Como Customizar O Abadá - Como customizar o abadá? 25 ideias simples para você fazer em casa
Como customizar o abadá? 25 ideias simples para você fazer em casa

Entendendo o abadá e o que dá para modificar

O abadá é aquela roupa de capoeira, geralmente branca, feita de um tecido leve que permite movimento. Quando a gente fala em customizar, as opções mais comuns são bordado com nome, aplicação de patches, pintura à mão e costura de detalhes em cores diferentes. A maioria das pessoas começa porque quer identificar o praticante na roda ou simplesmente deixar a roupa com a cara dele. O problema é que o tecido do abadá não aceita qualquer tipo de acabamento. Eu já comprei um abadá pronto, tentei costurar um nome bordado à máquina e o tecido enrugasou tudo, ficou impossível passar depois. A solução foi mandar fazer o bordado à mão mesmo, num ateliê especializado. Sairam uns 40 reais, mas ficaram bons e o tecido não deformou.

Como customizar o abadá: o que você precisa saber antes de começar

Antes de comprar qualquer coisa, observe o tecido. Abadás de qualidade costumam ser em meia-vida ou algodão leve. Tecidos muito finos rasgam fácil com agulha de bordado. Se o tecido for muito elástico ou sintético, evite cola têxtil, porque ela endurece o material e atrapalha o movimento na hora da ginga. Para customizar, separe o material. Fio de bordar, agulha de pele, retalho para base, tesoura, régua e fita métrica. Se for aplicar patches, use silicone têxtil ou costure pelas bordas. Pintura com tinta para tecido exige fixação com ferro de passar depois de seca, mas isso só funciona em áreas planas, sem dobras.

Eu já fiz uma Customização usando fita Vicks colada no tecido. Funcionou por duas lavagens. Na terceira, a fita descolou e deixou resíduo no pano. Desde então, só uso costura ou bordado.

Método prático de customização

Comece marcando o local onde vai colocar o nome. Meça a distância do ombro até a cintura, divida pelo número de letras e calcule o espaçamento. Use giz de alfaiate para fazer as marcas. Não use caneta comum, porque marca e não sai depois. Se for bordar, escolha um ponto simples, como ponto atrás ou ponto cadeado. Ponto atrás é mais rápido e fica mais uniforme. Ponto cadeado é mais decorativo, mas gasta mais linha e tempo. Eu prefiro ponto atrás para nomes curtos, porque fica legível de longe na roda.

Quando for aplicar patch, coloque o tecido de suporte por trás para não marcar o avesso. Costure nas bordas com ponto invisível ou ponto cego. Evite costurar por cima do tecido principal diretamente, senão faz buraco e o pano desfibra. Se quiser pintar, use tinta para tecido flexível. Aplique com esponja ou pincel de espuma. Deixe secar completamente antes de passar ferro. A temperatura do ferro deve ser média, sem vapor, porque o vapor pode manchear a tinta.

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Depois de terminado, lave de preferência à mão. Máquina de lavar destrói bordados e resseca cola têxtil em pouco tempo. Eu lambo meu abadá customizado sempre à mão, senão a personalização dura pouco mais de cinco lavagens.

Pegadinhas que ninguém conta

O tecido do abadá enruga fácil quando molhado. Se você costurar em área muito exposta a suor, o fio pode dilatar e o acabamento fica torto. Recomendo usar fio sintético, como poliéster, que tem menor absorção de água. Também tem o problema do brilho. Abadá branco de baixa qualidade ganha brilho com o tempo, principalmente nas áreas de atrito. Customizações feitas nessa região vão se destacar ainda mais. Se o abadá já tiver brilho, a customização fica aparente demais. Nesses casos, prefira cores mais discretas ou posicione o desenho em área menos sujeita a atrito.

Outra coisa: algumas tingem o tecido. Eu já usei tinta preta em abadá branco e o pano ficou amarelado nas bordas da aplicação. Se for pintar, teste antes num cantinho escondido ou em tecido idêntico, senão leva susto.

Quando não vale a pena customizar

Se o abadá for de tecido muito fino, tipo musseline ou voile, bordado pesado deforma o caimento. Nesse caso, o ideal é escolher um modelo mais grosso ou enviar para um profissional. Eu já vi muita pessoa tentar fazer no computador e terminar com um trabalho irregular que não aguenta os movimentos da capoeira. Também não adianta customizar abadá que será usado apenas em treinos pesados. O suor intenso desbota bordado e cola rápida. Nesses casos, o melhor é manter o abadá liso e investir em outra peça para treino.

Resumindo, customizar abadá exige atenção ao tecido, ao método e ao uso. Se fizer certo, a peça fica pessoal e resistente. Se fizer pressa, gasta dinheiro e o resultado é ruim.