Veja o que é #FATO ou #FAKE na entrevista de Ana Amélia à GloboNews ...
Entendendo o uso de fake em português
O termo fake já entrOU no vocabulário do português brasileiro sem nenhum tipo de adaptação. A grafia permanece exatamente como em inglês: F-A-K-E. Não existe uma versão aportuguesada com acento ou modificação ortográfica. As pessoas usam direto, mesmo em textos formais, embora isso cause estresse desnecessário em revisões.
No dia a dia, você vai ver "fake" sendo aplicado de formas diferentes dependendo do contexto. Notícias, redes sociais, conversas informais. Em todos os casos, a escrita não muda. O problema real começa quando as pessoas tentam transliterar o som, como se fosse uma palavra que precisa se adaptar às regras fonéticas do português. Não precisa.
Como se escreve fake
Se a dúvida é estritamente ortográfica, a resposta é simples. Escreve-se fake, com f minúsculo no início da frase ou em caixa baixa, e F maiúsculo se vier no início de um título ou se for uma sigla. Em português, o plural fica fakes. Já vi gente escrever "fáce", "fac", "faque", o que mostra que a insegurança com vogais finais inglesas ainda é um problema comum. Nada disso existe. A palavra não se flexiona de maneira complicada.
Um cenário que encontrei na prática foi quando um cliente pediu para revisar um documento institucional onde o termo aparecia como "fake news" em vários momentos, mas o redator também havia usado "notícia falsa" em trechos equivalentes. O resultado era inconsistência. A recomendação foi padronizar: usar "fake" apenas quando se referir ao fenômeno midiático ou a conteúdo viral, e "falso/falsa" para descrições factuais. Isso evita confusão e mantém o tom do texto mais coerente.
Uma coisa que muita gente não considera: o termo fake funciona como adjetivo e substantivo. Como adjetivo, fica invariável. "Foto fake". "História fake". Como substantivo, no plural, vira "fakes". "Esses perfis são fakes". O erro mais frequente é concordar o adjetivo com o gênero do substantivo, como se fosse uma palavra portuguesa. Não é. Ele não varia.
Outro detalhe técnico que passa despercebido. Quando o termo aparece em citações, artigos acadêmicos ou documentos que exigem norma culta, alguns revisores marcam como erro e sugerem substituir por "falso". Tecnicamente, o uso de estrangeirismos não é proibido pela gramática normativa, mas em publicações científicas ou jurídicas pode ser questionado. A solução prática é inserir o termo entre aspas na primeira menção e adicionar uma nota explicativa, depois usar a forma traduzida nas ocorrências subsequentes. Economiza debate e mantém a precisão.
A parte mais chata envolve plataformas de revisão automática. Ferramentas de verificação ortográfica configuradas para português frequentemente sublinham "fake" como erro, o que gera uma cascata de alertas desnecessários em qualquer texto longo. A correção é simples: adicionar a palavra ao dicionário personalizado do programa que estiver usando, seja Word, Google Docs ou qualquer outro editor. Depois disso, o sublinhado some e o fluxo de revisão melhora consideravelmente.
Se você está procurando a grafia correta para usar em algum material, basta escrever fake. Sem hífen, sem acento, sem adaptação. O resto depende do contexto em que a palavra aparece.