Atividades sobre gostos e preferências para sala de aula ou estudo individual
Muita gente busca atividade sobre gostos e preferências e não consegue montar algo que realmente funcione porque o material pronto na internet é quase todo o mesmo: listas de múltipla escolha, exercícios de fill-in-the-blank com I like/I don't like, e mais do mesmo. O problema é que isso nunca chega à conversação real. Eu já passei por isso com meus alunos, e depois de ajustar a abordagem ao longo de anos, consegui uma estrutura que gera resultado. O ponto principal é que gostos e preferências têm várias camadas gramaticais que se confundem fácil. There is / there are, preferir + verbo no infinitivo ou no gerúndio, would rather, used to, e ainda o problema dos advérbios de frequência. Quando você junta tudo sem ordem, o aluno entende 60% na hora e esquece 80% em uma semana.
Atividade sobre gostos e preferências — passo a passo prático
Aqui vai como eu monto essa atividade do zero, começando pelo que realmente importa: a produção oral. Fase 1: diagnóstico rápido (10 minutos)
Antes de qualquer coisa, eu faço os alunos responderem oralmente a três perguntas simples. What do you do for fun? What food do you hate? What is something you used to like but don't anymore now? O objetivo não é corrigir nada aqui. É mapear o que eles já sabem e onde travam. Na prática, metade da turma já confunde I used to e I'm used to. A outra metade usa like + ing e like + to do ao mesmo tempo sem diferença. Fase 2: input controlado (15 minutos)
Entro com um texto curto de autenticação real. Pode ser uma entrevista de blogueiro, um trecho de série, ou até um post de rede social em inglês. O texto precisa ter uso natural de preferências: I'm really into, I'm not a fan of, I'd rather, prefer, would love to. Eu peço que eles sublinhem todas as expressões de gosto e classificem em three buckets: strong positive, neutral, strong negative. Isso ensina nuances que nenhuma lista de vocabulário ensina. Fase 3: prática guiada (20 minutos)
Aqui entra a parte de gramática aplicada. Eu escrevo no quadro as estruturas centrais: Like + gerund (for general enjoyment) vs like + to infinitive (for habits or choices). Prefer + noun/gerund + to + noun/gerund. Would rather + base verb. Used to + base verb (past habit). Be into / be keen on / be crazy about (informal registers).
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Eu não explico cada uma separadamente. Eu jogo frases corretas e incorretas lado a lado e peço que eles identifiquem o erro. Funciona melhor do que regra decorida. Um exemplo clássico que eu uso: She prefers to swim than run. O erro é preferir to em vez de using the structure correta. A correção é She prefers swimming to running. Fase 4: produção livre (25 minutos)
Esta é a fase que transforma exercício em habilidade. Eu divido a turma em duplas. Cada um recebe um cartão com cinco assuntos aleatórios (food, music, travel, technology, sports). Eles precisam entrevistar o colega usando pelo menos quatro estruturas diferentes de preferência. O entrevistador deve registrar não apenas a resposta, mas também o grau de intensidade. After that, each student presents their partner's preferences to the class using reported speech: Maria is really into jazz, but she can't stand horror movies. Fase 5: feedback e consolidação (10 minutos)
Eu anoto os erros mais comuns durante a atividade e escrevo três ou quatro exemplos anônimos no quadro. A turma corrige juntos. Isso é muito mais eficiente do que eu dar uma lista de erros no final. Um problema real que eu enfrentei: alunos brasileiros tendem a traduzir literalmente Gosto de + ing como I like + ing em todos os contextos, o que soa estranho em inglês formal. A solução foi introduzir a distinção entre gerund for general experience e infinitive for specific decisions. Eu criei cartões com situações do tipo At the gym every Monday vs I enjoy working out. A primeira pede infinitive, a segunda pede gerund. Depois de duas semanas de prática direcionada, a taxa de erro caiu drasticamente.
Outro ponto que poucos materialistas abordam: gostos e preferências aparecem constantemente em provas de proficiência como Cambridge e TOEFL, especialmente nas partes de speaking e writing. Nesses exames, usar only I like e I don't like garante bandeira vermelha nos critérios de lexical resource. Alunos que dominam as variações de intensidade e registo sobem pelo menos um half-banda no speaking. Se você quer baixar um conjunto pronto de atividades sobre gostos e preferências, recomendo começar pelo site do British Council TeachingEnglish, que tem worksheets gratuitas organizadas por nível A2 a B2. Também existe o LearnEnglish Teens, com áudios e exercícios interativos. Para material mais específico, o site Real Teaching Resources no Teachers Pay Teachers tem pacotes pagos com atividades de nivelamento prontos para imprimir.
O maior erro que vejo é tratar essa unidade como tema isolado. Gostos e preferências se conectam com past habits, comparativos, moda, cultura pop, comida, viagem. Se você aproveitar essas conexões durante a atividade sobre gostos e preferências, os alunos fixam muito mais conteúdo de uma vez só. E na prática, é isso que diferencia quem aprende de quem apenas completa exercícios. Um aviso sincero: essa abordagem funciona bem para turmas de 8 a 20 alunos. Acima disso, a fase de produção oral perde eficácia porque o tempo por aluno cai demais. Nesses casos, substitua a entrevista em duplas por stations rotation: cada mesa tem um tópico diferente e os alunos rotacionam a cada 7 minutos, respondendo oralmente. O resultado é similar com menos pressão logística.
Se o seu contexto é autoestudo, o passo equivalente é gravar respostas de 2 minutos em vídeo para si mesmo usando as mesmas perguntas da fase 1, e depois comparar com modelos nativos. Não é tão bom quanto feedback humano, mas é o melhor substitute disponível.