Conclusão Redação Pronta - Modelo de Conclusão para Redação do Enem | Conclusao redacao pronta ...
Modelo de Conclusão para Redação do Enem | Conclusao redacao pronta ...

O que é e como funciona na prática

Conclusão redação pronta é um modelo estruturado de fechamento para textos dissertativo-argumentativos, usado principalmente em vestibulares, Enem e concursos. Não é algo mágico que resolve o texto sozinho. É uma parte do trabalho que já vem formatada com conectivos, retomada da tese e propostas de intervenção quando o tema exige. Muita gente acha que basta decorar um parágrafo e colar no final, mas esse é exatamente o erro que faz a nota cair. A estrutura básica segue três elementos: retoma da tese em outra palavra, argumento sintetizado e proposta de ação com agente, ação, meio/modo e finalidade. Se faltar algum desses, o parágrafo fica incompleto e o avaliador percebe na hora. Um exemplo simples seria o fechamento de um texto sobre violência urbana: em vez de falar só "é preciso acabar com a violência", você aponta qual poder público deve fazer o quê, como e para quê. Isso muda completamente a classificação.

Como montar sua conclusão redação pronta

Vou explicar do jeito que funciona na prática, não no papel. O processo leva cerca de 10 minutos quando você já tem o raciocínio pronto, mas se você está começando do zero pode gastar entre 20 e 30 minutos no primeiro texto. A diferença é que depois de treinar cinco ou seis temas, o tempo cai para menos de oito minutos por conclusão. Primeiro você precisa ter certeza de qual foi a tese que desenvolveu no desenvolvimento. Se os argumentos lá fora forem contraditórios entre si, a conclusão vai herdar essa contradição e o resultado será um parágrafo confuso. Eu vi isso acontecer muito em correções. O candidato escreve um D1 defendendo que o governo deve investir em educação, e no D2 argumenta que o problema é a falta de valorização salarial dos professores, mas não conecta as duas coisas. Quando chega na conclusão, ele não sabe qual tese está fechando.

O passo seguinte é listar os conectivos que você vai usar. Os mais recorrentes e seguros são "portanto", "diante disso", "assim sendo", "logo" e "nesse sentido". Evite "portanto" se já o usou no primeiro parágrafo de desenvolvimento. Repetição de conetivo dentro do mesmo texto é uma marca clara de produção apressada. Escolha um que ainda não apareceu e use-o na primeira linha. Depois vem a síntese dos argumentos. Aqui tem um detalhe que poucos prestam atenção: não repita os argumentos palavra por palavra. O avaliador já leu eles nos desenvolvimentos. Você deve resumir a lógica que os une, não os conteúdos em si. Em vez de "como dito anteriormente, a falta de investimento...", escreva "a insuficiência de recursos, somada à ausência de fiscalização...". Isso mostra que você está fechando um raciocínio, não fazendo cópia.

A parte da proposta de intervenção é onde a maioria erra. No Enem, por exemplo, a competência 5 avalia especificamente a proposta, e ela precisa ter agente (quem executa), ação (o que faz), meio/modo (como faz) e finalidade (para quê). Se faltar um desses elementos, você perde de dois a cinco pontos nessa competência. Já corrigi textos em que o candidato escreveu "é necessário melhorar as escolas" sem dizer quem deve melhorar, como melhorar ou para que serve a melhoria. Isso é proposta vazia e não passa de opinião disfarçada. Quando eu monto uma conclusão, geralmente uso esta ordem: conectivo + síntese da tese + proposta com os quatro elementos. Uma versão curta ficaria assim: "Diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas específicas e fiscalização municipal, implementar programas de reestruturação escolar com o objetivo de reduzir as desigualdades educacionais." Esse parágrafo tem 28 palavras, cumpre todos os requisitos da competência 5 e ainda soa natural.

Limitações que ninguém conta

Existem situações em que o modelo padrão de conclusão simplesmente não funciona, e você precisa saber disso antes de aplicar cegamente. O primeiro caso são temas que pedem uma posição ambígua ou reflexiva, não uma solução direta. Temas filosóficos ou históricos costumam se encaixar nesse perfil. Se o enunciado pede uma análise das causas de um fenômeno passado, por exemplo, fechar com uma proposta de intervenção do século XXI soa deslocado e até ingênuo para o avaliador. Nesses casos, a conclusão deve retomar a tese e consolidar a análise, sem forçar uma proposta que o tema não solicita. O segundo cenário problemático é quando o candidato não consegue desenvolver argumentos sólidos nos desenvolvimentos. Uma conclusão bem escrita não conserta um texto mal estruturado. Se os D1 e D2 forem rasos, repetitivos ou descontextualizados, o fechamento mais caprichado do mundo não vai subir a nota porque as competências 3 e 4 já foram comprometidas. A conclusão só potencializa um texto que já está funcionando. Ela não constrói um texto que não existe.

👉 Clique no botão abaixo para saber mais sobre o assunto!

Outro problema prático é o tempo. Em provas como o Enem, o candidato tem aproximadamente 40 minutos para escrever tudo, incluindo rascunho. Se você gastar mais de oito minutos pensando a conclusão, vai cortar tempo dos desenvolvimentos ou da introdução. A estratégia mais eficiente é pensar a conclusão antes de começar a escrever o texto. Anotar no rascunho qual será o agente e a ação antes de iniciar a Redação Enem ajuda muito a não travar no final. Eu costumo deixar essa estrutura preparada no caderno de rascunho enquanto escrevo os desenvolvimentos, o que reduz o tempo efetivo de escrita da conclusão para três ou quatro minutos. Se o seu objetivo é apenas ter um modelo para treinar em casa, plataformas como o Stoodi oferecem aulas gratuitas sobre estrutura de redação que explicam cada parte com exemplos. Mas cuidado com conteúdo que promete atalhos milagrosos. Redações com nota máxima não surgem de fórmulas prontas, surgem de estrutura correta aplicada a argumentos consistentes.

Erros comuns que diminuem a nota

Um erro frequente é usar uma conclusão genérica que serve para qualquer tema. Frases como "é urgente refletir sobre o assunto" ou "todos devem contribuir para a mudança" são vazias porque não apontam quem, como ou para quê. O avaliador lê centenas dessas frases e elas não acrescentam informação alguma. Substitua por ações concretas ligadas ao tema específico. Outro erro comum é introduzir um argumento novo na conclusão. Esse parágrafo é para fechar, não para abrir novidades. Se você perceber durante a escrita que tem um bom argumento que não explorou, recoloque ele nos desenvolvimentos antes de começar a conclusão. Inserir informação nova no fechamento quebra a coerência textual e pode derrubar a nota na competência de coerência.

Também é comum confundir conclusão com resumo. Resumo repete o que já foi dito. Conclusão sintetiza e projeta. A diferença é sutil mas importante. Um resumo diz "vimos que o problema é X, Y e Z". Uma conclusão diz "considerando X, Y e Z, a solução passa por fazer A, B e C". Se o seu parágrafo final apenas repetir os desenvolvimentos com outras palavras, ele não está cumprindo a função de conclusão.

Dicas de revisão antes de entregar

Antes de passar a limpo, leia a conclusão em voz baixa. Se ela soar como um parágrafo qualquer que você colocaria em qualquer texto, reformule. A conclusão deve dar a sensação de que o texto só podia terminar daquela forma para aquele tema específico. Se trocar o tema e a conclusão continuar funcionando, ela é genérica demais. Verifique também a coesão interna. Os conectivos precisam fazer sentido lógico entre si. "Portanto" indica conclusão de raciocínio. "Contudo" indica oposição. Misturar esses dois no mesmo parágrafo gera ambiguidade. Se você usou "contudo" no primeiro parágrafo de desenvolvimento, não use "portanto" na conclusão se quiser manter consistência argumentativa. Escolha um fio condutor e siga ele até o fim.

Por fim, conte as palavras. Uma conclusão entre 7 e 12 linhas, dependendo da grafia e do espaçamento, é o tamanho ideal. Menos que isso parece apressado. Mais que isso compete espaço com os desenvolvimentos e pode indicar que você está alongando ideias que já foram ditas. O equilíbrio entre concisão e completude é o que separa uma conclusão boa de uma conclusão excelente.