Exercicios De Oracoes Coordenadas - Exercícios de Orações Coordenadas | PDF
Exercícios de Orações Coordenadas | PDF

O que são orações coordenadas e por que todo mundo se confunde

Orações coordenadas são frases independentes que se ligam sem que uma dependa da outra sintaticamente. Existem cinco tipos: aditiva, adversativa, disjuntiva, conclusiva e explicativa. A regra parece simples até você pegar uma prova ou um texto real e perceber que os conectivos às vezes enganarem.

exercicios de oracoes coordenadas

Antes de dar exercícios, deixa eu explicar algo que raramente aparece em material didático: o conectivo nem sempre indica o tipo de coordenação pelo nome tradicional. O "mas" é adversativo, sim, mas o "porém", "contudo" e "todavia" são sinônimos no mesmo tipo. Já o "e" pode ser aditivo ou simplesmente cumulativo, e isso muda a análise semântica, embora a classificação gramatical continue sendo a mesma. A maioria dos livros não detalha isso, e os alunos erram nas questões de interpretação porque tratam todos os "e" como iguais. Aqui vão exercícios com gabarito comentado:

Exercício 1: Classifique as orações coordenadas abaixo: a) Choveu bastante, mas o evento ocorreu normalmente.

b) Ela estudou muito, portanto passou na prova. c) Ele não veio nem ligou para justificar o atraso.

d) Podemos ir ao cinema, ou ficamos em casa assistindo filme? e) O relatório estava incompleto, pois faltavam os dados financeiros.

Gabarito comentado: a) Oração coordenada adversativa. O "mas" introduz uma oposição em relação à ideia anterior. Não confunda com concessiva — essa seria uma subordinada.

b) Oração coordenada conclusiva. O "portanto" estabelece uma conclusão lógica em relação à primeira oração. O mesmo vale para "logo", "assim", "por isso". c) Oração coordenada aditiva. O "nem" soma uma negação à anterior. É diferente do "mas não", que seria adversativo.

d) Oração coordenada disjuntiva. O "ou" apresenta alternativa entre duas opções. e) Oração coordenada explicativa. O "pois" aqui explica ou justifica a afirmação anterior. Cuidado: o "pois" também pode ser causal em outros contextos. O sentido define o tipo.

Exercício 2: Reescreva as frases substituindo o conectivo por um sinônimo do mesmo tipo de coordenação: a) O preço subiu, contudo as vendas aumentaram.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

b) Ele correu rápido, assim chegou primeiro. c) Não gostei do filme, mas a trilha sonora era excelente.

d) Você estuda ou vai reprovar no semestre. e) Estamos juntos, pois a amizade é importante.

Gabarito comentado: a) O preço subiu, mas / todavia / entretanto as vendas aumentaram.

b) Ele correu rápido, portanto / logo / por isso chegou primeiro. c) Não gostei do filme, porém / no entanto a trilha sonora era excelente.

d) Você estuda ou vai reprovar no semestre. (Neste caso, não há sinônimo direto de "ou" que mantenha a disjunção sem mudar o sentido.) e) Estamos juntos, porque / já que a amizade é importante. (Atenção: "pois" e "porque" aqui exercem função explicativa, não causal. A linha é tênue e depende do contexto.)

Exercício 3: Identifique o erro de classificação e corrija: "Ele é pobre, porém é feliz."

Resposta: Não há erro. "Porém" é adversativo, e a oração coordena-se corretamente. Essa pegunta existe porque muitos alunos aprendem de cor que "porém" é concessivo — e concessivo é de subordinada, não de coordenada. O erro comum é confundir a nomenclatura e descartar a classificação correta por preconceito. Um problema que eu encontrei na prática, e que parece simples mas causa confusão recorrente, é a frase: "Fiz o trabalho, mas não recebi crédito." Em algumas bancas de concurso, essa oração é classificada como adversativa, o que está correto. Porém, quando a estrutura é invertida — "Não recebi crédito, mas fiz o trabalho" — o sentido pragmático muda: agora o foco argumentativo está na primeira oração, não na segunda. A classificação gramatical permanece a mesma, mas a interpretação muda completamente. Eu costumava resolver isso pedindo para os alunos destacarem primeiro o conectivo, depois perguntarem: "o que está sendo contraposto?" Se a resposta for clara, a análise fica mais precisa. Sem esse passo intermediário, a tendência é classificar pelo automato e errar em questões de interpretação mais elaboradas.

Outro ponto que os materiais ignoram: orações coordenadas sindéticas e assindéticas. Nas sindéticas, o conectivo está presente. Nas assindéticas, a coordenação ocorre sem conectivo, apenas por vírgula ou junção direta. Exemplo: "Chegou, viu, venceu." As três orações estão coordenadas aditivamente, sem "e". Isso cai muito em provas, e a maioria dos alunos só treina com conectivos explícitos, então leva susto quando encontra a versão assindética. O limitação principal dos exercícios convencionais é que eles raramente abordam casos ambíguos ou fronteiriços. O "pois" é o pior exemplo. Pode ser explicativo (coordenada), causal (subordinada) ou até conjunção integradora em registros formais. Em análises prescritivas, a banca espera uma resposta única. Na língua real, a classificação depende do contexto e da intenção do falante. Se você está se preparando para prova, Treine identificando o sentido funcional antes de escolher a classificação. Leia frases completas, pense na relação lógica, e só depois marque a alternativa.

Se quiser praticar mais, posso montar uma lista específica com foco nos conectivos que mais causam confusão, como "mas", "porém", "contudo", "todavia" e "pois". Dizer quais áreas deseja reforçar ajuda a montar algo mais direcionado.