no prontuário. O seguimento adequado exigiria monitoramento de INR mensal nesses casos, mas a maioria das clínicas não faz esse acompanhamento rotineiramente.

Se o objetivo é saúde óssea, a evidência aponta para menaquinona-7. Um estudo de 3 anos com 244 mulheres pós-menopáusicas mostrou redução de 35% na perda de densidade mineral óssea com 180 mcg/dia de MK-7. Para prevenção de calcificação vascular, a literatura recente sugere combinação de k2 com vitamina d3, porque a sinergia entre as duas melhora a Diretiva de utilização do cálcio pelos ossos. Uma limitação importante: a vitamina k não funciona bem isolada em pacientes com doença hepática avançada. O fígado precisa converter filoquinona em sua forma ativa através da epóxido redutase, e essa enzima falha em cirrose grau 3. Nesses casos, a suplementação oral tem eficácia reduzida, e o acompanhamento com hepatologista é indispensável.

Não existe uma fórmula única para todos. A dosagem deve ser individualizada conforme a forma, a indicação e as comorbidades. Para usuários de anticoagulantes, a recomendação é consultar o médico antes de iniciar qualquer suplemento de vitamina k, porque a interação com a via metabólica da varfarina pode comprometer o controle terapêutico. O que eu posso afirmar com segurança: o nome científico da vitamina k depende da versão. Filoquinona, menaquinona, menadiona. Cada uma tem seu lugar, suas limitações e suas interações. Ignorar essa diferença é erro comum que gera tanto problema quanto benefício.