Cerrado Tem Pouco Morro - Um em cada quatro municípios do Cerrado tem menos de 20% de vegetação ...
Um em cada quatro municípios do Cerrado tem menos de 20% de vegetação ...

Como aprender e tocar Cerrado Tem Pouco Morro no violão

A música "Cerrado Tem Pouco Morro" é um clássico do sertanejo universitário, composta por Ferrugem e Bruno & Marrone. É daquelas que todo mundo sabe cantar, mas tocar de verdade pede uns detalhes que não aparecem logo de cara. A harmonia é basicamente em lá menor, com progressões que giram em torno dos acordes Am, Dm, E7, F, G e C. O segredo não é o acorde em si, mas o ritmo e a forma como você faz a transição entre eles. A maioria das pessoas erra na velocidade do dedilhado, não na música.

Cerrado tem pouco morro: tablatura e cifras práticas

Aqui vai a cifra simplificada para começar a tocar sem complicação: Intro/Refrão: Am | Dm | E7 | Am
Am | Dm | E7 | Am | F | G | C

A estrutura se repete ao longo da música toda. O refrão entra no famoso "Cerrado tem pouco morro, mas tem muita saudade..." com essa progressão idêntica, o que facilita pra caramba quando você está no show e precisa executar de coração fechado. Uma coisa que percebi depois de tocar essa música ao vivo varias vezes: a nota de baixo no acorde de E7 precisa cair bem marcada na batida 1 do compasso. Se você deixar ela fraca, o ouvido perde a direção harmônica e a música parece que "cai". Coloque o dedo mindinho no Sol da 1ª corda e deslize com firmeza pro Ré do Am seguinte. Isso dá o peso certo.

O erro mais comum que vejo é a galera acelerar o compasso quando chega no F e G. A tendência natural é empurrar o tempo porque os acordes estão mais abertos e exigem mais movimento da mão esquerda. Segure um pouco mais o tempo nesses dois acordes. Conte mentalmente 1-2-3-4 antes de mudar. O resultado é uma execução muito mais sólida. Outro ponto técnico: o E7 com nona (E7add9) aparece em algumas versões e dá um brilho interessante. A diferença é sutil — é só colocar o indicador na nota Fá sustenido da 3ª casa da 5ª corda, mantendo o E7 clássico. Se você não dominar essa variação ainda, comece com o E7 normal que a música funciona perfeitamente.

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Para quem quer o download da cifra completa em PDF, recomendo sites como Cifra Club ou Ultimate Guitar. Procure por "Cerrado Tem Pouco Morro cifra" e baixe a versão que tenha a tablatura com os compassos divididos. Evite as versões amadoras que colocam só o refrão, porque a Intro e o Verso têm pequenas variações que fazem diferença na hora de tocar a música inteira. Há uma pegada específica que transforma a execução: o palheta deve ser usada com leveza nos versos e com mais força no refrão. Não é sobre volume, é sobre ataque. No verso, use a ponta da palheta quase raspando as cordas. No refrão, bata perpendicularmente na corda solta. A dinâmica entre essas duas abordagens é o que dá vida à música. Sem essa variação, fica tudo no mesmo nível e soa robótico.

Se você está começando e ainda não tem confiança pra tocar rápido, pratique primeiro em 60 BPM com metrônomo. Quando conseguir fazer todas as transições limpas nessa velocidade, suba para 72, depois 84. Chegar em 96 BPM (tempo original) direto é pedir pra falhar. Eu vi muita gente tentar pular essa etapa e terminar com mãos travadas no palco. Uma dica prática que funciona: grave a si mesmo tocando com o celular. Você vai perceber coisas que não nota enquanto toca, como um Mi Maior inesperado no lugar do E7 ou um tempo oscilando no F. A gravação é o melhor professor barato que existe.

O tempo original da música é 96 BPM em 4/4. Se você tiver dificuldade com esse andamento, não há problema em reduzir para 80 BPM nos primeiros dias. A música não perde identidade nessa redução. O que importa é a clareza das notas e o timing, não a velocidade em si. Se quiser uma alternativa ao violão para tocar essa música, a viola caipira também é uma opção interessante. A sonoridade aberta da viola combina muito com a melodia do violão original, e o timbre naturalmente mais grave ajuda a dar o peso que o cerrado pede. A mão direita trabalha de forma semelhante, então a transição não é tão difícil assim.

O maior desafio real da música não é técnico, é manter a consistência rítmica durante toda a extensão. São cerca de 3 minutos e meio com variações sutis. Treine com gravação de fundo desde o início. Isso acostuma seu ouvido com o compasso completo e evita que você perca o foco nos minutos finais, que é quando a maioria desliza.