O que você precisa saber antes de baixar
A região Norte do Brasil tem nove estados e uma área que passa de cinco milhões de quilômetros quadrados. A maioria dos mapas que aparecem em pesquisas gratuitas tem problemas sérios de resolução ou estão desatualizados quanto aos municípios. Eu já vi muita gente tentarem imprimir esses arquivos e ter que refazer tudo na mão por causa de fronteira que não batia com a realidade. O segredo é não aceitar o primeiro resultado que aparecer. A maioria dos sites que oferecem mapa da região norte para imprimir simplesmente redistribuem imagens de baja qualidade geradas por ferramentas automatizadas, sem escalar corretamente para impressão em papel A3 ou maior.
Como encontrar um mapa da região norte para imprimir que realmente funciona
O IBGE é a fonte mais confiável. Eles disponibilizam mapas vetoriais e raster em resolução boa diretamente no site deles, na seção de cartografia. Você pode baixar o shapefile completo da região Norte e exportar num tamanho que dê para imprimir sem perder detalhes. O link direto fica na seção de downloads do mapa do Brasil por regiões. O segundo caminho é o Google Maps ou o OpenStreetMap, mas aí você vai precisar de uma ferramenta de impressão customizada. O Google não deixa você imprimir uma região inteira de uma vez sem cortar. O que eu faço é usar o print SCRAP ou similares para capturar o mapa inteiro em várias faixas e depois juntar no GIMP ou no Inkscape, ajustando a escala para 150 DPI no mínimo se for imprimir em casa, ou 300 DPI se for levar a uma gráfica.
Tem também a opção do ArcGIS Online ou QGIS. Se você tiver acesso a uma licença, o processamento é rápido. Com QGIS, que é gratuito, você carrega os dados do IBGE, monta o layout com a extensão Print Layout, define a legenda, a rosa dos ventos, a escala numérica e gráfica, e exporta como PDF. Isso leva uns dez minutos na primeira vez, depois vira rotina. Um problema que eu encontrei na prática foi com o estado de Roraima. Muitos mapas mostram a divisa com a Venezuela e a Guiana como se fosse retilínea, mas a verdade é que o tratado de limites de 1900 tem trechos sinuosos que mapas simplificados ignoram completamente. Se você for usar isso para algo acadêmico ou técnico, precisa conferir com o documento original do IBGE ou com o relatório da Comissão de Limites. Não confie no mapa genérico.
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Detalhes que fazem diferença na hora de imprimir
A região Norte tem propensão a problemas de projecão se você não prestar atenção. O padrão web (Web Mercator, EPSG:3857) distorce bastante as áreas perto da linha do equador, que é onde a maioria da região se situa. Para impresso, o ideal é usar uma projeção conforme conforme a necessidade, muitas vezes o Sistema Projeção Lambert Conformal Conic ou mesmo o UTM zona apropriada para cada estado. O ganho em fidelidade geométrica é notável quando você amplia o mapa para tamanho A2 ou A1. Outro ponto que poucas pessoas consideram é a escala. Se o objetivo é mostrar os nove estados com os limites municipais, você precisa de um mapa em pelo menos 1:1.000.000 ou maior. Mapas em escala menor que isso vão esconder cidades importantes e transformar rios como o Madeira e o Tapajós em linhas sem expressão. Eu já vi materiais didáticosem com escala tão pequena que o Amazonas parecia menor do que São Paulo, o que é geograficamente absurdo.
A impressão em si também demanda atenção. A tinta jato de tinta comum borra em papéis foscos de gramatura baixa. Se você for imprimir em casa, use papel pelo menos 90g/m² e faça um teste em uma página antes de gastar tinta. Em gráfica, pedir papel couchê fosco com laminação opaca resolve o problema de brilho e durabilidade. O custo de um mapa em A3 saindo em uma gráfica rápida gira em torno de cinco a quinze reais, dependendo do acabamento. Se o mapa é para uso escolar ou material de consulta rápida, uma alternativa interessante é o Imagemweb ou o Wikimedia Commons, onde existem versões em domínio público com boas resoluções. O problema é que muitas dessas imagens não vêm com legenda atualizada ou fonte claramente indicada, o que gera dor de cabeça depois na hora de Referenciar.
O caminho mais prático que eu recomendo
Eu costumo seguir este fluxo: baixo o shapefile da região Norte no site do IBGE, abro no QGIS, aplico uma projeção adequada, adiciono camada de rodovias e hidrografia quando necessário, configuro o Print Layout com escala de 1:2.500.000 para uma visão geral ou 1:1.000.000 para mais detalhe, exporto em PDF com fontes embutidas e mando imprimir. O processo todo leva cerca de vinte minutos quando o computador não está com carga pesada. Se você já tem o template montado, cai para oito minutos. A desvantagem é que esse método exige um computador razoável e um tempo inicial de aprendizado. Para quem precisa apenas de um mapa rápido e simples para colar em um mural, às vezes vale mais a pena usar uma imagem pronta do Google Earth Studio ou mesmo do Our World in Data, que oferecem downloads diretos em alta resolução sem complicação. O comprometimento é que você perde o controle sobre elementos como legenda e escala personalizada.
Se a sua necessidade é estritamente cartográfica e técnica, eu indicaria também o site do MapBiomas. Eles têm mapas temáticos da região Norte atualizados anualmente, mostrando desmatamento, uso do solo e outras camadas que mapas estáticos não cobrem. O download é gratuito e a resolução é suficiente para impressão em A3 com boa qualidade.