Lei De Açao E Reaçao - Terceira Lei de Newton: Ação e Reação | 3 lei de newton, Lei da ação e ...
Terceira Lei de Newton: Ação e Reação | 3 lei de newton, Lei da ação e ...

Entendendo o que acontece quando você empurra algo

A primeira vez que percebi que a coisa era mais complexa do que parecia estava num domingo à tarde, tentado empurrar um carrinho de supermercado com um dos pneus travados. Meu braço doía, o carro não movia, e eu simplesmente não entendia por que a força que eu aplicava não equivalia ao movimento. Quando finalmente desatravei o pneu, levei uns cinco segundos pra ver que a resposta estava em qualquer física básica que eu tinha ignorado na escola.

O princípio por trás da lei de ação e reação

O que a galera chama de "terceira lei de Newton" na verdade é bem mais simples do que parece quando você para pra pensar. Quando você faz qualquer coisa num objeto, esse objeto simultaneamente faz a mesma coisa de volta em você. Não é mágica, não é filosofia, é só uma descrição de como as forças funcionam no mundo físico que a gente habita. A fórmula que todo mundo decora pra prova é F = m × a, mas isso só te dá metade da história. O que realmente importa é entender que forças sempre vêm em pares. Se você empurra a parede com cinqüenta newtons, a parede empurra você de volta com cinqüenta newtons. Simples assim. O problema é que a maioria das pessoas acha que essas forças se cancelam, o que não faz sentido algum se você já viu alguém escorregando no gelo depois de empurrar algo pesado.

Eu já vi engenheiros novatos cometerem o erro clássico de pensar que a força de ação age só num corpo e a de reação no outro, como se fossem forças independentes. Na verdade, elas atuam em corpos diferentes, o que explica por que você se move pra trás quando pula de um caçilho pequeno mas o caçilho quase não se move pra frente. A massa diferente faz toda a diferença na aceleração resultante.

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Como aplicar isso na prática sem errar

Quando você está resolvendo problemas de física, o primeiro passo é sempre identificar quais objetos estão interagindo. Não adianta nada desenhar diagramas de corpo livre se você não sabe exatamente com quem cada força está competindo. EuCostumo começar marcando os dois corpos envolvidos e depois traçando setas simétricas pra mostrar os pares de ação e reação. O truque que funciona na maioria dos casos é lembrar que esses pares nunca atuam no mesmo objeto. Se você está calculando a aceleração de um bloco_descendo uma rampa, a força da gravidade puxando pra baixo e a normal empurrando pra cima não são par de ação e reação. A ação é a Terra puxando o bloco, a reação é o bloco puxando a Terra. A normal vem de outra interação completamente diferente.

Na prática de laboratório, medir essas forças exige equipamento básico mas exige cuidado. Um dinamômetro simples resolve pra maioria das experiências caseiras, mas você precisa garantir que a leitura seja feita em repouso ou velocidade constante. Quando há aceleração envolvida, a mola do dinamômetro distorce a medida por inércia interna. O problema que eu mais vejo acontecendo é aplicar a lei de ação e reação em sistemas com atrito sem considerar que o atrito também gera seu par simétrico. Se você arrasta uma caixa pelo chão, o chão exerce atrito pra trás na caixa mas a caixa exerce atrito pra frente no chão. Essa última força geralmente é tão pequena que ninguém percebe, mas ela existe e pode ser medida com equipamento sensível.

Onde a coisa complicada acontece

A situação que mais trava os estudantes envolve dois patins_colidindo em gelo. Parece simples num primeiro momento mas exige cuidado com referenciais. Quando o patinsA empurra o B pra trás, o B empurra o A pra frente com a mesma intensidade mas sentidos opostos. A diferença é que se o A for mais pesado, ele vai acelerar menos mas ainda assim vai recuar. Um detalhe que quase ninguém menciona é que essas forças são iguais em magnitude mas não necessariamente produzem efeitos iguais. Um mosquito batendo no parabrisade um caminhão em movimento experimenta a mesma força que o vidro experimenta, mas as consequências são muito diferentes. A massa mínima do inseto faz com que a aceleração seja devastadora.

O erro mais comum é tentar usar essa lei pra explicar por que foguetesfuncionam no vácuo. A propulsão vem da expulsão de gases pra trás criando empuxo pra frente. Não é reação contra o ar como muita gente pensa, é conservação de momento que explica tudo. O limitação mais importante dessa abordagem é que ela só funciona em sistemas fechados ou quando você considera todas as interações possíveis. Num colisão real entre carros, se um for trinta por cento mais pesado que o outro, as forças são iguais mas as deformações e desacelerações serão completamente diferentes.