Substantivo próprio ou comum: a resposta curta
"Celular" é substantivo comum. Sempre foi. Não tem nada a ver com categoria própria aqui, a não ser que você esteja se referindo à marca específica, o que não é o caso. A confusão vem de um lugar previsível. Muita gente acha que palavras relacionadas a tecnologia ou produtos modernos tendem a virar nomes próprios porque elas surgem como se fossem marcas. Na prática, o português trata isso de forma bem direta: a palavra vira comum assim que deixa de identificar exclusivamente uma fabricante.
celular é substantivo próprio ou comum
Se você digitar essa dúvida em algum fórum de gramática, vai encontrar as mesmas respostas de sempre. A explicação técnica é simples. Substantivo próprio nomeia entidades únicas, específicas, individualizadas. Substantivo comum nomeia categorias, classes, tipos de coisa. Telefone, aparelho, dispositivo, celular — tudo isso cai na segunda categoria porque refere a qualquer item daquele grupo, não a um único exemplar singular. O problema real que as pessoas enfrentam na prática não é a teoria. É a variação regional e o uso coloquial que às vezes sugere o oposto. No Brasil, "celular" se tornou tão generalizado que parece nome fixo de algo único. Mas a gramática não se importa com frequência de uso. Ela se importa com a função sintática e com o valor semântico do termo no contexto.
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Um exemplo concreto que já vi em revisão de texto: alguém escreveu "Comprei um Celular na promoção". O "C" maiúsculo estava ali só porque o redator associou a palavra ao produto específico que estava comprando. Na norma padrão, isso é incorreto. O correto seria minúsculo, pois "celular" é um nome comum dentro da frase. A maiúscula só seria aceita se "Celular" fosse o nome comercial registrado da loja ou da linha do produto, algo do tipo "iPhone", "Galaxy", "Motorola". Aí sim, temos um substantivo próprio embutido na cadeia nominal. Há também a pegadinha dos diminutivos e das gírias regionais. "Celular" já foi "telemóvel" em boa parte dos textos acadêmicos e jornalísticos lusófonos. O termo "celular" pegou no Brasil por influência do espanhol e do inglês, mas isso não mudou sua classificação morfológica. Continuou sendo comum. O mesmo vale para "fone", "smartphone", "aparelho". Todos são comuns.
O que poucas pessoas levam em conta é o tratamento de marca como nome genérico. "Kleenex" virou sinônimo de lenço de papel, mas gramaticalmente continua sendo marca registrada, substantivo próprio. "Google" é próprio. "Apple" é próprio. "Celular" nunca foi marca. Foi sempre categoria. Por mais que empresas tentem apropriar-se do termo em campanhas publicitárias, isso não altera a regra do dicionário. Se você está revisando um texto ou corrigindo prova e encontra a dúvida exata "celular é substantivo próprio ou comum", a resposta segue sendo a mesma. Comum. Sem margem para debate, a menos que o contexto seja especificamente sobre uma marca registrada que use esse termo no nome comercial.
O detalhe que ninguém sempre menciona: a capitalização em títulos e cabeçalhos é outra história. "Celular" pode aparecer em maiúscula inicial por convenção tipográfica, não por classificação gramatical. Isso confunde muita gente. Amaiúscula não transforma comum em próprio. Apenas marca posição na linha. Resumindo sem ressumir: "celular" é substantivo comum, ponto. Se quiser testar, tente substituir por "aparelho" ou "telefone". A lógica se mantém idêntica. Se funcionar, o termo original também é comum. E funciona perfeitamente em qualquer variação que eu já tenha visto em texto formal ou informal.