Dia De Ação De Graças Origem - Brejonense: DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS! Você conhece a origem?
Brejonense: DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS! Você conhece a origem?

A história real por trás do feriado

O dia de ação de graças nos Estados Unidos tem origem num evento que aconteceu em 1621, no Plymouth Colony, atual Massachusetts. Os peregrinos puritanos que chegaram a bordo do Mayflower no ano anterior passaram um inverno devastador. Metade da colônia morreu de escorbuto, pneumonia e outras doenças. Sobreviventes como William Bradford e Myles Standish documentaram o período, e esses registros são a base do que conhecemos hoje. Depois da primeira colheita, em setembro de 1621, os colonos americanos realizaram uma celebração de três dias em agradecimento. John Smith, que havia visitado a região antes, descreveu o encontro entre os sobreviventes e o povo Wampanoag, liderados pelo chefe Massasoit. Cerca de 90 membros da tribo compareceram ao evento, trazendo cervos como contribuição alimentar. O governador colonial, William Bradford, organizou o que seria posteriormente romantizado como o primeiro Dia de Ação de Graças.

dia de ação de graças origem e como isso se tornou feriado nacional

O feriado não era oficial por séculos. Cada estado americana escolhia sua própria data, geralmente na quinta-feira de outono, mas em épocas diferentes. Foi Abraham Lincoln quem, em 1863, durante a Guerra Civil, declarou o quarto jueves de novembro como Dia de Ação de Graças nacional. Sarah Josepha Hale, escritora e editora do Godey's Lady Book, passou quase 40 anos enviando cartas a presidentes e legisladores buscando essa unificação. Ela conseguiu no quinto mandato presidencial de Lincoln. Franklin D. Roosevelt mudou a data em 1939, adiantando o feriado para a terceira quinta-feira de novembro, com o objetivo de prolongar a temporada de compras de Natal durante a Grande Depressão. Congressistas protestaram fortemente, chamando o ato de "Falso Thanksgiving". Roosevelt acabou recuando em 1941, e a data fixou-se definitivamente no quarto jueves de novembro.

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Eu cheguei a pesquisar documentos originais sobre os primeiros relatos coloniais em arquivos da Massachusetts Historical Society. A dificuldade é que praticamente não há registros escritos dos Wampanoag sobre aquele evento de 1621. Tudo o que temos vem das crônicas inglesas, escritas décadas depois, já com viés religioso e colonial. Isso significa que a narrativa padrão — colonos gratos recebendo ajuda indígena — é uma versão simplificada que omite massacres, conflitos subsequentes e a devastação de doenças europeias que dizimou populações nativas americanas anos antes do contato com os peregrinos. Prática comum: muitos professores de história nos EUA evitam abordar o lado controverso do feriado em salas do ensino fundamental, focando apenas na narrativa tradicional. Se você quer uma visão mais completa, recomenda-se consultar fontes primárias ou livros de historiadores como James Axtell e Benjamin Keen, que detalham o contexto indígena e os conflitos pós-contato.

Outro ponto que poucas pessoas sabem é que o prato principal da celebração original provavelmente não incluía peru. Os relatos de Edward Winslow mencionam "wild fowl" — aves silvestres — que poderiam ser patos, capixumbas ou gansos. O peru só se tornou simbólico décadas depois, quando se tornou acessível economicamente para famílias coloniais e, mais tarde, de classe média. Se você está estudando o tema academicamente, tenha cuidado com a fonte do Thanksgiving Day de 1863. O proclamação de Lincoln usa linguagem religiosa específica — "the gratitude of our country" — mas não menciona os peregrinos de 1621. A conexão entre os dois eventos foi construída tardiamente por escritores do século XIX, como Nathaniel Hawthorne e Lydia Maria Child, que buscavam criar uma narrativa nacional unificadora. O feriado não começou como celebração da colheita dos puritanos; começou como pedido de paz e unidade durante a guerra civil americana.