Concordância nominal na prática
O assunto é mais simples do que a maioria dos materiais didáticos deixam parecer. Concordância nominal trata basicamente de fazer os adjetivos, pronomes e outras flexões acompanharem o substantivo em gênero e número. O problema real não está aí. Está nas exceções e nas construções que parecem obedecer uma regra mas, na verdade, obedecem outra.
exercícios de concordância nominal com gabarito
Achei uma coleção boa no site do Clube Português. O link direto é clique aqui. Tem uns duzentos itens, divididos por dificuldade, e o gabarito vem logo abaixo de cada bloco. Não é o melhor material que já vi, mas cobre o suficiente para treinar sem gastar tempo navegando. Tem uma pegadinha que aparece com frequência e quase todo mundo erra na primeira vez. O adjetivo depois de "suficiente" não precisa concordar quando o termo regido fica implícito. Eu perdi dois minutos num exercício pensando que "elas eram suficientes" estava errado porque o gabarito marcava como correta a forma "suficientes" referindo-se a "elas", mas o certo mesmo é depender do contexto. Quando o substantivo volta como complemento — "elas eram suficientes para o trabalho" — o adjetivo concorda normalmente. Quando não volta, a coisa fica fluida.
O mesmo vale para "anexo", "incluso", "mesmo" e "próprio". Eles variam quando funcionam como adjunto adnominal. Não variam quando são parte de locução verbal ou expressão fixa. O material do Clube Português aborda isso, mas de forma dispersa. Se você quiser algo mais organizado, o professor Cassio Marques tem um PDF que lista as regras e as exceções em tabela. É mais seco, mas economiza tempo de leitura. Outro ponto que todo mundo pula: "bastante" como adjetivo varia. Como advérbio, não. "Elas eram bastantes" está errado. "Eram bastante pacientes" está correto. O exercício 47 do gabarito do Clube Português testa exatamente isso, e o erro mais comum é marcar como incorreta a forma com "bastante" invariável em função adverbal. Eu demorei para notar porque o enunciado envolvia uma oração subordinada e a distração era proposital.
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Se o seu objetivo é passar em concurso, foque nos itens que misturam concordância nominal e verbal no mesmo período. A banca costuma colocar uma armadilha dupla. O candidato corrige o verbo e esquece o adjetivo, ou faz o contrário. O gabarito padrão não avisa qual armadilha está ativa, então o treino tem que ser ativo: escreva a justificativa de cada erro antes de conferi-la. Tem um caso específico que me incomodou num simulado. A frase "As matérias, conforme os relatórios, estão anexas" parecia correta à primeira vista. O gabarito marcou como errada. A questão é que "conforme os relatórios" isola o sujeito e, em alguns padrões formais, exige que o adjetivo se refira ao núcleo mais próximo, o que pode gerar ambiguidade. A correção recomendada pelo examinador era "As matérias, segundo os relatórios, estão anexas." Não é uma regra absoluta da gramática, é uma preferência de banca. Vale anotar.
Para quem quer material extra, o Brasil Escola tem uma lista com cinquenta itens e gabarito comentado. O link é https://www.brasilescola.com/exercicios-de-portugues/exercicios-sobre-concordancia-nominal.htm. Não é tão completo quanto o Clube Português, mas os comentários ajudam quando você trava numa questão de "meia" e "oreférico". Um detalhe prático: se você estiver resolvendo exercícios e notar que erra sempre o mesmo tipo de questão, pare de fazer novos itens por alguns dias. Volte só para aquele padrão. A repetição dispersa não melhora o desempenho em concordância nominal. O ganho vem da concentração seletiva. Em duas semanas de foco só nas exceções, a taxa de acerto costuma subir de sessenta para oitenta e cinco por cento, dependendo do nível inicial.
Se quiser, posso montar uma seleção personalizada com base nos seus erros recentes. Manda a lista de questões que errou e o contexto da prova. Eu filtro as que realmente valem a pena e recomendo o trecho certo do gabarito para revisar.