Contas De Multiplicação 5 Ano Com Dois Algarismos - Contas De Multiplicação Para 5 Ano - GITEDU
Contas De Multiplicação Para 5 Ano - GITEDU

Como ensinar e resolver multiplicações de dois algarismos no 5º ano

Multiplicação de dois algarismos por dois algarismos é um dos pontos onde a maioria das crianças travam. Não é difícil, mas exige que vários passos sejam seguidos na ordem certa. Se um deles for pulado ou feito de cabeça quente, o resultado sai errado e o aluno fica confuso sem saber onde errou. No 5º ano, a conta básica é algo como 34 x 27. O algoritmo tradicional funciona assim: você multiplica o 34 pelo 7 primeiro, depois pelo 2, mas esse 2 na verdade é 20, então o resultado dessa segunda parte deve ser deslocado uma casa para a esquerda. Por fim, soma-se os dois parciais.

contas de multiplicação 5 ano com dois algarismos

Vou explicar direto com um exemplo real que eu vejo todo dia. Vamos fazer 47 x 36. Passo um: multiply 47 por 6. Sete vezes seis é quarenta e dois. Escreve-se 2 e leva-se 4. Quatro vezes seis é vinte e quatro, mais o quatro que ficou de trás dá vinte e oito. O primeiro parcial é 282.

Passo dois: multiply 47 por 3. Mas aqui tem um detalhe que os alunos sempre erram. O três está na casa das dezenas, então esse resultado representa 1410, não 141. Na prática, você escreve 141 deslocado uma casa para a esquerda, colocando um zero à direita ou simplesmente começando a escrever sob a coluna das dezenas. Sete vezes três é vinte e um. Escreve-se 1 e leva-se 2. Quatro vezes três é doze, mais dois dá quatorze. O segundo parcial é 141, escrito deslocado.

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Passo três: some 282 mais 1410. Isso dá 1692. O problema mais comum que eu encontro é a criança esquecer o zero de deslocamento. Ela faz a segunda multiplicação direitinho, mas escreve o 141 alinhado errado e aí soma 282 com 141, chegando a 423. Errou completamente e não sabe por quê. A correção que funciona é fazer ela marcar claramente as colunas das unidades, dezenas, centenas e milhares antes de começar. Quando o alinhamento está visual, o erro cai pela metade.

Outra coisa que pouca gente explica direito: a verificação por aproximação. Antes de confiar no resultado, você pode arredondar. Quarenta e seta é perto de cinquenta. Trinta e seis é perto de cinquenta. Cinquenta por cinquenta é mil. O resultado real tem que ficar na mesma ordem de grandeza. 1692 faz sentido. Se tivesse dado 423, claramente algo estava errado. Tem alunos que travam nas tabuadas dentro da conta. Isso é um gargalo real. Não adianta só repetir o algoritmo se a base não está sólida. Recomendo gastar pelo menos duas semanas focando apenas nas tabuadas problemáticas antes de avançar para multiplicações maiores. Quem decorou tudo decora rápido, mas quem tem lacuna vai sofrer em cada conta nova.

Um exercício que costuma ajudar é practicar com números redondos primeiro. Por exemplo, 30 x 20, depois 30 x 27, depois 47 x 27. Vai construindo a conta passo a passo em vez de pular direto para o difícil. A transição é mais suave e o aluno ganha confiança. Para quem quer material pronto, a internet tem diversas opções gratuitas. Sites como Khan Academy Brasil, Tabuada.net e o portal do Ministério da Educação oferecem listas de exercícios com gabarito. O ideal é alternar entre prática guiada, onde o professor mostra passo a passo, e prática autônoma, onde o aluno resolve sozinho. Só com repetição variada é que o algoritmo vira automático.

Se a criança tiver dificuldade persistente mesmo com explicação e prática, vale investigar se o problema é de memória de trabalho ou de compreensão do sistema posicional. Às vezes o aluno decora o procedimento mas não entende por que o deslocamento existe. Quando isso acontece, voltar para o material concreto, como blocos base dez, resolve o problema raiz em duas ou três sessões.