Regras de caixa alta depois do verbo ser
Quando você escreve em português, a dúvida aparece sempre na mesma situação: colocou o verbo é e não sabe se a palavra seguinte vai pra maiúscula ou continua minúscula. A resposta curta é que depende do tipo de predicado e do que vem depois. Não tem regra mágica que valha pra tudo.depois de é letra maiuscula
Na maioria dos casos, não é letra maiuscula mesmo. O uso correto é minúscula. Você escreve frases como "o problema é simples", "a culpa é dele" ou "o resultado é positivo". Nesses exemplos, o predicativo do sujeito é um adjetivo ou um pronome, e a norma mantém tudo em caixa baixa. Essa é a tendência padrão do português. Eu já passei trabalho com isso na prática editorial. Tinha um texto técnico onde eu precisava decidir se escrevia "a conclusão é: os dados são inconclusivos" ou "a conclusão é os dados são inconclusivos". A vírgula mudou tudo. Com dois-pontos, eu podia capitalizar a primeira letra da oração seguinte sem problemas. Sem pontuação, minúscula. Esse detalhe é o que separa o amador do profissional nessa situação. Quando é que a maiúscula aparece mesmo? Basicamente em três hipóteses. A primeira é depois de dois-pontos, quando inicia uma citação direta ou uma enumeração explicativa. A segunda é quando o predicativo é um substantivo próprio. A terceira é em títulos ou chamadas, onde as regras de caixa alta do início de frase valem pra tudo que segue, mas isso já é estilo visual, não gramática pura.Veja alguns exemplos práticos. "A solução é simples" — minúscula. "O nome dele é Carlos" — minúscula no predicado, maiúscula só no próprio nome. "A verdade é: ninguém vai resolver" — maiúscula depois do dois-pontos. "O plano é o Projeto Alfa" — maiúscula só porque "Projeto Alfa" é nome próprio. Percebe a diferença? O filtro é o tipo de termo que ocupa o lugar do predicativo.
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