Cabelo Chocolate 6.7 Cor E Ton - Niely Cor e Ton Coloração 6.7 Chocolate - Tinta de Cabelo - Magazine Luiza
Niely Cor e Ton Coloração 6.7 Chocolate - Tinta de Cabelo - Magazine Luiza

O que é o tom 6.7 chocolate e como aplicar na prática

O sistema profissional de coloração define o número 6 como castanho médio e o decimal 7 como nota violeta. O chocolate 6.7 combina esses dois elementos: uma base castanha profunda com um subtom violeta que neutraliza reflexos indesejados de cobre ou laranja. A cor final no cabelo vai variar conforme o nível de clareamento prévio e a porosidade da fibra capilar.

cabelo chocolate 6.7 cor e ton

Para aplicar, a mistura padrão parte de uma base de creme de oxidação. Se o objetivo é cobrir grisalhos, o recomendado é usar peróxido de 20 volumes (6%) mezclado com a tinta 6.7 na proporção de 1:1.5, ou seja, 30 gramas de tinta para 45 gramas de oxidante. O tempo de processamento varia entre 30 e 35 minutos, dependendo da textura do fio. Quando o cabelo já está clareado e se busca apenas deposição de tom, a técnica muda. Aí se usa peróxido de 10 volumes (3%) na proporção 1:1. O menor volume evita que o castanho escuro abra e puxe para o avermelhado, que é exatamente o oposto do que se quer. Já vi muita gente fazer confusão aqui e terminar com um cabelo cor de tijolo porque usou oxidante forte em cabelo previamente descolorido.

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Um problema real que enfrentei recentemente foi com uma cliente que tinha uma base 8 com mechas loiras queimadas na ponteira. Apliquei a 6.7 pura com 10 volumes e, em 25 minutos, a ponteira absorveu demais e ficou com um tom acinzentado quase verde. O violeta da nota 7 reagiu com o subamarelo residual das mechas. A solução foi aplicar uma segunda mão com uma pequena quantidade de 6.1 (violeta mais intenso) diluído com a base neutra 6.0, apenas nas pontesiras danificadas, por 10 minutos. Isso neutralizou o verde e fechou o tom num castanho chocolate uniforme. A regra não escrita é que fios porosos absorvem o pigmento violeta mais rápido que o pigmento castanho. Por isso, quando o cabelo tem histórico de química, a estratégia mais segura é aplicar a mistura nas raízes primeiro, deixando os comprimentos e pontas para os últimos 15 minutos. Assim evita-se que a ponta fique muito mais escura que a raiz.

Outro detalhe importante: o chocolate 6.7 não é um tom fechado ou opaco. Ele tem transparência, o que significa que, em cabelos claros ou loiros acima do nível 7, ele vai puxar mais para o avermelhado-violeta do que para o castanho puro. Se você quer castanho fechado mesmo sobre base clara, a solução é mesclar 6.7 com 6.0 numa proporção de 70% para 30%. A base neutra 6.0 fecha o tom sem precisar de mais oxidante. Para cabelos com cobertura de grisalhos, a 6.7 sozinha não performa tão bem quanto parece. O violeta não é um pigmento de cobertura; ele é um corretor de tom. Grisalhos resistentes precisam de pigmentos de base pura. O truque é adicionar 30% de 6.0 ou 6.1 à mistura, o que aumenta a densidade de pigmento castanho e dá mais aderência ao fio branco.

A saída do chocolate 6.7 ao longo do tempo segue um padrão previsível. Depois de seis a oito lavagens com shampoo sulfatado, o violeta desbasta primeiro, deixando o castanho sozinho e tendendo ao quente. Para segurar o tom, o ideal é usar shampoo sem sulfato e condicionador com pigmentos violeta uma vez por semana. Isso prolonga a vida útil da cor por pelo menos mais duas semanas sem necessidade de retoque químico. Se o cabelo for muito claro ou descolorido e a intenção for um castanho chocolate fechado mesmo sobre base nível 9 ou 10, o 6.7 sozinho não chega. Nesses casos, a alternativa é o nível 5.7, que tem o mesmo subtom violeta mas mais pigmento carregado, ou então um pré-pigmentado antes da aplicação da tinta principal. Sem isso, o resultado fica claro demais e quente.